Urbs tem apoio do Exército para orientar passageiros nos terminais de Curitiba

A Prefeitura de Curitiba vai contar, a partir de quinta-feira (14/5) com o apoio do Exército para que os ônibus das principais linhas saiam dos terminais com lotação máxima de 50%. A operação é uma força-tarefa, que terá um efetivo de 80 soldados para ajudar os agentes da Guarda Municipal, Defesa Social e da fiscalização da Urbs a orientar os usuários do sistema de transporte também sobre a obrigatoriedade do uso da máscara e do distanciamento de 1,5 metro entre os passageiros na fila. A operação deve durar, inicialmente, 10 dias, mas pode ser prorrogada, se houver necessidade.

A Urbs vem, desde a semana passada, intensificando a orientação, por meio de fiscais e da Guarda Municipal, sobre as novas normas de conduta, que seguem a Resolução 01/2020, da Secretaria Municipal de Saúde para combater o avanço dos casos da Covid-19 na capital. Os soldados estão recebendo orientação da Urbs para fazer a abordagem de forma pacífica e seguindo a conduta já estabelecida pelos fiscais e agentes da Guarda Municipal.

O período de temperaturas mais baixas é considerado mais crítico para a propagação da doença e os cuidados para evitar aglomeração precisam ser redobrados.  

A Urbs está colocando em todos os terminais marcações para que os passageiros mantenham uma distância de no mínimo 1,5 m entre si e vem distribuindo folders sobre as orientações aos passageiros.

“Os soldados serão um reforço importante ao efetivo de fiscais que já vêm promovendo esse trabalho de conscientização da população. O caráter dessa operação é orientativo”, explica o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

A força-tarefa será concentrada – entre 5h30 e 8h30 – nos principais terminais (Pinheirinho, Santa Cândida, Cabral, Centenário de Boqueirão). No fim do dia, entre 16h30 e 19h30,  a cooperação entre Prefeitura e Exército será nas estações tubo nas praças Carlos Gomes, Rui Barbosa e na estação Central e no terminal do Pinheirinho. Serão 40 soldados em cada período. 

Outra ação será em relação à limpeza dos ônibus, que também ganhará reforço do Exército.  A Urbs, que vem intensificando a limpeza de terminais, pontos e estações -tubo, vai contar com o apoio dos soldados para fazer a assepsia dos ônibus da frota. O trabalho deve começar nas próximas semanas. A limpeza, com quartenário de amônia ( desinfetante e bactericida) será feita nos cerca de 800 ônibus que estão em circulação.

Idosos

Como parte do esforço de preservar a saúde da população, a  Urbs estuda ainda implantar mudanças na gratuidade no transporte coletivo para idosos em função do aumento, nas últimas semanas, do fluxo de pessoas com mais de 65 anos nos ônibus da capital. A população idosa é considerada grupo de risco para a Covid-19, mas muitos estão furando o isolamento e voltaram a pegar ônibus.

A média semanal de passageiros idosos no sistema, que estava em 11 mil há três semanas, praticamente dobrou, para 20,8 mil. Na terça-feira (5/5) foram 21 mil usuários nessa faixa etária. “Estamos pedindo para que a população idosa fique em casa e só use o transporte coletivo em extrema necessidade e fora dos horários de pico. Queremos preservar a saúde dessa população e evitar a contaminação. Estamos monitorando o fluxo e se ele continuar aumentando podemos adotar medidas como limitar a gratuidade somente para horários fora do pico, como das 10h às 16h”, diz o presidente da Urbs.

Filas

Além de atuar no transporte coletivo, o Exército também firmou um acordo de cooperação para ajudar, junto com agentes da Guarda Municipal, a organizar as filas nas áreas externas a agências da Caixa Econômica Federal. A ação vai se dar em 18 agências do banco.

Senadores pedem a Bolsonaro que Ricardo Fonseca seja confirmado como reitor, mas UFPR terá nova consulta

Na primeira consulta realizada pela instituição, em 2 de setembro, duas chapas participaram. Ricardo Fonseca recebeu 83% dos votos, contra 17% de Horácio Tertuliano Filho

Os senadores Álvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, todos do Podemos, fizeram um pedido a Jair Bolsonaro para que Ricardo Fonseca seja confirmado como reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no período que prossegue até 2024. Atual reitor da instituição, Fonseca recebeu 83% dos votos em consulta pública realizada pela instituição. Nesta quinta-feira (24), porém, foi confirmado que uma nova consulta será realizada na instituição, uma vez que o Ministério da Educação (MEC) passou a exigir a indicação de três nomes na chamada Lista Tríplice que será enviada ao presidente da república.

De acordo com Flávio Arns, todo o trabalho já realizado pelo próprio reitor mostra sua qualificação para a recondução ao cargo. “Estamos falando de um administrador que prioriza o bom diálogo com os variados setores do ambiente universitário, mantendo sempre uma postura isenta, proativa, tendo demonstrado elevado grau de eficiência no desempenho da missão que lhe foi atribuída e que, confiamos, será agora renovada. Nós, da bancada paranaense no Senado, entendemos que a escolha da comunidade acadêmica representa os rumos almejamos para o futuro da nossa UFPR”, disse.

Na primeira consulta realizada pela instituição, em 2 de setembro, duas chapas participaram. Ricardo Fonseca recebeu 83% dos votos, contra 17% de Horácio Tertuliano Filho.

Tradicionalmente na instituição, os candidatos derrotados nas urnas retiram o nome da Lista Tríplice, mas não foi o que ocorreu desta vez.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bolsonaro nomeou o Carlos André Bulhões Mendes como novo reitor. Mendes ficou em terceiro lugar na consulta e mesmo assim foi o escolhido. No Paraná, Tertuliano teria um posicionamento mais alinhado com o de Bolsonaro.

Nova consulta

Com a definição desta quinta-feira (24), uma nova consulta à comunidade acadêmica será realizada. As chapas de Fonseca e Tertuliano já estão homologadas e aguarda-se a inscrição de novas chapas.

O colégio da UFPR se reúne novamente no dia 30 de setembro para, em votação uninominal e secreta, escolher qual das chapas vai compor a lista tríplice que é encaminhada ao MEC para a escolha do novo reitor da UFPR, que assume em dezembro de 2020. As possíveis novas candidaturas concorrem em regime de igualdade com as que estão já colocadas.

Informações Banda B.

Vacina contra Covid-19 desenvolvida pela UFPR apresenta resultados promissores

A vacina contra a Covid-19 que vem sendo desenvolvida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) apresentou eficácia se administrada em duas doses. Esses são os resultados da primeira imunização feita em camundongos, realizada na fase pré-clínica.

O experimento foi dividido em três grupos. O primeiro recebeu imunização com partículas do polímero bacteriano polihidroxibutirato (PHB) recobertas com partes específicas da proteína Spike, que é a proteína que permite ao Sars-CoV-2 infectar nossas células. No segundo grupo, as partículas com a proteína viral foram somadas ao Adjuvante de Freund, uma solução de antígeno usado como um imunopotenciador. Os últimos indivíduos, pertencentes ao grupo controle, receberam apenas o polímero bacteriano polihidroxibutirato (PHB). Uma segunda dose das mesmas substâncias aplicadas em cada grupo experimental foi administrada 20 dias depois.

Os resultados dos testes feitos na coleta de soro realizada após a primeira imunização apontaram que uma dose não foi suficiente para produzir anticorpos em quantidade significativamente diferente em relação ao grupo controle. Já com a segunda imunização, obteve-se uma produção significativa de anticorpos comparada ao grupo controle. “De sete animais no grupo imunizado com antígeno ligado ao PHB, cinco apresentaram resposta pelo menos 20 vezes superior à do grupo controle. Na média, o grupo apresentou 54 vezes mais anticorpos contra o antígeno que o grupo controle”, indica Marcelo Müller dos Santos, professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR e um dos responsáveis pelo estudo.

Com relação à adição do Adjuvante de Freund, não houve um efeito promotor na resposta imune contra as partículas de PHB carregadas com antígeno. O grupo de animais inoculados com partículas e adjuvante apresentaram 37 vezes mais anticorpos do que o grupo controle, mas ainda assim abaixo do grupo imunizado sem o adjuvante. O professor comenta que ainda é necessário entender por que o adjuvante não aumentou a resposta imune das partículas. “Entretanto, se confirmado que a imunização com partículas de PHB não necessita de adjuvantes, pode ser um fator de economia bastante importante na produção de uma futura vacina aplicando essa tecnologia”.

Foto: arquivo UFPR

Para Santos, os resultados desse primeiro ensaio pré-clínico foram um primeiro passo e mostraram que é possível que as partículas de PHB carregadas com antígenos sejam utilizadas como veículo para imunização contra infecções virais como a Covid-19. “Nos testes seguintes, analisaremos a reprodutibilidade desses resultados, o efeito do tamanho das partículas e da carga de antígeno”, explica.

A próxima etapa também verificará se a via de imunização intranasal será eficiente. Caso os resultados sejam positivos, os pesquisadores buscarão saber se os soros dos animais imunizados neutralizam a infecção do novo coronavírus em cultura de células, que é um passo fundamental para provar a eficácia do imunizante.

Na equipe de cientistas trabalhando na vacina também estão os professores de Bioquímica Emanuel Maltempi de Souza e Guilherme Lanzi Sassaki, o professor de Patologia Básica Breno Castello Branco Beirão, o biólogo do Centro de Ressonância Magnética Nuclear da UFPR Arquimedes Paixão de Santana Filho, os pós-doutorandos Maritza Araújo Todo Bom, Luis Paulos Silveira Alves e a mestranda Maria Luisa Terribile Budel.

Informações UFPR.