Vacinas são eficazes contra a Ômicron, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, nessa terça-feira (7), que as vacinas são eficazes contra a nova variante Ômicron do coronavírus, detetcada na África do Sul, ao proteger os infectados que desenvolvem doença grave.

“Não há razão para duvidar” de que as vacinas atuais protegem os doentes infectados com Ômicron contra formas graves de covid-19, afirmou o responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS, Michael Ryan, em entrevista. 

“Temos vacinas muito eficazes que se mostram potentes contra todas as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e hospitalização, e não há razão para acreditar que não seja o caso” com a Ômicron, disse Ryan, acrescentando que estão no início estudos da variante, detectada apenas em 24 de novembro e que já foi registrada em cerca de 40 países.

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Transformação Digital mostra inovações na Saúde de Curitiba que podem inspirar o país

Evento transformação digital de 2023 no Engenho da Inovação no bairro Rebouças - Vale do Pinhão - Curitiba, 24/01/2023 - Foto: Daniel Castellano / SMCS

O público lotou o auditório do Engenho de Inovação, no Rebouças, na noite dessa terça-feira (24/1), para participar das discussões em torno das inovações vividas pelo setor da saúde e o que deve ser tendência no setor, durante o primeiro Transformação Digital de 2023. 

O evento, que abriu as programações da Agência Curitiba e do Vale do Pinhão neste ano, apresentou cases locais das aplicações das novas tecnologias e que podem ser exemplos para todo o país.

Entre as propostas, o uso de Big Data e integração dos dados para o acompanhamento dos pacientes, a transformação na produção de insumos para o modelo 4.0 aplicado a imunizantes e medicamentos bioterapêuticos e o desenvolvimento de novos produtos que resolvam questões pontuais de saúde, com uso de menos medicamentos.

“Este é um momento especial para abrir um ano que será muito bom. Todas as empresas, em todos os setores, estão buscando inovar. A Saúde inovou muito nesses últimos anos, com muito trabalho, mudanças de mindset e legislação. Por isso, faz todo o sentido trazer essa discussão neste primeiro Transformação Digital, destacou a presidente da Agência Curitiba de Inovação e Desenvolvimento, Cris Alessi.

Saúde 4.1

Entre os speakers da noite, a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella, destacou que Curitiba investe há décadas na informatização dos dados dos usuários do sistema, o que possibilitou a implantação de novos serviços, como o lançamento do Aplicativo Saúde Já Curitiba e os teleatendimentos pela Central Saúde Já.

Sendo a primeira cidade a ter implantado o prontuário eletrônico, no final dos anos 1990, Curitiba hoje acompanha todos os encaminhamentos dados aos 53 mil usuários atendidos por dia pelo SUS Curitibano.

“O Ministério da Saúde, nesta atual gestão, criou a Secretaria de Saúde Digital e levou a contribuição da nossa cidade para o Brasil, com os aprendizados que tivemos para chegar a este sistema tão avançado e informatizado como temos aqui, no nosso modelo de Saúde 4.1”, destacou a secretária.

O modelo Saúde 4.1, apresentado aos participantes do Transformação Digital, foi desenvolvido pela SMS durante a pandemia e utiliza recursos como conectividade e inteligência artificial para ampliar o acesso do cidadão aos serviços do SUS Curitibano.

Foco no paciente

Na plateia, profissionais dos segmentos hospitalar, startups, educação acadêmica, empresas, indústria de diagnóstico e tecnologia se reuniram para ouvir e debater os serviços e produtos desenvolvidos com suporte da evolução digital no setor.

Em comum, além do interesse pelo tema, todos também foram, são ou serão pacientes, lembrou o mediador do evento, Fernando Carbonieri, fundador da comunidade virtual de ciências médicas academiamedica.com.br e cofundador da plataforma de saúde corporativa wellbe.co.

O foco em soluções digitais que promovam a qualidade de vida foi abordado pela co-founder e CEO do Grupo Medless, Nádia Dietrich. A empresa desenvolve implantes hormonais não absorvíveis para tratamentos da saúde da mulher.

Ela contou que o propósito desta health tech curitibana é ofertar a qualidade de vida no tratamento de um problema sem gerar a necessidade de uso de outros medicamentos, para combater os efeitos colaterais.

“Por isso ‘Medless’ (menos medicamentos). Estamos em estudos para implantes na área da psiquiatria, em que as medicações precisam ser administradas a longo prazo e o implante é uma solução viável para a manutenção dessa prática pelo paciente”, disse Nádia.

Menos importações

Já o gerente de Desenvolvimento de Negócios do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Lucas Nascimento, contou a evolução do Instituto em sua informatização, rumo a um modelo de produção industrial de bioterapêuticos no modelo Pharma 4.0.

O instituto está abrindo um novo capítulo em sua história, rumo à pesquisa e desenvolvimento de bioterapêuticos em Curitiba, e implantando uma nova unidade de biotecnologia, na CIC, que vai produzir insumos para vacinas e terapias avançadas para doenças como o câncer.

A proposta vai suprir uma necessidade nacional, reduzindo a dependência de produção internacional desses insumos.

Atualmente, a maioria desses produtos é importada.“Estamos investindo em consultoria internacional para nos fornecer expertise para a indústria 4.0 e estamos avançando nos critérios, desenvolvendo uma rede neural, investimos em rastreabilidade, economicidade, automação, velocidade, acesso, qualidade. E tudo isso só importa com foco nas pessoas”, destacou Nascimento.

Troca de informações

Durante o evento, plateia e speakers conversaram sobre diversos prismas do papel dos avanços digitais na Saúde, como o comprometimento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, busca de investimentos e uso dos bancos de dados para intervir em ações preventivas.

A troca de informações e networking é um dos objetivos do Transformação Digital, uma das frentes de apoio do Vale do Pinhão, a partir do desenvolvimento do ecossistema de inovação. Os contatos podem resultar em incentivos e parcerias para melhoria e lançamento de novos produtos, como lembrou Nádia Dietrich.

Como parceira do Vale do Pinhão, a co-founder e CEO do Grupo Medless tem participado deste ambiente de cooperação. “Foi pelo Vale que fizemos parceria com a Hot Milk, em que recebemos incentivo para o desenvolvimento de uma nova linha de produtos voltados ao público masculino”, contou Nádia.

Cris Alessi destacou que o Vale do Pinhão tem interesse em unir essas discussões, que envolvem empresas de todos os portes, e em ofertar seus programas para contribuir com sua evolução. “Temos o que ofertar para contribuir e ofertar para todas as empresas, de diferentes tamanhos, para que possam focar em seus públicos finais, as pessoas beneficias nos atendimentos”, disse.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

Alegria e saúde devem ser prioridades para a população aposentada

Alegria e saúde devem ser prioridades para a população aposentada. Na imagem, o médico geriatra Clóvis Cechinel, diretor técnico do Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns, no bairro Pinheirinho. Curitiba, 17/01/2023. Foto: Hully Paiva/SMCS

Depois de anos de trabalho, chegar à aposentadoria pode trazer grandes expectativas e representar uma fase desafiadora de vida para muita gente. Na avaliação do médico geriatra Clóvis Cechinel, diretor técnico do Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns, no bairro Pinheirinho, buscar um sentido pode ser uma boa forma para aproveitar a vida a partir da aposentadoria.

“Quando a pessoa se aposenta, muitos passam a se movimentar menos, veem mais televisão, diminuem as relações sociais. Isso pode levar à tristeza, à depressão”, resume. Ele ressalta que a forma como cada um vive esta etapa depende muito de como a pessoa é.

O encontro entre a aposentadoria e a fase em que a pessoa está idosa pode coincidir ou não, mas com o passar dos anos, ela vai acontecer.  Dos 16,9 mil aposentados ligados ao IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba), mais de 77% são pessoas idosas. O percentual se mantém se considerada a soma dos aposentados e dos pensionistas da Prefeitura de Curitiba: são 19,7 mil pessoas, sendo 15,2 mil acima dos 60 anos.

“Quanto mais otimista e de bem com a vida você é, quanto mais sentido a vida tem pra você, maior a possibilidade de envelhecer de forma saudável e curtir essa fase”, observa o médico.

“Por isso, é importante colocar atividades que deem sentido à vida. É preciso começar a fazer planos dentro das possibilidades de cada um. É preciso trazer qualidade de vida para os anos que você tem”, defende Cechinel, ao destacar como exemplos a participação em trabalhos sociais e a volta aos estudos.

O médico recorda que o período mais grave da pandemia, quando as pessoas idosas precisaram ficar mais isoladas, foi muito difícil para este grupo. “Isso fez muito mal, trouxe depressão, ansiedade, afetou o humor e as funções dos pacientes nesta fase da vida”, lamenta.

Exercícios físicos, alimentação regrada, acompanhamento médico de rotina e para as doenças crônicas, evitar vícios como o tabagismo, o alcoolismo e as drogas, menos estresse, cuidar do sono, ter boas relações sociais e afeto também estão na lista para enfrentar esta etapa. “Tudo parece óbvio, mas é o que precisamos”, declara.

Cechinel lembra que a saúde sexual deve estar no radar das pessoas idosas também. “O idoso tem desejo como qualquer outra pessoa e isso deve ser respeitado. Por outro lado, é preciso alertar que a pessoa idosa deve ter os cuidados necessários para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis. Eles também são suscetíveis”, avisa.

Mais afeto, menos etarismo

A família tem papel essencial nessa fase da vida, pois além de promover as relações sociais, agrega afeto. Entretanto, é preciso olhar a pessoa idosa como alguém que é capaz de tomar as suas decisões, fazer as suas escolhas, ter autonomia, dentro do que for possível, fazer as coisas por si.

“Temos que olhar a pessoa idosa com menos preconceito e respeitar mais o que eles querem fazer, aceitar a vontade individual de cada um deles. Enquanto sociedade, devemos evitar o etarismo”, alerta o geriatra. O etarismo ou idadismo é uma forma de discriminação sofrida por causa da idade e que pode comprometer a saúde física e mental de quem sofre esse tipo de preconceito.

“O tempo dessas pessoas é precioso e deve ser aproveitado e vivido da melhor maneira possível. Eu falo para os meus pacientes: você não quer cuidar dos netos porque quer fazer outra coisa, como encontrar os amigos, então diga não aos seus filhos. O idoso não precisa cuidar dos netos”, exemplifica.

Segundo o Estatuto da Pessoa Idosa, as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos são idosas. “Mas hoje uma mulher de 60 anos está fazendo tudo o que todo mundo faz.  Ela trabalha, namora, se diverte como todos”, cita o médico. “Quando falo em idoso, eu penso nos 80 anos. Porque aqueles de 60, 70 estão mais para os novos adultos velhos”, compara.

O idoso que eu quero ser

Clóvis Cechinel, que é servidor da Prefeitura de Curitiba desde 2009, explica que o envelhecimento é um processo bastante individualizado e singular e será diferente para cada pessoa em função de diversos fatores que antecedem esta etapa da vida.

“Por isso, precisamos começar a cuidar quando somos jovens e aumentar a nossa poupança de saúde para quando a gente precisar. O idoso que eu quero ser é o quanto eu me cuido e trabalho hoje”, alerta.

Ele lembra que a partir dos 40/50 anos é possível notar diferenças na manutenção do peso e na massa corporal, já que o indivíduo perde massa magra e ganha massa gorda. Além disso, há uma implicação na distribuição da gordura que para homens e mulheres passa a ser acumulada na região central do corpo. “São mudanças que vêm com o passar do tempo e é para todo mundo. De forma saudável ou não, estamos envelhecendo”, afirma.

Cechinel destaca também que, com os anos, as pessoas ficam mais suscetíveis a doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, dislipidemia (alterações no colesterol), problemas de tireoide, no coração, osteoporose. A recomendação é acompanhar e tratar cada uma delas para não gerar um efeito negativo no futuro.

Ele sugere que cada um reflita sobre a fase da aposentadoria quando, de modo geral, a pessoa ganha menos dinheiro e gasta mais. O processo de envelhecimento tem custos e para que o idoso tenha um tratamento adequado, deve programar-se financeiramente.

A orientação é cuidar de si de forma regular, visitando seu médico quando houver necessidade. “E o mais importante: manter hábitos de vida saudáveis, com boa alimentação, exercícios físicos e evitar estresse”, salienta Cechinel.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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