Trump Anuncia Tarifas a Países do Brics
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou recentemente que os países do Brics, ou aqueles que se alinharem às políticas do grupo, enfrentarão tarifas adicionais de 10%. Esta medida foi anunciada após Trump monitorar a última cúpula do bloco de economias emergentes, que ele considera uma potencial ameaça aos interesses americanos.
Críticas ao Brics
Embora tenha afirmado que o Brics não é uma “ameaça séria”, Trump acusou o grupo – que inclui Brasil, Rússia, China, Índia e outros – de tentar prejudicar os EUA. Durante o anúncio da nova taxação, ele declarou:
“Eles têm que pagar 10% se estiverem no Brics, porque o Brics foi criado para nos prejudicar. O Brics foi criado para desvalorizar o nosso dólar. Tudo bem se eles quiserem jogar esse jogo, mas eu também posso jogar.”
Tensões Anteriores
- No início de 2025, Trump já havia feito ameaças contra o Brics, sugerindo tarifas de 100% para os países que não se alinharem aos interesses comerciais dos EUA.
- Os países do Brics discutem há algum tempo a criação de uma moeda comum como alternativa ao dólar nas transações comerciais.
Expansão do Brics
Durante o primeiro mandato de Trump, entre 2017 e 2021, o Brics contava com cinco membros: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. No entanto, a dinâmica mudou no segundo mandato de Trump, com a expansão do bloco para 11 países, incluindo nações aliadas aos EUA, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Analistas do Metrópoles indicam que a união destes países e a crescente rivalidade entre EUA, Rússia e China despertaram a atenção de Trump para as atividades do Brics.
PIB do Brics Supera o do G7
Atualmente, os países do Brics representam cerca de 40% da economia mundial, superando o G7, que inclui as sete maiores economias avançadas. O último relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que o G7 detém aproximadamente 28% da economia global.
Com crescente influência econômica, o Brics tem articulado alternativas ao dólar, buscando estabelecer uma moeda comum para facilitar transações entre seus membros. Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, informou que a proposta foi originada do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
A economista Ive Ribeiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ressalta que o domínio do dólar como moeda de reserva internacional confere um “privilégio exorbitante” aos EUA na economia global.
Preocupações dos EUA com a Influência do Brics
Um dos principais receios dos Estados Unidos em relação ao Brics é a crescente influência da China e da Rússia. Segundo Marcos Hanna, economista da Armada Asset, a Rússia se posiciona como antagonista militar e político do Ocidente, enquanto a China se torna uma ameaça mais econômica e tecnológica.
A aproximação de Beijing e Moscou com países estratégicos, como Brasil e Índia, aumenta ainda mais as inquietações do governo americano acerca do grupo. Hanna afirma que isso representa uma ameaça direta à hegemonia dos EUA na arena global.
A China no Comando do Brics
Analistas apontam que, atualmente, a China exerce uma liderança econômica e política dentro do Brics. Paulo Rebello, doutorando em Ciências Políticas pela Universidade de Salamanca, observa que a expansão do grupo foi impulsionada pela China, mesmo quando o Brasil e a Índia se opuseram à entrada de regimes considerados autoritários.
“Quando falamos que a China manda no bloco, isso se fez presente na recente expansão do próprio grupo, onde outros membros não concordaram, mas a China prevaleceu”, explica Rebello.
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