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UE Fecha Acordo Climático 2040 Antes da COP30 em Belém

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União Europeia Define Novas Metas de Redução de Gases de Efeito Estufa às Vésperas da COP30

A poucos dias da COP30 no Brasil, a União Europeia (UE) alcançou, nesta quarta-feira (5 de novembro), um acordo sobre suas metas de redução de gases de efeito estufa para 2035 e 2040. Embora o pacto tenha sido difícil de negociar, ele inclui concessões para acomodar as preocupações de países mais reticentes do bloco.

Detalhes do Acordo

O acordo, anunciado pela Dinamarca, que atualmente preside a UE, estabelece uma meta de redução líquida de pelo menos 90% das emissões de gases de efeito estufa até 2040, em comparação com os níveis de 1990. No entanto, permite que os 27 Estados-membros comprem créditos de carbono no exterior para cobrir até 5% desse objetivo, o que efetivamente reduz a meta de descarbonização das indústrias europeias para 85%.

Durante a votação, os ministros aprovaram a proposta da Comissão Europeia, permitindo que os Estados-membros utilizem esses créditos internacionais. O ministro dinamarquês do Clima, Lars Aagaard, que liderou as negociações, formalizou o anúncio.

Concessões e Flexibilidade

Entre as concessões, destaca-se o adiamento da ampliação do mercado de carbono para o transporte rodoviário e o aquecimento de edifícios, inicialmente programada para 2027, que agora ocorrerá em 2028. Adicionalmente, a UE concordou em discutir o uso de créditos de carbono internos em futuras negociações.

Maratona de Negociações em Bruxelas

Após mais de 18 horas de debates intensos em Bruxelas, os ministros do Meio Ambiente da UE enfrentaram uma verdadeira maratona diplomática. O embate entre rigor ambiental e competitividade econômica foi central nas discussões. França, Itália e Polônia pressionaram por regras mais flexíveis, enquanto a Dinamarca defendeu metas mais rigorosas.

Os defensores de regras mais brandas argumentaram que a indústria europeia já enfrenta altos custos de energia e que uma regulamentação excessiva pode prejudicar a competitividade em relação a economias como a chinesa e a norte-americana.

Enquanto a Comissão Europeia sugere um limite de 3% na compra de créditos de carbono para o cálculo das reduções de emissão, Itália e França pedem a elevação para 5%, enquanto a Polônia propõe um teto de 10%.

Atrasos e Implicações para a COP30

A União Europeia está atrasada na apresentação de sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) e perdeu prazos importantes. Especialistas indicam que a divulgação antecipada de metas é crucial para negociações mais efetivas durante a COP30, que começará em menos de uma semana, em Belém do Pará.

Esse atraso pode comprometer não apenas a credibilidade da UE, historicamente vista como líder em metas climáticas, mas também afetar o panorama global. O relatório-síntese das Nações Unidas já apontou progressos na qualidade das novas metas apresentadas por outros países. Contudo, as projeções atuais indicam que o mundo está longe de limitar o aquecimento global a 1,5°C, caminhando para um aumento entre 2,3°C e 2,5°C.

Com a COP30, a expectativa é que a União Europeia reforce seu papel de liderança climática, essencial para impulsionar compromissos globais mais ambiciosos.

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