Urina escura, inchaço, dor: médicos relatam estragos do kit covid nos rins

Medicamentos do “kit covid”, que não têm eficácia comprovada contra a doença causada pelo novo coronavírus, já provocaram graves danos aos rins de pacientes, segundo profissionais de saúde que trabalham na linha de frente do combate à pandemia ouvidos pelo UOL. O kit é composto, principalmente, por quatro remédios: hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e anticoagulantes.

A combinação dos remédios é considerada “uma bomba” no corpo pelos médicos e pode causar desde hemorragias até hepatite medicamentosa. Há pacientes na fila de transplante de fígado depois de terem tomado o kit, conforme revelou reportagem recente do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Mas, de acordo com os relatos de profissionais de saúde de grandes hospitais do estado, o kit pode estar diretamente relacionado aos danos graves no fígado e rins dos pacientes que chegam às UTIs depois de terem tomado os remédios. Nas últimas semanas, tem aumentado o número de pessoas nesta situação.

“Tudo isso porque essas medicações têm efeitos colaterais, como qualquer remédio. Mas com algumas diferenças: quando você faz um coquetel de remédios, você potencializa os efeitos adversos de todos, faz com eles se combinem. No caso da covid, você ainda está tomando uma quantidade absurda de remédios que sequer fazem efeito para a doença. O único ‘ganho’ é o risco de ter um quadro mais grave”, afirmou Plínio Trabasso, infectologista do Hospital das Clínicas da Unicamp.

Para ler a matéria completa no UOL clique aqui.

Informações Banda B

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Santa Casa de Curitiba passa a oferecer tratamento com cannabis medicinal, com espaço físico pioneiro no Brasil

A Santa Casa de Misericórdia é o primeiro e mais antigo hospital do município de Curitiba (PR), inaugurado em 1880 pelo Imperador Dom Pedro II. Desde então, vem escrevendo uma história de respeito ao ser humano, além de se consolidar como referência em mais de 30 especialidades médicas, oferecendo ainda um dos mais completos complexos hospitalares e ambulatoriais do Estado do Paraná, com estrutura para atendimento de média e alta complexidade distribuída em mais de mais de 17 mil m² de área bem no Centro da capital paranaense.

Sempre de olho nas principais tendências e inovações do mercado global, a Santa Casa anunciou nesta quarta-feira (23) que passará a trabalhar também com tratamentos com cannabis medicinal aos seus pacientes. A instituição contará, inclusive, com um centro de acolhimento para pacientes e médicos que quiserem todas as informações sobre a prática médica que está ganhando o mundo. A novidade é um alívio para pessoas que sofrem com ansiedade, insônia, epilepsia, glaucoma, esclerose múltipla, fibromialgia, entre outras doenças. Atualmente, duas resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a 327 e a 660, regulam a importação e a aquisição de produtos com as propriedades do canabidiol, desde que com receita médica.

O avanço com relação aos tratamentos com cannabis medicinal é fruto de uma parceria com a startup curitibana Anna Medicina Endocannabinoide, que nasceu para facilitar o acesso dos brasileiros à cannabis medicinal. A empresa acaba de lançar um marketplace para a aquisição de produtos importados com canabidiol (CBD), além de anunciar o projeto inédito no Brasil que tem por objetivo criar os primeiros espaços físicos sobre o tema no país, que vão oferecer um ecossistema completo de clínicas e serviços médicos, conceito que será implantado na Santa Casa a partir dos próximos dias.

“A Anna é a primeira empresa do setor a ter um espaço físico para atendimento completo de pacientes dentro de um grande centro médico”, comemora Kathleen Fornari, CEO e cofundadora da Anna. “Pacientes e médicos poderão receber a orientação necessária sobre o canabidiol com uma consulta especial da nossa equipe de especialistas, entre eles médicos e pesquisadores da área. Além disso, vamos promover trocas de experiência constantes em encontros com a participação dos maiores pesquisadores da área. Tudo isso em um ambiente confortável e acolhedor”, complementa. Ao atender tanto os pacientes quanto os profissionais, a Anna pretende unir as duas pontas e humanizar a aquisição dos produtos à base da cannabis medicinal. Além disso, a startup estará presente no UNIICA, hospital de psiquiatria administrado pela Irmandade da Santa Casa, dando suporte para os pacientes psiquiátricos.

O evento de lançamento da parceria, realizado ontem, contou também com a participação de integrantes do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e de uma comitiva vinda do Uruguai, que está no Brasil a convite da Productora Uruguaya de Cannabis Medicinal (PUCMED), comandada pelo Dr. Alfonso Cardozo Ferretjans, que conta com sua sede internacional em Curitiba. Na comitiva, algumas das maiores referências globais em cannabis medicinal e representantes do governo do Uruguai, entre eles Sergio Vázquez, do Ministério da Agricultura; o coordenador do programa nacional de cannabis medicinal do Ministério de Saúde Pública, Carlos Lacava; e o representante do Ministério da Indústria, Gonzalo Maciel.

“A Santa Casa de Curitiba sempre protagonizou diversas conquistas quando falamos em ensino, pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e metodologias em prol do cuidado com os enfermos. Estamos muito esperançosos que essa parceria, que se instaura entre Santa Casa, Anna, Tecpar e PUCMED, poderá oferecer o bem-estar assistencial que nossos pacientes procuram. Com certeza, uma parceria que salva vidas. É através de ações conjuntas de modernização, que podemos desenvolver cada vez mais nossos produtos e serviços”, afirma o Provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, Dom Diamantino Prata de Carvalho, que abençoou a medicina endocannabinoide.

Segundo a Dra. Nivia Pereira de Souza, Diretora Médica Corporativa do Hospital Santa Casa de Curitiba, abordar a importância da cannabis medicinal é uma questão de saúde pública. “Hoje, já existem estudos comprobatórios da eficiência da cannabis medicina para tratamento ou alívio de muitas condições médicas. E nós percebemos a necessidade de drogas efetivas e medicamentos que possam proporcionar a recuperação integral dos pacientes. Por isso, assumimos o compromisso de promover e ampliar a pesquisa científica, afim de ajudar na regulamentação e comprovação de sua eficácia. Temos um corpo clínico aberto para absorver novas pesquisas, receber e difundir mais informações a respeito da medicina endocannabinoide”, completa a especialista.

Aumento de acidentes de trânsito no fim do ano eleva necessidade de transfusões sanguíneas

Feriados, Copa do Mundo, Natal e Ano Novo. À medida que as festividades de fim de ano se aproximam, a tendência é que muitas pessoas saiam da rotina, viagem e, com isso, o impacto nos estoques de sangue de hemocentros de todo o país parece ser inevitável. O problema se repete justamente no período em que a demanda por sangue cresce devido ao maior tráfego de veículos nas estradas e consecutivo aumento de acidentes. De acordo com o DataSUS, são registradas mais de 3,5 mil mortes no trânsito, a cada mês, no país. Mas em dezembro, esse número pode aumentar até 12%, especialmente nos últimos dias do ano.

Vítimas de acidentes de trânsito correspondem a cerca de 12% da demanda do Pronto Socorro do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR). Em 2022, até metade de novembro, foram mais de 3,5 mil pacientes que entraram na unidade por esse motivo. A demanda tão elevada se explica porque a instituição é referência no atendimento de traumas na capital e região metropolitana. O que também faz com que as doações de sangue sejam essenciais para salvar a vida das pessoas que chegam à instituição. “Os acidentados são os que mais precisam de transfusão sanguínea. E se faltar bolsas de sangue, a vida desses pacientes pode ficar em risco”, explica o coordenador médico do hospital, José Arthur Brasil.

A baixa em estoques de sangue acaba interferindo na rotina de todos os hospitais, que contam com um banco para realizar a gestão do consumo de hemocomponentes. Para garantir a segurança do processo de atendimento aos pacientes, são estabelecidos estoques mínimos de cada tipo sanguíneo. No Hospital Universitário Cajuru, que também é referência no atendimento SUS em Curitiba, são realizados cerca de 147 mil atendimentos por ano – entre urgências, emergências, cirurgias e consultas laboratoriais. Para isso, utiliza por volta de 410 bolsas de sangue todos os meses no atendimento aos pacientes.

Apesar da doação de sangue ser considerada um ato de preocupação com a saúde pública, apenas 19% dos brasileiros doam regularmente, segundo levantamento feito pela farmacêutica Abbott. Tanto o medo do processo quanto a falta de informação são impeditivos para que 48% dos brasileiros não tenham o costume de visitar hemocentros. O número diminui ainda mais quando se faz um recorte das pessoas com sangue raro dispostas a fazer a doação. Presente em apenas 1% dos brasileiros, o tipo AB- é ainda mais difícil de ser encontrado, quanto mais ser doado. 

Primeiros passos para doar sangue

Considerando que são apenas 14 doadores regulares de sangue para cada mil brasileiros, o estoque está em constante estado de emergência. De acordo com o Ministério da Saúde, no ano passado, 3,1 milhões de doações de sangue foram contabilizadas no país. Para doar, a pessoa deve ter entre 18 e 65 anos, pesar acima de 50 quilos, ter boa saúde, não usar medicamentos e, nos últimos 12 meses, não ter feito tatuagem, endoscopia ou colocado piercing. Antes da coleta, o doador deve dormir, no mínimo, seis horas, não ingerir bebida alcoólica no dia anterior, nem ter praticado atividade física ou fumado poucas horas antes da doação. Ao procurar um hemocentro, deve apresentar o documento de identidade.

Uma única doação pode salvar até quatro vidas. Por isso, é um gesto solidário que dá uma nova chance para pessoas que se submetem a tratamentos e intervenções médicas de grande porte e complexidade, como transfusões, transplantes, procedimentos oncológicos e cirurgias. “É importante que haja a sensibilização de todos nesse processo de doação, afinal sangue não se compra e nem se fabrica. Um ato simples como esse, quando faz parte da rotina, é uma ajuda essencial para que os hospitais sigam no cuidado aos pacientes”, reforça José Arthur Brasil.