UEL estuda efeitos da Covid-19 em cães, gatos e animais silvestres

Uma pesquisa desenvolvida pelo Laboratório de Virologia Animal da Universidade Estadual de Londrina (UEL) busca compreender o papel de cães, gatos e animais silvestres na pandemia do novo coronavírus.

O trabalho é financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e contribui com estudos que utilizam modelos animais na avaliação de novos medicamentos e vacinas. O laboratório atua em pesquisas de coronavírus há quase 20 anos e é o que mais produz trabalhos científicos sobre a presença do vírus em bovinos.

Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEL e coordenador da pesquisa, Amauri Alfieri a ciência ainda sabe pouco sobre o vírus que transmite a doença, por isso, são necessários estudos que acumulem conhecimento sobre a infecção causada pela Covid-19.

Segundo o professor, o homem transmite o vírus para os animais, mas não há comprovação de que ocorre o contrário. “Monitorar as cepas circulantes em animais tem uma importância indescritível para definirmos a epidemiologia do vírus na infecção de humanos”.

Além da coleta do material biológico de animais de estimação, o projeto tem equipes para coletar, simultaneamente, amostras em animais silvestres nas regiões de Foz do Iguaçu e Cornélio Procópio.

Diferentes instituições de ensino do Paraná auxiliarão na coleta de amostras, formando a Rede Paranaense para Estudos com o SARS-CoV-2 em Animais (RPECOV).

A rede de pesquisa é composta pela Universidade Paranaense (Unipar), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Universidade Norte do Paraná (Unopar), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Parque Nacional do Iguaçu (Parna Iguaçu).

COMO FUNCIONA – A análise ocorre após a coleta de material biológico (por swab) orofaríngeo, ocular, retal, patas, exames de sangue e pelo. O animal precisa ter tido contato com pessoas com diagnóstico positivo para COVID-19 para a realização da coleta.

“A primeira etapa do projeto foi realizar o treinamento de toda a equipe para a padronização, tanto da coleta quanto do processamento das amostras. A coleta respeita todos os protocolos de bem-estar animal estabelecidos, com segurança para a equipe, para o animal e para o tutor”, destaca o pesquisador Felippe Danyel Cardoso Martins.

Para coletar o material em gatos e cachorros, a UEL firmou parceria com a prefeitura de Londrina que indica pacientes que estão em isolamento domiciliar. A coleta do material possui um compromisso com o sigilo e a confidencialidade dos pacientes.

VOLUNTÁRIOS – Pessoas com diagnóstico de Covid-19 confirmado, que tenham gato ou cachorro, e queiram se voluntariar para participar da pesquisa, podem entrar em contato com a equipe do projeto pelo telefone (43) 99185-7834.

Informações AEN.

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Pela 1ª vez, Brasil aplica mais de 2 milhões de vacinas contra covid em 24 horas

O Brasil registrou a aplicação de 2.220.845 doses de vacinas contra a covid-19 nesta quinta-feira (17), segundo dados reunidos e divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa. Essa é a maior marca diária de imunização desde o início da campanha em janeiro.

No total, 2.088.159 de pessoas receberam a primeira dose e 132 686 receberam o reforço da vacina, necessária para completar a imunização.

Com isso, a quantidade de pessoas vacinadas com a primeira dose contra a covid-19 chegou a 60.381.020. O número representa 28,51% da população brasileira.

Já levando em consideração as pessoas que receberam as duas doses, a quantidade é de 24.085.577, ou 11,37% dos habitantes.

O Mato Grosso do Sul é o Estado onde a aplicação da primeira dose está mais avançada, em números proporcionais. Lá, 36,59% da população recebeu a vacina. Já nos dados relativos à segunda dose, a vacinação está mais avançada no Rio Grande do Sul, onde 14,45% da população recebeu a imunização completa.

Se tiver vacina, Curitiba consegue imunizar público-alvo em 30 dias, diz prefeitura

Se recebesse a quantidade necessária de vacinas anticovid-19 para seu potencial de atendimento, em menos de 30 dias Curitiba terminaria de imunizar com a primeira dose toda a população acima de 18 anos (1.453.329 pessoas) – considerando um plano de vacinação de domingo a domingo. A cidade tem capacidade para vacinar até 30 mil pessoas por dia.

No entanto, com a atual quantidade de vacinas recebidas desde 20 de janeiro, início da campanha de vacinação, Curitiba conseguiu imunizar com a primeira dose 650.472 pessoas – pouco mais de um terço do público-alvo (população até 18 anos). 

Outro fator que dificulta acelerar a imunização é a quantidade de grupos prioritários inseridos nos planos Nacional e Estadual de Vacinação Contra a Covid-19, e que precisam ser atendidos pelo município, responsável por colocar o plano em prática.

Foto: SMCS

Atualmente, Curitiba tem mais de dez grupos prioritários com cronograma de vacina aberto. As doses entregues pelo Governo do Estado vêm “carimbadas”, ou seja, com as quantidades já definidas para cada um desses grupos. 

“Se pudéssemos vacinar a população apenas por critério de idade, como fizeram países como Inglaterra e Israel, por exemplo, seria muito mais rápido, menos burocrático e atenderíamos a população indistintamente de categorias”, avalia Márcia Huçulak, secretária municipal de Saúde de Curitiba.

Estoque de doses em Curitiba

Nesta quinta-feira (17), Curitiba abriu as salas de vacinação contra a covid-19 com um estoque de 41.758 doses para a primeira aplicação, já descontado as perdas eventuais que ocorrem no processo de aplicação, que hoje é de cerca de 1,9%, índice bem abaixo dos 5% previstos pelo Plano Nacional de Imunização.

O público estimado até o fim da semana é de 43.012 pessoas dos seguintes grupos agendados ou com doses já definidas para atendimento:

Forças de segurança – 4.200 doses 
Educação Superior – 14.132 doses 
Educação básica – 2.500 doses 
Trabalhadores da limpeza – 3.200 doses 
Gestantes, puérperas e comorbidades – 5.000 doses (média de 1.800/dia) 
Trabalhadores de saúde – 12.900 doses (agendados pelo aplicativo Saúde Já) 
Pessoas privadas de liberdade – 1.080

Além desses grupos, Curitiba segue atendendo a população com 53 anos completos e mais que ainda não tomaram a primeira dose