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Vereadora de Curitiba Acusada de Exibir Vídeos de Abuso Infantil em Palestras

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Investigação sobre Exibição de Imagens de Abuso Infantil por Vereadora em Curitiba

A Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público do Paraná, investiga uma denúncia envolvendo a vereadora Sargento Tânia Guerreiro (Podemos). Ela é acusada de ter exibido imagens de abuso sexual infantil em palestras sobre pedofilia. Os detalhes da investigação estão sendo mantidos em sigilo, enquanto uma sindicância na Câmara Municipal, que havia sido aberta, está prestes a ser arquivada.

Reação da Vereadora

Sargento Tânia Guerreiro se manifestou oficialmente, negando as irregularidades. Em nota, a vereadora afirmou que o conteúdo de suas palestras é direcionado a maiores de 18 anos, com um aviso claro sobre a natureza sensível dos relatos, com base em seus 30 anos de experiência na Polícia Militar do Paraná. Ela enfatizou: “A proteção da criança e a defesa de sua inocência são pautas inegociáveis que norteiam sua vida e seu mandato”.

No entanto, nas redes sociais, a vereadora declarou que sua entrada na política foi motivada pela luta contra a pedofilia. A Câmara de Curitiba confirmou o arquivamento da sindicância, mas não forneceu mais detalhes sobre a decisão.

Denúncia da ONG e Relatos de Testemunhas

A denúncia foi feita pela ONG Elos Invisíveis, que afirma que, em uma palestra realizada em 10 de maio de 2024 em Colombo, a vereadora mostrou vídeos reais de crianças sendo abusadas sexualmente, com aproximadamente 130 pessoas presentes na plateia. Além disso, a reportagem obteve o áudio de outra palestra em abril de 2025, na qual a vereadora detalha abusos e menciona que possui vídeos de tais incidentes em seu celular. Durante a apresentação, o som de choro pode ser ouvido.

Uma testemunha descrever que ficou chocada com o conteúdo exibido, informando que um dos vídeos mostrava uma criança de quatro anos sendo abusada, resultando em reações extremas na plateia, como vômitos e choro. A vereadora justificou que as imagens eram necessárias para a compreensão do problema da pedofilia.

Questões Legais

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB-PR, Ana Lúcia Oliveira, alerta que a exibição de imagens reais de violência sexual, mesmo em contextos educativos, pode configurar crime. “Se comprovada a exibição desse tipo de material, há indícios de violação do artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata da posse e divulgação de pornografia infantil. A pena é de reclusão de um a três anos e multa”, afirmou.

A especialista também destacou os potenciais danos da divulgação de conteúdos sensíveis sem a devida mediação, alertando sobre a possível banalização da violência e suas consequências para políticas públicas que visam proteger crianças e adolescentes.

Oliveira afirmou que teve acesso ao áudio da palestra e a relatos de testemunhas, mas ressaltou que o órgão não tem função investigativa, embora esteja acompanhando o caso de perto e tenha solicitado respostas ao Ministério Público.

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