UFPR inicia testagem de Covid-19 para a comunidade universitária; saiba quem pode fazer

A ação é uma parceria entre o Setor de Ciências Biológicas (SCB), o Setor de Ciências da Saúde (SCS), a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) e os cursos de Enfermagem, Farmácia e de Pós-Graduação em Bioinformática

A partir desta quarta-feira, 14 de outubro, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) inicia uma força-tarefa para realizar testes de Covid-19 em docentes, técnico-administrativos e estudantes que apresentarem sintomas compatíveis com a doença, ou que tiveram contato com pessoas contaminadas.

A ação é uma parceria entre o Setor de Ciências Biológicas (SCB), o Setor de Ciências da Saúde (SCS), a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) e os cursos de Enfermagem, Farmácia e de Pós-Graduação em Bioinformática, com o apoio da Reitoria. O financiamento é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pelo projeto Laboratórios de Campanha, e do Ministério da Educação (MEC).

Para ter acesso ao serviço, é necessário cadastro prévio pelo site https://www.bioinfo.ufpr.br/testecovid19/. Caso haja indicação médica para realizar o exame, basta digitalizar o documento e enviar pelo formulário. Neste caso, o sistema direcionará para o agendamento de coleta.00:00/00:00

Quem não tiver solicitação de teste por um médico, passará por uma triagem baseada no perfil do paciente. Um algoritmo leva em consideração os sintomas que o paciente apresenta, o contato com casos positivos e se pertence aos grupos de risco. Conforme o caso, o sistema indicará a necessidade de se realizar o exame, além do melhor período para sua realização, como explica o diretor do SCB, professor Edvaldo da Silva Trindade: “Há uma janela específica entre o início dos sintomas e a carga viral. No começo e no fim do ciclo, a carga viral é pequena. Se alguém tiver o contato hoje, a quantidade de vírus pode ser indetectável. Por isso, o sistema fará uma triagem para adequar o agendamento”.

Caso não haja indicação para o exame, o usuário será direcionado a contatar a equipe do Centro de Atenção à Saúde (Casa 3), que irá orientar, acompanhar e indicar a realização de exame ou de consulta médica, se necessário. “Todos que procurarem o sistema serão atendidos. Ninguém ficará sem resposta, ou com medo”, ressalta a enfermeira Ana Cazé, chefe do Casa 3.

No Laboratório-Escola do Departamento de Análises Clínicas da UFPR, localizado no Campus Botânico, foi montada uma tenda para realização das coletas em sistema drive-thru. Uma equipe de professores, enfermeiros, farmacêuticos e técnicos de laboratório dos cursos de Enfermagem e de Farmácia farão o atendimento de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. A princípio, estão previstas até 30 coletas por dia, pelos próximos dois meses. Porém, há a possibilidade de se ampliar o atendimento, conforme a necessidade.

Após a coleta, o material será encaminhado ao Setor de Ciências Biológicas para análise RT-qPCR que detecta a presença do material genético do Sars-CoV-2 e é considerado padrão-ouro no diagnóstico da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A identificação rápida de casos positivos permitirá isolá-los e evitar a propagação do vírus. “Vários relatos na literatura mostram que a Covid-19 se espalha rapidamente nas comunidades universitárias, gerando surtos com grande número de casos. Essa iniciativa tem como objetivo evitar que isso ocorra na UFPR”, explica o Professor Emanuel Maltempi de Souza, vice-diretor do SCB e presidente da Comissão de acompanhamento e controle de propagação do Coronavírus na UFPR.

A equipe do SCB responsável pelos exames já realiza testes junto a funcionários terceirizados, trabalhadores da saúde sintomáticos, pessoas que tiveram contato com pacientes positivos, pacientes para cirurgia eletiva e pessoas em vulnerabilidade, como moradores de rua e a população da Penitenciária Feminina de Piraquara.

O grupo espera fornecer resultados rapidamente, comunicando-os aos pacientes em até dois dias. O Serviço Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde também será notificado de forma automática. Os casos positivos serão encaminhados para o Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento e terão acompanhamento da equipe do Casa 3. “Trata-se de uma ação que mostra a importância multiprofissional no combate à doença”, resume o diretor do SCS, professor Nelson Rebellato.

O professor Edvaldo Trindade, que coordena a ação, afirma que a força–tarefa dará apoio e segurança à comunidade da UFPR e reforça a integração entre as áreas da Universidade. “As parcerias tem sido gratificantes, especialmente porque as equipes trabalham de forma voluntária, valorizando as habilidades de cada grupo: o acolhimento do usuário, a coleta por pessoal especializado e a testagem utilizando o estado da arte da tecnologia. Nesse sentido, cada uma das equipes envolvidas é essencial”.

Trindade pontua que a ação conta com apoios de pró-reitorias da UFPR e de outros colegas, que contribuem para o cuidado da comunidade e agradece a Reitoria, pela parceria na busca da obtenção dos recursos e no apoio institucional.

Testes para a detecção de Covid-19 em sistema drive-thru

Quando: a partir de 14/10, de segunda à sexta, das 9h às 12h.

Local: No estacionamento em frente ao Laboratório-Escola da UFPR – Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico

Triagem e agendamento prévios: https://www.bioinfo.ufpr.br/testecovid19/

Maiores informações: 3361-3066 e 3361-3643

Informações Banda B.

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Urbs reforça linhas para exame do Enem no domingo (17)

A Urbanização de Curitiba (Urbs) preparou uma programação especial de algumas linhas para atender os estudantes que vão participar da primeira fase do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no próximo domingo (17/1).

As linhas que não operam aos domingos e/ou linhas especiais criadas para este dia como  829-UNIV.POSITIVO, 620-FAC.SANTA CRUZ e 815 – REFORÇO TUIUTI BARIGUI entre outras, terão programação especial. Confira aqui as linhas que atendem os locais de prova

A linha 816-Camp.Siqueira/Sta.Felicidade terá seu horário de atendimento estendido, com saída do Terminal Santa Felicidade às 19h45 e Terminal Campina do Siqueira às 20h10.

A Urbs alerta para que os candidatos saiam antecipadamente de suas residências, devido aos congestionamentos em dias de concursos e respeitem o limite máximo de lotação dos veículos por conta da covid-19.

Os horários de ônibus podem ser consultados no site da URBS (https://www.urbs.curitiba.pr.gov.br/horario-de-onibus)

* Abertura dos portões: 12h

* Fechamento dos portões: 13h

* Horário início das provas: 13h30

* Horário término das provas: 19h

* Horário término das provas diferenciados, em alguns locais: 20h

* Saída dos candidatos após o início da prova: a partir de 15h30

Vacina da Oxford-Fiocruz é segura, afirma CTNBio

A Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmou hoje (15) que a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é segura. Por lei, cabe ao colegiado emitir parecer sobre a segurança de organismos geneticamente modificados (OGMs), como é o caso do imunizante.

A avaliação é uma etapa protocolar e não diz respeito ao uso e liberação comercial da vacina.

Pela legislação, nesse caso específico, a decisão sobre o uso comercial cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cuja diretoria colegiada reúne-se no próximo domingo (17) para deliberar sobre a liberação do uso emergencial do imunizante.

A Lei de Biossegurança diz que cabe à CTNBio prestar apoio técnico consultivo ao governo federal em questões de biossegurança. Entre outras funções, o colegiado analisa estudos com OGMs no Brasil, que podem ser plantas transgênicas, vacinas (tanto para humanos quanto para animais), células humanas ou micro-organismos.

Os pareceres técnicos são encaminhados a diferentes órgãos, como a Anvisa, ministérios da Agricultura, Pecuária e Pesca e do Meio Ambiente, ente outros, sempre que houver uso de um OGM.

No caso da vacina de Oxford, usa-se a tecnologia conhecida como vetor viral geneticamente modificado, que utiliza um vírus de resfriado retirado de um chimpanzé, em uma versão enfraquecida de um adenovírus. A esse adenovírus é adicionado o material genético da proteína spike do novo coronavírus (SARS-CoV-2) , induzindo à formação de anticorpos.

“Nós não fazemos o registro do produto, que é atribuição exclusiva da Anvisa. Fazemos uma avaliação, remetemos o parecer para a Anvisa, e a Anvisa acresce isso ao processo dela”, explicou o presidente da CTNBio, Paulo Barroso, durante a entrevista coletiva em que foi apresentada a avaliação do colegiado.

Barroso disse que o colegiado analisou somente a segurança do OGM utilizado na vacina para uso em larga escala na população e ressaltou que a decisão não diz respeito à liberação comercial da vacina.

“Este [liberação comercial] é o nome que ficou na lei, e este nome não é muito adequado. O adequado é: fizemos uma avaliação de segurança e consideramos a vacina adequada, sob o ponto de vista de segurança, para o uso em larga escala na população”, afirmou Barroso.

Questões de importação, distribuição, venda não são “da seara” da CTNBio, disse o presidente do colegiado. “A gente avalia se o transgênico é bom ou ruim, sob o ponto de vista de segurança. O resto é a Anvisa.”