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Trump reafirma cessar-fogo após ataques entre Israel e Irã

O cessar-fogo entre Israel e Irã, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permanece vigente após uma intensa troca de ataques entre os dois países. O conflito no Oriente Médio continua mesmo com a tentativa de negociação, que ocorreu na manhã desta terça-feira (24), durante o 12º dia de hostilidades.

Declarações de líderes

Trump afirmou em uma rede social: “Israel não atacará o Irã. Todos os aviões darão meia-volta e retornarão para casa”, garantindo que “ninguém se machucará”. Enquanto isso, autoridades iranianas celebraram o que consideram uma “vitória”, declarando que Israel teria recorrido à ajuda dos EUA para negociar a trégua.

Apesar do anúncio, o conflito continuou com a troca de agressões. O Irã negou ter aceitado os termos do cessar-fogo, mas prometeu suspender as hostilidades. No entanto, um ataque israelense na noite anterior, descrito como “brutal”, resultou na morte de iranianos, de acordo com autoridades do país.

Reações e ataques

A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que retaliou com 14 mísseis direcionados a Israel, mirando “centros militares e de apoio do regime sionista”. A Força de Defesa de Israel (FDI) informou que interceptou a maioria dos projéteis, mas alguns atingiram a cidade de Berseba, resultando em quatro mortes e grande destruição na infraestrutura local.

O exército israelense também afirmou ter realizado ataques aéreos em Teerã, atingindo alvos militares e causando danos significativos à infraestrutura de fabricação militar, segundo um comunicado oficial.

Entre os mortos no ataque iraniano, estariam dois líderes da milícia paramilitar Basij. O ministro da Defesa de Israel, Israel Kartz, declarou que ordenou retaliar vigorosamente as violações do cessar-fogo, acusando o Irã de ser o responsável por sua quebra.

Posição do Irã e EUA

Trump também comentou que ambos os países haviam violado o acordo de cessar-fogo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, desmentiu a existência do cessar-fogo, afirmando que não continuariam as hostilidades desde que Israel cessasse sua agressão até um horário estipulado.

Raízes do conflito

As tensões entre Israel e Irã aumentaram com a acusação de que o Irã estaria desenvolvendo uma arma nuclear, o que levou a um ataque surpresa israelense no dia 13 deste mês. A situação se agravou ainda mais com ataques dos Estados Unidos a usinas nucleares iranianas, embora o Irã afirme que seu programa é pacífico e que estava em negociações para garantir o cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) critica o Irã por não cumprir totalmente suas obrigações, embora não tenha encontrado provas concretas de que o país esteja construindo um armamento nuclear. O Irã, por sua vez, acusa a Aiea de estar politicamente motivada e de atuar sob influência das potências ocidentais que apoiam Israel.

Enquanto a comunidade internacional observa, dúvidas persistem sobre a verdadeira natureza do programa nuclear iraniano. O setor de inteligência dos EUA havia relatado em março que não havia evidências de que o Irã estivesse construindo armas nucleares, mas o próprio presidente Trump levantou questionamentos sobre essa conclusão recentemente.

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