95% da população adulta já recebeu ao menos uma dose contra a Covid-19 no Paraná

Mais de 8,3 milhões de paranaenses já começaram sua imunização contra a Covid-19, o equivalente a 95,28% da população adulta imunizada com ao menos uma dose (D1 ou dose única). O marco foi ultrapassado nesta sexta-feira (24), mostrando a alta adesão do Estado à campanha de vacinação. Foram alvo da campanha 8.308.620 pessoas acima de 18 anos, de um total estimado em 8.720.953 no Estado.

Ao todo, foram 12.828.782 doses aplicadas no Paraná. Destas, 7.985.790 primeiras doses, 4.499.937 segundas doses, 322.830 doses únicas e 20.225 doses de reforço – as quais começaram a ser aplicadas nessa semana em idosos e pessoas imunossuprimidas.

Além disso, quase 5 milhões de paranaenses já estão completamente imunizados, seja com a segunda dose ou dose única. O número é de 4.822.767 pessoas protegidas das formas mais graves da doença, o que corresponde a 55,3% dos maiores de 18 anos.

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, comemorou o avanço da vacinação dentro do prazo previsto pelo calendário estadual. “Nossa meta era vacinar 80% dos adultos paranaenses até o final de agosto, o que concluímos com duas semanas de antecedência, e chegar aos 100% em setembro. É com grande alegria que estamos nos aproximando desse objetivo. Grande parte dos municípios já concluíram a chamada por idade e, agora, estão realizando uma busca ativa pelos adultos que ainda não começaram a imunização”, informa o secretário.

D1 E DOSES ÚNICAS – Dos 8,3 milhões de imunizados, a maior parte (42,1%) recebeu primeira dose da Covishield, vacina produzida pela Fiocruz/AstraZeneca/Oxford. Outros 29,8% receberam doses da Comirnaty, da Pfizer/BioNTech, e 24,2% da CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac. Os demais 3,9% receberam doses únicas da vacina da Janssen, produzida pela Johnson & Johnson.

MUNICÍPIOS – Em números absolutos, o município que mais possui cidadãos vacinados com D1 ou DU é Curitiba, com 1.422.252 doses aplicadas. A Capital é seguida por Londrina (628.380), Maringá (586.375), Cascavel (373.545), Ponta Grossa (345.564), São José dos Pinhais (318.312), Foz do Iguaçu (300.242), Colombo (246.334), Paranaguá (185.434) e Guarapuava (176.650).

ADOLESCENTES – Com o avanço da vacinação nos adultos, o Paraná deu início nesta semana na imunização de adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades com a reserva técnica. As primeiras doses do governo federal começam a chegar nesta sexta-feira, o que deve imprimir mais velocidade também nessa faixa etária.

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Brasil atinge metade da população completamente imunizada

O Brasil chegou, nesta quarta-feira (20), a mais de 50% da população com esquema vacinal completo contra a Covid. Ou seja, metade dos brasileiros tomaram as duas doses da vacina ou o imunizante de dose única.

Foram as 651.053 segundas doses registradas nesta quarta que levaram o país a passar dos 50%. Também foram notificadas 292.943 primeiras doses, 40.389 doses únicas e 116.585 doses de reforço.

Com as doses registradas, já são 152.325.559 brasileiros com a primeira dose. Ao todo, 106.874.272 já tomaram também a segunda ou a dose única, o equivalente a 50,1% da população.
Vale, porém, destacar que a imunização só é considerada efetiva duas semanas após a aplicação da segunda dose.

Outros países

Nas redes sociais, o marco foi comemorado por especialistas, que aproveitaram o momento para enfatizar a importância da vacinação e do uso da máscara como equipamento de proteção pessoal.
Há quase quatro meses, entre junho e o começo de julho, Chile (o primeiro da América do Sul, em 22 de junho), Reino Unido e Uruguai atingiram esse patamar de vacinação. Na segunda metade de julho e início de agosto, foi a vez de Portugal, Alemanha, Estados Unidos e França ultrapassarem a marca de metade da população imunizada.

Gibraltar, em 14 de março deste ano, foi o primeiro no mundo a alcançar a marca de 50%.
Na América do Sul, além de Chile e Uruguai (2 de julho), Equador e Argentina completaram a vacinação de metade da população em 8 de setembro e 3 de outubro, respectivamente.

Os Estados Unidos, que tiveram um processo inicial rápido de vacinação nos primeiros meses de 2021, perderam velocidade com o tempo e só alcançaram os 50% de vacinados em 1º de agosto.
O país vem sofrendo para avançar com o programa vacinal devido à resistência da população e conta com somente 57,1% dos americanos vacinados, segundo dados do CDC (Centro de Controle de Doenças dos EUA) de terça-feira.

O Brasil, ao contrário do vizinho Chile, dos EUA e do Reino Unido, teve um início de campanha vacinal lento. Um dos motivos foi a falta de disponibilidade de imunizantes. Outro fator que pesou contra o país foi a inação do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

O país, nos primeiros meses deste ano, apoiou-se, basicamente, na Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, para levar adiante a campanha de vacinação. Os grandes lotes da Covishield, vacina da AstraZeneca/Oxford produzida pela Fiocruz, sofreram sucessivos atrasos de produção e entrega, o que também contribuiu para menores valores de vacinação iniciais e concentração de uso de Coronavac.

Com o passar dos meses e críticas constantes sobre a falta de ação do governo federal, mais acordos por vacinas foram realizados, como no caso da Pfizer, que tentava, desde o segundo semestre de 2020, vender o seu imunizante para o Brasil.

No momento, além dos imunizantes já citados, o país também tem aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a vacina de dose única da Janssen.

Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados em 24 estados.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Imunidade de Rebanho

Apesar dos números de vacinas recentes animadores no país, co mo atingir mais de 100 milhões de pessoas com o esquema vacinal completo e 50% da população imunizada, nesta quarta, tais dados devem ser vistos com cautela.

Com a variante delta, que se dissemina mais e com mais facilidade, a possibilidade de atingir a imunidade de rebanho se tornou uma realidade mais distante no mundo, segundo afirmou recentemente à Folha Denise Garrett, epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin.

“Não existe um número mágico para a imunidade de rebanho”, disse a especialista. “Ao que tudo indica, o vírus está aqui para ficar. Como isso vai se desenrolar, vai variar muito de país para país”.

O poder da delta ficou claro em outros países com a vacinação consideravelmente mais avançada, como em Israel, por exemplo. O país já flexibiliza até mesmo o uso de máscaras, quando a delta começou a aumentar o número de infecções e reverteu as medidas menos restritivas.

Além disso, com o passar dos meses, percebeu-se a queda dos níveis de proteção das vacinas -algo que não chega a ser surpreendente- e se passou a verificar a necessidade de doses de reforço, pelo menos até o momento destinadas a pessoas mais velhas, pessoas com problemas de imunidade (uma terceira dose, na verdade) e profissionais de saúde.

Com isso, fica claro que, apesar do otimismo que os dados vacinais podem trazer, os cuidados preventivos básicos contra a Covid devem permanecer, inclusive o uso de máscaras.

Estudo mostra que vacinados que morreram de covid-19 eram muito idosos

Pessoas vacinadas contra a covid-19 têm pouca probabilidade de morrer da doença, a menos que sejam muito idosas e já estejam seriamente doentes antes de pegá-la, mostrou um estudo da Itália nesta quarta-feira (20).

A pesquisa, do Instituto Nacional de Saúde (ISS), presente em um relatório de rotina sobre mortes por covid-19, revela que a idade média das pessoas que morreram apesar de vacinadas é 85 anos e que elas tinham, em média, cinco doenças preexistentes.

A idade média de pessoas que morreram sem estar vacinadas foi de 78 anos com quatro doenças preexistentes.

Descobriu-se que casos de problemas cardíacos, demência e câncer foram encontrados com maior incidência na amostragem de mortes entre vacinados.

A análise, realizada entre 1º de fevereiro e 15 de outubro deste ano, estudou os registros médicos de 671 óbitos por covid-19 entre não vacinados e 171 entre pessoas totalmente vacinadas.

Houve 38,09 mil mortes pela doença na Itália durante o período analisado.

Desse total, 33,62 mil foram de não vacinados, 2,13 mil de pessoas que só receberam uma dose de vacina ou foram infectadas pouco depois da inoculação, portanto antes do surgimento de anticorpos, e 1,44 mil de pessoas totalmente vacinadas.

No início deste mês, o país atingiu a meta de vacinar totalmente 80% de sua população acima de 12 anos, meta que o governo havia definido para oferecer um grau considerável de proteção do vírus.