Ucranianos de Curitiba se unem em oração pela paz no Memorial do Parque Tingui

Ucranianos

Ucranianos se reuniram no Parque Tingui na noite de sexta-feira

A comunidade ucraniana de Curitiba se reuniu no Memorial Ucraniano do Parque Tingui, nesta sexta-feira (25/2), em um ato pela paz.

A ação contou com a presença do prefeito Rafael Greca e foi realizada pelas igrejas ucranianas de Curitiba, sociedades de cultura ucraniana (SUBRAS e Clube Poltava) e Representação Central Ucraniano-Brasileira (RCUB).

Foto por: Daniel Castellano

“Vocês são a nossa gente, nosso povo transplantado desde o leste europeu.  Afiramos nossa solidariedade e pedimos pela paz”, disse o prefeito, antes das orações.

Os participantes vestiam as típicas camisas bordadas, camisetas com dizeres ucranianos e levaram bandeiras e velas.

O Paraná concentra a maior parte da imigração ucraniana no Brasil, com destaque para Prudentópolis, que recebeu muitas famílias no século XIX. São cerca de 400 mil imigrantes e descendentes em todo estado, 55 mil deles na capital.

A enfermeira Dozia Svistak, descendente de ucranianos, estava emocionada. “Estou com vontade de ir lá e atuar como voluntária, cuidando das pessoas”, contou ela, que trabalha no Hospital das Clínicas.

“Eu não esperava esta situação agora, foi por causa de guerra que meu bisavô e minha bisavó deixaram a Ucrânia. Agora as coisas se repetem. É realmente muito triste isso”, disse.

Presenças

Estiveram presentes o presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira, Vitorio Sorotiuk; o coordenador da Assessoria de Relações Internacionais da Prefeitura de Curitiba, Rodolpho Zanin Feijó; o representante da Casa Civil do Governo do Paraná, Luciano Borges; o arcebispo da igreja Ortodoxa Ucraniana, Dom Jeremias Ferens; o arcebispo da Igreja Greco-Católica, Dom Volodemer Koubetch; o presidente da Sociedade Ucraniana do Brasil, Felipe Oresten, e a diretora do Grupo Folclórico Barvinok Solange Melnyk Oresten.

Como está a situação hoje (26) neste conflito entre Rússia e Ucrânia?

Por Luísa Laval e Matheus Souza Silva (Estadão)

São Paulo, 26 (AE) – A Rússia acusou a Ucrânia de recusar as negociações, apontou o Ministério da Defesa da Rússia, em nota, e ordenou a expansão da ofensiva militar contra o país vizinho. Na sexta-feira, 25, após declarações do governo de Kiev sobre a disponibilidade para negociações, o governo russo disse que as hostilidades ativas nas principais áreas da operação foram suspensas.

“Depois que o lado ucraniano se recusou a negociar, hoje todas as unidades foram ordenadas a desenvolver uma ofensiva em todas as direções de acordo com o plano da operação”, informou o Ministério da Defesa russo, em comunicado. 

Segundo a nota, com o apoio de fogo das Forças Armadas da Federação Russa, as tropas separatistas da República Popular de Luhansk (LPR) e da República Popular de Donetsk (DPR) estão tendo sucesso na ofensiva contra as posições das Forças Armadas da Ucrânia. 

As tropas do LPR expandiram a linha ofensiva e avançaram desde o início da operação até uma profundidade de até 46 quilômetros, tendo capturado os assentamentos de Shchastia e Muratovo.

Ainda segundo o governo russo, o batalhão de tropas da DPR, avançando na direção de Petrovskoe, avançou mais 10 quilômetros e capturou os assentamentos de Starognatovka, Oktyabrskaya e Pavlopol.

O comunicado aponta que o regime “nacionalista” de Kiev distribui massiva e “incontrolavelmente” armas leves automáticas, lançadores de granadas e munição para os moradores dos assentamentos ucranianos.

“O envolvimento nacionalista da população civil da Ucrânia nas hostilidades levará inevitavelmente a acidentes e baixas. Apelamos aos moradores da Ucrânia para que demonstrem consciência, não sucumbam a essas provocações do regime de Kiev e não se exponham e seus entes queridos a sofrimento desnecessário”, diz o Ministério da Defesa da Rússia.

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