Um mês após decreto de bandeira vermelha, casos ativos e novos de Covid-19 caem pela metade em Curitiba

Pouco mais de um mês após o decreto de bandeira vermelha ser assinado pelo prefeito Rafael Greca, Curitiba vê os casos ativos e novos de Covid-19 caírem pela metade na cidade. Em 12 de março, segundo informações divulgadas pelo próprio prefeito, a taxa de transmissão chegou a bater a marca de 1,41, número bastante superior ao 0,87 divulgado na semana passada. Vale lembrar que, de acordo com especialistas, quando a taxa de reprodução é inferior a 1, a tendência é de queda nos casos de coronavírus.

Com base em análise feita nos boletins da Secretaria Municipal da Saúde, o número de novos casos de Covid-19 caiu 49% entre 13 de março e 13 de abril, enquanto o número de casos ativos caiu 48%. A capital paranaense retornou para a bandeira laranja no último dia 5.

Segundo o boletim divulgado um dia após o decreto de bandeira vermelha, por exemplo, Curitiba confirmou 1.262 novos casos e 12.655 casos ativos. Nesta terça-feira (13), o número de novos casos caiu para 646 e o de casos ativos para 7.168.

Números semelhantes são vistos apenas na ocupação dos leitos de UTI, mas neste mês de abril Curitiba tem 58 leitos adicionais abertos na cidade.

Mortes

Outro número que segue alto, é o de mortes, mas a tendência é oposta. Enquanto 31 mortes foram confirmadas em 13 de março, a tendência era de alta e, por isso, foi necessário interromper a cadeia de transmissão. Agora, com 39 óbitos confirmados na terça-feira (13), a tendência é de redução com o menor número de casos.

Nesse um mês, Curitiba viu o número de mortes subir de 3.207 para 4.277. São mais de mil mortes em 31 dias, o que confirma a condição de pior mês da pandemia.

Informações Banda B

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Curitiba ultrapassa 1 milhão de pessoas vacinadas com ao menos uma dose

Nesta segunda-feira (26/7), Curitiba ultrapassou a marca de 1 milhão de pessoas vacinadas com ao menos uma dose do imunizante contra a covid-19. O total chegou a 1.006.836 pessoas vacinadas pelos profissionais da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o que representa 51,7% da população do município (1.948.626 pessoas na estimativa do IBGE para 2020).

“Curitiba é grata aos profissionais da saúde e a todos os envolvidos nesta logística. Meu coração de prefeito se alegra em ver Curitiba imunizada”, destacou o prefeito Rafael Greca. 

A cidade conta atualmente com um time de cerca de mil profissionais envolvidos diretamente com a organização e realização da vacinação em diversos pontos de Curitiba. Entre eles, profissionais da Saúde, motoristas, equipes das administrações regionais e da secretarias municipais de Defesa Social e Trânsito e do Esporte, Lazer e Juventude, Exército, estagiários universitários e de ensino técnico.

Curitiba chega a 1 milhão de pessoas vacinadas contra o Coronavírus. Na imagem profissionais de saúde aplicam vacinas nos cidadãos que compareceram a Unidade de Saúde Vila Guaíra – Curitiba, 26/07/2021 – Foto: Daniel Castellano / SMCS

Nesta segunda-feira foram vacinadas com primeira dose pessoas com 36 anos completos, gestantes e puérperas, além das que tinham agendamento pela plataforma Saude Já Curitiba para a segunda etapa da imunização. Ao todo, nesta data, o município aplicou 25.293 doses.

Primeira dose

Até o momento, 969.985 curitibanos receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Desse total, foram vacinados: 454.655 pessoas da população em geral (convocadas por idade); 212.079idosos com 65 anos ou mais; 116.683 pessoas com comorbidades; 10.404 gestantes e puérperas; 8.166 pessoas com deficiência; 82 indígenas; 1.124 pessoas em situação de rua; 6.972 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência; 97.709 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação); 16.346 trabalhadores das forças de segurança; 42.571 educadores (entre professores e trabalhadores da Educação Básica e Ensino Superior) e 1.252 trabalhadores da limpeza pública.

Imunização completa

Em Curitiba, 341.241 pessoas receberam a segunda dose da vacina até segunda-feira (26/7) e outras 36.851 pessoas receberam a vacina em dose única, completando esquema vacinal anticovid.

A cidade já aplicou 1.348.077 unidades da vacina anticovid – primeira e segunda doses ou dose única. Ao todo, 69,2% da população de Curitiba acima de 18 anos já receberam ao menos uma dose.

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 1.503.804 doses de vacinas, sendo 984.132 para primeira dose. 481.492 para segunda dose e 38.180 doses de aplicação única. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, como por exemplo, quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar até 30 mil pessoas por dia e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são com o envio de novas doses enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios. 

Anvisa suspende autorização de importação da vacina Covaxin

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu cautelarmente a autorização excepcional e temporária para importação e distribuição da vacina Covaxin, usada contra a covid-19. A decisão foi tomada hoje (27), em Brasília, de forma unânime pela diretoria colegiada da agência. A solicitação de importação foi feita pelo Ministério da Saúde.

Em nota, a Anvisa informou que a decisão foi tomada após ter sido comunicada pela empresa indiana Bharat Biotech que “a Precisa Medicamentos não possui mais autorização para representar a Bharat, fabricante da vacina Covaxin no Brasil”. 

Segurança jurídica e técnica

Ainda segundo a agência, a medida prevalecerá até que “sobrevenham novas informações que permitam concluir pela segurança jurídica e técnica” da manutenção da deliberação que autorizou a importação.

Relator da matéria, o diretor Alex Machado Campos disse que a perda de legitimidade da Precisa Medicamentos para atuar junto à Anvisa pode influenciar no cumprimento dos requisitos e condicionantes da importação. 

“A decisão levou em conta ainda notícias de que documentos ilegítimos podem ter sido juntados ao processo de importação, o que pode impactar as conclusões quanto aos aspectos de qualidade, segurança e eficácia da vacina a ser utilizada na população nacional”, concluiu a Anvisa.