Velocidade máxima de 50 km/h passa a ser o padrão no trânsito de Curitiba

Depois das avenidas Visconde de Guarapuava, Silva Jardim e Presidente Kennedy, a Superintendência de Trânsito (Setran) vai dar continuidade à padronização em 50 km/h o limite de velocidade em diversas ruas da cidade. A alteração já inclui também as ruas João Bettega, Desembargador Westphalen e Engenheiros Rebouças.

O projeto, que iniciou em 2020, vai se estender nos próximos meses para vias como Victor Ferreira do Amaral, Júlia da Costa, Princesa Izabel, Almirante Tamandaré, Ângelo Sampaio, João Negrão e XV de Novembro. Mas não serão as únicas, conforme explica a superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella.

“Com exceção das vias rápidas, Avenida Comendador Franco e Linha Verde, as demais passarão por essa mudança que tem como foco evitar e, principalmente, reduzir a gravidade dos acidentes ocasionados, além da própria organização do trânsito”, reforça Rosangela.

A Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza (ligação do Campo do Siqueira à CIC) e a Avenida Mascarenhas de Moraes (do Santa Cândida ao Atuba) são algumas das vias que permanecerão com limite permitido de 60 km/h. A Linha Verde e a Avenida Comendador Franco continuam com 70km/h.

Tendência mundial

A força-tarefa, destaca a superintendente do órgão, possui embasamentos técnicos de engenharia da via, como geometria, demanda de tráfego e análise da acidentalidade. Estudos diversos do setor comprovam que a velocidade média e a fluidez no trânsito melhoram com vias urbanas em velocidades regulamentadas em 40 km/h e em 50 km/h.

“Ações reconhecidas mundialmente, como o Programa Vida no Trânsito (PVT), chancelado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que agora entra em sua segunda década de ação pela segurança no trânsito, e o Visão Zero recomendam a adoção de redução de velocidade nas vias urbanas”, explica Rosangela.

Iniciado na Suécia e incorporado por diversas cidades ao redor do mundo, o Visão Zero no Trânsito propõe intensificar intervenções na infraestrutura viária, ações de educação e de fiscalização de trânsito, de forma a minimizar consequências do erro humano.

Motocaixas

O projeto de alteração na sinalização da Avenida Victor Ferreira do Amaral virá atrelado à implantação de motocaixas entre as ruas Frei Orlando e Paulo Kissula. A sinalização que delimita espaço exclusivo para que motociclistas aguardem a abertura do sinal verde à frente dos demais veículos é outra mudança com o objetivo de garantir mais segurança e evitar acidentes envolvendo motociclistas.

Pioneira da iniciativa na cidade, a Victor Ferreira do Amaral recebeu a primeira motocaixa em frente ao Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), em 2018. De lá pra cá, o projeto foi expandido para algumas das principais vias da cidade. Confira:

  • Avenida Silva Jardim – 20 cruzamentos em uma extensão de 4,1 quilômetros, entre as ruas Teixeira Soares e Conselheiro Laurindo.
  • Avenida Visconde de Guarapuava – 16 cruzamentos em uma extensão de 2,2 quilômetros, entre as ruas General Carneiro e Desembargador Motta.
  • Avenida Wenceslau Braz – quatro motocaixas por sentido (Linha Verde e Portão), em trechos de 2,5 quilômetros.
  • Avenida Presidente Kennedy – 15 cruzamentos entre as avenidas República Argentina e Marechal Floriano Peixoto, nos dois sentidos.
  • Linha Verde – 20 cruzamentos nas pistas sentido Norte e sentido Sul, entre a Avenida Comendador Franco e a Rua Izaac Ferreira da Cruz.
  • Avenida Marechal Floriano – no cruzamento com a Rua Marechal Deodoro.
  • Avenida Victor Ferreira do Amaral – nos dois sentidos, em frente ao Detran-PR, no Tarumã.

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Projeto de lei quer dar licença para que bares e casas noturnas abram como restaurantes em Curitiba

Projeto de lei que propõe um licenciamento extraordinário para que casas noturnas e bares de Curitiba funcionem como lanchonetes e restaurantes está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara Municipal de Curitiba (CMC). A reunião ordinária acontece nesta terça-feira (20) às 14h30.

De iniciativa conjunta de Alexandre Leprevost (SD) e Tico Kuzma (Pros), a iniciativa prevê que essa autorização para que bares e casas noturnas funcionem como restaurantes e lanchonetes ocorrerá enquanto durar a situação de emergência em saúde pública devido à pandemia da covid-19, estando condicionada à readequação dos espaços, que devem estar caracterizados para a nova atividade.

Além da caracterização para a nova atividade, o projeto de lei ainda determina que “o estabelecimento deverá atender todas as medidas de enfrentamento à pandemia previstas em legislação específica e nas orientações, protocolos e normas da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa)”. “Com a aprovação da lei, poderíamos amenizar um pouco as dificuldades que esses estabelecimentos enfrentam em decorrência da pandemia”, dizem os autores.

Outros projetos

Outro destaque da CCJ nesta semana é a análise do requerimento de Professor Euler (PSD) que solicita a instalação de uma comissão especial para debater projeto de lei de sua autoria que tem por objetivo revogar três mil leis municipais. Protocolada em março do ano passado, a matéria visa, segundo o autor, “eliminar leis desnecessárias, que perderam eficácia, com redação inadequada ou obsoleta e que não fazem mais sentido, mas causam confusão por estarem em vigor”.

A sugestão de revogar as leis veio depois de a equipe do parlamentar analisar 15.587 leis ordinárias de Curitiba elaboradas nos últimos 71 anos (de 1948 a 2019). No final de 2020, o plenário da CMC chegou aprovar um primeiro requerimento que pedia a constituição dessa mesma comissão especial, protocolado pela Comissão de Constituição e Justiça, para analisar a proposta de Professor Euler.

Completam a pauta outros 13 projetos: a lista completa pode ser consultada aqui. A reunião será a partir de 14h30. São integrantes da comissão os vereadores Osias Moraes (Republicanos), presidente; Pier Petruzziello (PTB), vice; além de Beto Moraes (PSD), Dalton Borba (PDT), Denian Couto (Pode), Indiara Barbosa (Novo), Marcelo Fachinello (PSC), Mauro Ignácio (DEM) e Renato Freitas (PT).

Serviço Público

A Comissão de Serviço Público também se reúne nesta terça, às 8h15, para analisar duas proposições. A primeira é de Tico Kuzma (Pros) e determina o aumento da vida útil dos táxis em circulação de Curitiba para 10 anos. Conforme a lei municipal 13.957/2012, que regulamenta a prestação do serviço, a idade máxima da frota hoje é de 5 anos, considerando-se o ano de fabricação do veículo. Já o decreto 100/2018, que alterou dispositivos da regulamentação da norma vigente, possibilita a prorrogação do prazo por 2 anos, sujeita à vistoria semestral pela Urbs e à emissão de laudo de inspeção técnica anual a partir do 6º ano.

A segunda proposta que será analisada pelo colegiado retorna à pauta após pedido de vista de Professora Josete (PT), solicitado na reunião do dia 6 de abril. Trata-se da iniciativa de Professor Euler (PSD) que condiciona a assinatura de contratos com a prefeitura às empresas comprovarem possuir programas de compliance e práticas anticorrupção. É sugerida que a exigência seja implantada de forma gradual ao longo de quatro anos. A obrigação valeria imediatamente para consórcios, concessões públicas e parcerias público-privadas.

Além de Josete, também integra a Comissão de Serviço Público: Ezequias Barros (PMB), presidente; Leonidas Dias (SD), vice; Hernani (PSB) e Mauro Bobato (Pode).

Economia

Na quinta-feira (22), após o feriado de Tiradentes, a Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização se reúne às 11h30 em agenda extraordinária. A pauta ainda não foi divulgada. São membros do colegiado os vereadores Serginho do Posto (DEM), presidente; Indiara Barbosa (Novo), vice; além de Flávia Francischini (PSL), Hernani (PSB), João da 5 Irmãos (PSL), Jornalista Marcio Barros (PSD), Osias Moraes (Republicanos), Professora Josete (PT) e Tito Zeglin (PDT).

As reuniões das três comissões serão remotas, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CMC: YouTube, no Facebook e no Twitter.

Informações Banda B

Com menos chuva na primeira quinzena de abril, Sanepar alerta para uso racional da água

A Sanepar alerta para a necessidade de manter o uso racional da água, já que a primeira quinzena de abril repete o cenário de crise hídrica com seca severa em todas as regiões do Paraná. Em Curitiba e Região Metropolitana, choveu apenas 0,6 milímetro, volume que dificulta atingir a média histórica para o mês de abril, que é de 81,2 mm.

Em Guarapuava, Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Umuarama, não foi registrada nenhuma chuva. As regiões Oeste e Sudoeste já se encontram em estado de alerta para o abastecimento de água, uma vez que a falta de chuvas baixou a vazão de rios e poços.

Na Região Metropolitana de Curitiba o rodízio no abastecimento continua em vigor há mais de um ano. No primeiro trimestre de 2021, segundo dados do Simepar, as chuvas na RMC somaram 380 milímetros, abaixo da média histórica para o período, que é de 460 mm. Em 2020, o volume de precipitações do primeiro trimestre foi de 247 mm.

“Esse balanço trimestral abaixo da média mostra que ainda não conseguimos recuperar os passivos anteriores que baixaram os níveis das nossas barragens ao longo de 2020”, afirma o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky.

Ele afirma que as informações meteorológicas disponíveis no momento indicam que estamos a caminho da superação da crise hídrica com o término do fenômeno La Niña ainda no primeiro semestre. Mas é preciso precaução.

“Existe um déficit hídrico a ser superado, o que só vai ocorrer quando tivermos chuvas acima da média por um período regular. Isso ainda não ocorreu. Portanto, temos que manter a cautela e o uso econômico da água. Tanto o rodízio como a economia por parte da população podem assegurar níveis de reservação suficientes para os próximos meses”, completa.

Confira o nível dos reservatórios da RMC no site da Sanepar.