Vereadores pedem que restaurantes possam ficar abertos até as 22h em Curitiba

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou duas sugestões de alteração no decreto municipal 650/2021 para que restaurantes possam ficar abertos por mais duas horas, encerrando seu atendimento para consumo no local às 22 horas, ao invés de 20 horas. A flexibilização nas medidas restritivas estabelecidas pela prefeitura durante a vigência da bandeira laranja – retomada no dia 5 de abril – foi debatida pelos vereadores nesta quarta-feira (7).

Uma das sugestões foi apresentada por Alexandre Leprevost (SD), que argumentou que as medidas de flexibilização tem sido importantes para a economia, com várias sugestões feitas em plenário acatadas pela Prefeitura de Curitiba e que “aliviaram a situação complicada de muitas pessoas que estavam passando por dificuldades”. O vereador ainda lembrou que esta não é a primeira vez que a ampliação do horário de funcionamento dos restaurantes é sugerida e que, após o retorno da bandeira laranja, é urgente que o setor possa deixar suas portas abertas até às 22 horas.

“Funcionamento até 20 horas não faz sentido. O empresário se programa com compras de produtos, escala de funcionários e esse horário até 20h inviabiliza, não torna viável as operações, principalmente para aqueles que têm sua atividade principal no turno da noite. Era melhor não ter feito, do que liberar até às 20 horas”, analisou. Ainda segundo Leprevost, existe o toque de recolher até às 20h, mas a alimentação é essencial e os restaurantes fornecem esse serviço. “Por isso nada impede o funcionamento até às 22h. E no meu entendimento, nada vai mudar na fila dos leitos [exclusivos para o tratamento da covid-19] se esses restaurantes tomarem as medidas necessárias, trabalharem com responsabilidade. Não vai mudar em nada a questão da saúde [termos] duas horas a mais para que esses empresários possam sobreviver.”

Marcelo Fachinello (PSD), autor da segunda sugestão aprovada e que pede a extensão do horário de atendimento presencial de restaurantes e lanchonetes, corroborou com a fala do colega. Para ele, ampliar em duas horas o horário do setor corrige uma “pequena incoerência no decreto que recolocou Curitiba na bandeira laranja, que para o setor de alimentação tem um impacto gigante”. “São duas horas [a menos, atualmente,] que fazem grande diferença para quem serve jantar e muitos [restaurantes] só trabalham no período da noite, são estabelecimentos que só servem jantar”, afirmou.

Ainda segundo o vereador, se restaurantes e lanchonetes podem cumprir os protocolos sanitários e atender clientes presencialmente até 20 horas, nada muda até 22 horas. Ao comentar reportagem da seção Bom Gourmet do Jornal Gazeta do Povo, que aponta que 5 mil trabalhadores do ramo da alimentação foram demitidos em menos de 1 mês na capital, Fachinello reforçou que as sugestões, se acatadas pela prefeitura, podem salvar empresas da falência e empregos.

Apoio do plenário

Observando que a cidade ainda vive “um momento difícil”, apesar da redução gradativa dos números de infectados pela covid-19, o presidente do Legislativo, Tico Kuzma (Pros) concordou com Fachinello sobre a incoerência dos decretos municipais que decretaram a bandeira vermelha e, na sequência, a laranja. Segundo o vereador, na fase mais restritiva, era possível retirar pedidos no balcão dos restaurantes até 22 horas, e agora, o chamado “take away” está limitado até 20 horas.

Indiara Barbosa (Novo) também vê como incoerente os postos de combustíveis poderem funcionar todos os dias da semana, sem restrição de horário, mas não poderem vender produtos e alimentos nas lojas de conveniência após às 20h. Nori Seto (PP), por sua vez, informo que vai apresentar uma indicação ao Executivo para que as lanchonetes possam abrir a partir de 7 horas. “Muitas servem café da manhã para os trabalhadores, e podendo abrir somente a partir de 10 horas isso inviabiliza o serviço”, justifica.

“Se você sabe que o mercado à meia noite tem menos gente, você vai no mercado à meia noite, não vai às quatro, seis horas da tarde. Isso deveria ser [adotado] pelo próprio empresário, para ajudar”, disse Ezequias Barros (PMB), ao defender que a extensão do horário de funcionamento para outros setores da economia, como medida para evitar aglomerações. “É uma questão lógica, quanto menor o horário de funcionamento, mais aglomeração. As sugestões são coerentes e bem-vindas”, corroborou do posicionamento do vereador, João da 5 Irmãos (PSL).

Ao declarar que todos os 38 vereadores de Curitiba “têm a mesma causa”, Mauro Ignácio (DEM) sugeriu que projetos de lei relacionados ao enfrentamento da pandemia da covid-19 e seus desdobramentos tramitem com maior celeridade no Legislativo. Segundo ele, proposta de sua autoria que reconhece restaurantes e atividades similares como atividade essencial no município ficou quase um mês “parado” na Procuradoria Jurídica (Projuris), para instrução técnica. “Temos buscado soluções. Naturalmente, o Legislativo é limitado na sua atuação, mas esta Casa não tem se furtado ao debate sobre a pandemia, a busca de soluções que precisamos enfrentar. É um momento difícil, o mundo enfrenta essa dificuldade. Vamos continuar lutando, empenhados”, continuou.

Líder do governo na CMC, Pier Petruzziello (PTB) respondeu ao plenário que o atendimento presencial dos restaurantes e lanchonetes não foi ampliado devido à restrição de circulação imposta pelo Governo do Paraná e que ainda está em vigor – a prefeitura, de acordo com ele, está seguindo o decreto estadual 7.230/2021, que prorrogou o toque de recolher no estado entre 20h e 5h para serviços não essenciais. Para que as sugestões de Leprevost e Fachinello fossem viáveis, o parlamentar orientou uma articulação, junto ao gabinete do Palácio Iguaçu, pela alteração das medidas restritivas estaduais.

A justificativa de Petruzziello, no entanto, foi rebatida por Denian Couto (Pode), que afirmou que o decreto municipal se sobrepõe ao decreto estadual. “Não é correto transferir a responsabilidade para algo que é de interesse local. De modo que, entender que o Governo do Paraná precisa alterar seu decreto do toque de recolher, para que possa haver uma adequação do horário de funcionamento dos restaurantes é uma visão simplista e que transfere a responsabilidade do Poder Executivo municipal.” Também participaram do debate os vereadores Amália Tortato (Novo), Eder Borges (PSD) e Hernani (PSB).

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Em um mês, exposição “OSGEMEOS: Segredos” alcança mais de 41 mil ingressos vendidos

Inaugurada em 18 de setembro pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), a exposição “OSGEMEOS: Segredos” foi vista por 31.237 pessoas no primeiro mês. Além disso, 10.081 ingressos antecipados para os próximos dias já foram adquiridos. A mostra segue todas as orientações sanitárias em decorrência da pandemia, como limitação de público, acesso controlado e venda on-line de ingressos com dia e horário marcados.

A exposição realizada em Curitiba é uma produção original da Pinacoteca de São Paulo em parceria com o MON, apresentada pela Copel e viabilizada pelo Governo do Estado do Paraná.

Estão reunidos mais de 850 itens, entre pinturas, instalações imersivas e sonoras, esculturas, intervenções, desenhos e cadernos de anotações dos artistas. A exposição ocupa todos os espaços expositivos da Torre e do Olho do MON.

Os ingressos podem ser agendados aqui. Os dias mais tranquilos para visitação costumam ser terças, quintas e sextas-feiras. O período da manhã também é o que normalmente tem menor procura. A mostra poderá ser vista até abril do próximo ano.

OSGEMEOS – A dupla de artistas formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo (São Paulo, 1974) construiu uma trajetória no mundo das artes sem nunca ter perdido de vista o desejo de manter-se acessível ao grande público.

Esse percurso inclui a participação em mostras nas principais instituições internacionais, como o Hamburger Bahnhof, em Berlim, em 2019, com um projeto concebido em parceria com o grupo berlinense de breakdance Flying Steps – um dos mais premiados mundialmente; a Vancouver Biennale, no Canadá (2014); o MOCA – Museum of Contemporary Art, em Los Angeles, nos EUA (2011); o MOT – Museum of Contemporary Art Tokyo, em Tóquio, no Japão (2008); a Tate Modern, em Londres, no Reino Unido (2008), onde os artistas pintaram a fachada, e a Triennale de Milão, na Itália (2006), entre outros.

Ao longo de sua carreira, os irmãos também receberam convites para criar para os principais espaços públicos de mais de 60 países, incluindo Suécia, Alemanha, Portugal, Austrália, Cuba, Estados Unidos – com destaque para os telões eletrônicos da Times Square, em Nova York (2015) –, entre outros.

MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço

“OSGEMEOS: Segredos” – Produção original da Pinacoteca de São Paulo

Até 3 de abril de 2022

Museu Oscar Niemeyer (MON)

Ingressos à venda no site: www.museuoscarniemeyer.org.br

Casos de importunação sexual devem ser denunciados pelo telefone 153

A Guarda Municipal fez 32 prisões pelo crime de importunação sexual e por atos obscenos, desde o início do ano. Deste total, 11 ocorreram dentro do transporte coletivo, com atendimento no terminal de ônibus ou na estação-tubo mais próximos.

Um deles, registrado na manhã de 1º de outubro, ocorreu no Ligeirão Santa Cândida/Capão Raso. Após denúncia da vítima, de 47 anos, o motorista parou o ônibus no Terminal Cabral para o registro da ocorrência pelos guardas municipais. O suspeito tinha 41 anos.

“É imprescindível que a comunicação oficial do crime aconteça de maneira imediata, para que o suspeito possa ser abordado no local da denúncia. No caso do crime praticado dentro do ônibus, a abordagem normalmente é feita na parada seguinte do veículo”, informa o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Péricles de Matos.

Outro caso recente atendido pelos guardas foi na madrugada do feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida. Na Rua Conselheiro Laurindo, no Centro, os guardas prenderam um homem de 29 anos suspeito de importunar uma mulher de 51 anos, funcionária de um estabelecimento onde o indivíduo tentou forçar a porta para entrar.

No ano passado, outras 38 prisões foram feitas por equipes de guardas municipais pela mesma natureza criminal, das quais 14 dentro do ônibus. 

Ligue 153

O passageiro que precisar de apoio para registrar um crime, como furto, roubo ou importunação sexual no ônibus, dentro dos limites de Curitiba, deve ligar para o telefone de emergência 153 da Guarda Municipal.

A ligação é atendida por um guarda no Centro de Operações, que aciona a equipe mais próxima do local para averiguação e possíveis abordagens a pessoas suspeitas. Observar alguns detalhes, como cor da roupa do suspeito, tatuagens e o uso de óculos ou bonés ajuda na identificação posterior.