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Ucrânia Audita Empresa Nuclear Após Escândalo de Corrupção

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Em meio à guerra com a Rússia, a Ucrânia se vê envolvida em um novo escândalo de corrupção em larga escala no setor energético, o que causa instabilidade no governo de Volodymyr Zelensky. A Energoatom, companhia nacional de geração de energia nuclear, é o foco de uma investigação que aponta para um esquema de desvio de aproximadamente US$ 100 milhões (equivalente a R$ 531,7 milhões).

Início da Auditoria e Investigação

A primeira-ministra Yulia Svyrydenko anunciou, nesta segunda-feira (17), que uma auditoria da Energoatom teve início e será considerada a prioridade máxima do governo. A investigação, conduzida pelo Serviço de Auditoria do Estado, irá abranger a administração da empresa e suas 10 filiais, incluindo três usinas nucleares, no período de 2023 a 2025. Os resultados preliminares devem ser divulgados até dezembro.

Operação Midas e Detenções

O escândalo foi revelado pela Operação Midas, realizada pela Agência Nacional Anticorrupção da Ucrânia (Nabu). A operação, que leva o nome do rei que transformava tudo em ouro, desmantelou uma rede que exigia que subcontratados pagassem subornos de 10% a 15% sobre o valor dos contratos para manter sua posição como fornecedores. Durante a operação, foram realizadas 70 buscas que resultaram na prisão de cinco indivíduos, incluindo um ex-assessor do Ministério da Energia e o vice-presidente da Energoatom, Jakob Hartmut, que foi suspenso de suas funções.

Histórico de Corrupção na Ucrânia

  • A Ucrânia possui um histórico de corrupção que se perpetua ao longo dos anos. Desde 2022, o país enfrentou vários escândalos relacionados ao setor de defesa, aquisição de suprimentos e contratações de serviços, que culminaram na renúncia de ministros e prisão de altos funcionários.
  • Em 2023, o então ministro da Defesa, Oleksi Reznikov, deixou o cargo após irregularidades na compra de uniformes e alimentos para o exército.
  • Recentemente, altas figuras governamentais foram presas por fornecimento de projéteis defeituosos ao exército e irregularidades no recrutamento militar.
  • Em julho, Zelensky anunciou medidas que restringiam a independência de órgãos anticorrupção, mas recuou após protestos e pressão do FMI, UE e Estados Unidos.

Pressão sobre Zelensky

A situação se agrava com a inclusão de Timur Mindich, empresário e amigo próximo de Zelensky, no escândalo. Mindich teria deixado o país antes da investigação, possivelmente em direção a Israel. As acusações resultaram nas renúncias do ministro da Justiça, German Galushchenko, e da ministra da Energia, Svitlana Grinchuk. Apesar de Grinchuk não ter sido implicada diretamente, há suspeitas sobre sua proximidade ao ex-ministro.

O presidente Zelensky afirmou ter sido surpreendido pelas revelações, mas reiterou seu apoio total às investigações em curso.

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