Lula Critica Apoio Brasileiro a Tarifas de Trump
Em pronunciamento realizado na última quinta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o apoio de alguns políticos brasileiros às tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula se referiu a esses apoiadores como “traidores da pátria”.
Indignação com Políticos
Lula expressou sua “indignação” ao afirmar que determinados “políticos” apostam na ideia de que “quanto pior, melhor” para o país. Embora não tenha nomeado deputados e senadores bolsonaristas, deixou claro seu descontentamento com a postura deles.
“Não se importam com a economia do país e os danos causados ao nosso povo,” afirmou o presidente.
Defesa da Soberania Nacional
Durante seu discurso, Lula classificou as tarifas como uma “chantagem inaceitável” e ressaltou a independência do Poder Judiciário no Brasil. Ele ressaltou: “No Brasil, respeitamos o devido processo legal, os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa. Tentar interferir na justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional.”
Apoio ao Sistema de Pagamentos
O presidente também defendeu o sistema de pagamentos Pix, que recentemente recebeu críticas dos Estados Unidos. “Não aceitaremos ataques ao Pix, que é um patrimônio do nosso povo. Temos um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo, e vamos protegê-lo,” garantiu.
Ações Legais Contra Tarifas
Lula afirmou que utilizará “todos os instrumentos legais” disponíveis para proteger a economia brasileira, incluindo ações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional.
Entenda o Caso
Em julho, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, com validade a partir de 1º de agosto. O anúncio foi feito em uma carta endereçada a Lula, publicada na rede social Truth Social, onde o americano justificou a medida em razão da postura do STF (Supremo Tribunal Federal) em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Lula já indicou que a medida será contestada com a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso em 2 de abril, que estabelece critérios de proporcionalidade em respostas a barreiras impostas a produtos brasileiros. O decreto regulamentando a lei foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 15 de agosto.
