STF Impõe Medidas Cautelares a Jair Bolsonaro com Base em Publicações nas Redes Sociais
Os posts em redes sociais foram fundamentais para a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (18). As publicações foram apontadas por instituições como a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Conteúdo Utilizado na Decisão
Na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, foram anexados 20 prints de redes sociais e entrevistas relacionadas ao ex-presidente. Dentre as postagens, destacam-se:
- 12 publicações do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP);
- Três publicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump;
- Três publicações do ex-presidente Bolsonaro.
Motivação das Medidas Cautelares
Em sua análise, a PF informou que Eduardo Bolsonaro tem “repostado conteúdos em inglês” com a intenção de atingir o público internacional, interferindo assim no regular andamento da ação penal que investiga uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.
Na decisão, o ministro Moraes ressaltou que as publicações constituem provas que visam não apenas barrar o desenrolar da ação penal, mas também constranger o Judiciário e afetar a economia brasileira. Segundo Moraes, Bolsonaro atuou para convencer a população a pedir o arquivamento da ação ou a anistia.
Indícios de Alinhamento entre Jair e Eduardo Bolsonaro
O ministro afirmou não haver dúvidas sobre a autoria e materialidade dos delitos atribuídos a Jair Bolsonaro na Ação Penal 2668. Ele destacou que as declarações e postagens do ex-presidente mostram uma tentativa de manipulação da situação judicial.
Moraes menciona ainda que as publicações e a significativa contribuição financeira de Bolsonaro a seu filho nos Estados Unidos são “fortes indícios” de um esquema para influenciar o Judiciário, visando causar impactos econômicos ao Brasil com imposições de sanções estrangeiras.
Investigação em Andamento
No pedido para abrir um inquérito sobre a articulação dos Bolsonaro no exterior, a PGR apontou as postagens como um indicativo de que pai e filho estavam obstruindo o andamento da ação penal relacionada ao golpe. A Procuradoria observou um tom intimidatório nas manifestações, dirigidas aos servidores públicos envolvidos na investigação e julgamento.
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