Transformação Digital mostra inovações na Saúde de Curitiba que podem inspirar o país

Evento transformação digital de 2023 no Engenho da Inovação no bairro Rebouças - Vale do Pinhão - Curitiba, 24/01/2023 - Foto: Daniel Castellano / SMCS

O público lotou o auditório do Engenho de Inovação, no Rebouças, na noite dessa terça-feira (24/1), para participar das discussões em torno das inovações vividas pelo setor da saúde e o que deve ser tendência no setor, durante o primeiro Transformação Digital de 2023. 

O evento, que abriu as programações da Agência Curitiba e do Vale do Pinhão neste ano, apresentou cases locais das aplicações das novas tecnologias e que podem ser exemplos para todo o país.

Entre as propostas, o uso de Big Data e integração dos dados para o acompanhamento dos pacientes, a transformação na produção de insumos para o modelo 4.0 aplicado a imunizantes e medicamentos bioterapêuticos e o desenvolvimento de novos produtos que resolvam questões pontuais de saúde, com uso de menos medicamentos.

“Este é um momento especial para abrir um ano que será muito bom. Todas as empresas, em todos os setores, estão buscando inovar. A Saúde inovou muito nesses últimos anos, com muito trabalho, mudanças de mindset e legislação. Por isso, faz todo o sentido trazer essa discussão neste primeiro Transformação Digital, destacou a presidente da Agência Curitiba de Inovação e Desenvolvimento, Cris Alessi.

Saúde 4.1

Entre os speakers da noite, a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella, destacou que Curitiba investe há décadas na informatização dos dados dos usuários do sistema, o que possibilitou a implantação de novos serviços, como o lançamento do Aplicativo Saúde Já Curitiba e os teleatendimentos pela Central Saúde Já.

Sendo a primeira cidade a ter implantado o prontuário eletrônico, no final dos anos 1990, Curitiba hoje acompanha todos os encaminhamentos dados aos 53 mil usuários atendidos por dia pelo SUS Curitibano.

“O Ministério da Saúde, nesta atual gestão, criou a Secretaria de Saúde Digital e levou a contribuição da nossa cidade para o Brasil, com os aprendizados que tivemos para chegar a este sistema tão avançado e informatizado como temos aqui, no nosso modelo de Saúde 4.1”, destacou a secretária.

O modelo Saúde 4.1, apresentado aos participantes do Transformação Digital, foi desenvolvido pela SMS durante a pandemia e utiliza recursos como conectividade e inteligência artificial para ampliar o acesso do cidadão aos serviços do SUS Curitibano.

Foco no paciente

Na plateia, profissionais dos segmentos hospitalar, startups, educação acadêmica, empresas, indústria de diagnóstico e tecnologia se reuniram para ouvir e debater os serviços e produtos desenvolvidos com suporte da evolução digital no setor.

Em comum, além do interesse pelo tema, todos também foram, são ou serão pacientes, lembrou o mediador do evento, Fernando Carbonieri, fundador da comunidade virtual de ciências médicas academiamedica.com.br e cofundador da plataforma de saúde corporativa wellbe.co.

O foco em soluções digitais que promovam a qualidade de vida foi abordado pela co-founder e CEO do Grupo Medless, Nádia Dietrich. A empresa desenvolve implantes hormonais não absorvíveis para tratamentos da saúde da mulher.

Ela contou que o propósito desta health tech curitibana é ofertar a qualidade de vida no tratamento de um problema sem gerar a necessidade de uso de outros medicamentos, para combater os efeitos colaterais.

“Por isso ‘Medless’ (menos medicamentos). Estamos em estudos para implantes na área da psiquiatria, em que as medicações precisam ser administradas a longo prazo e o implante é uma solução viável para a manutenção dessa prática pelo paciente”, disse Nádia.

Menos importações

Já o gerente de Desenvolvimento de Negócios do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Lucas Nascimento, contou a evolução do Instituto em sua informatização, rumo a um modelo de produção industrial de bioterapêuticos no modelo Pharma 4.0.

O instituto está abrindo um novo capítulo em sua história, rumo à pesquisa e desenvolvimento de bioterapêuticos em Curitiba, e implantando uma nova unidade de biotecnologia, na CIC, que vai produzir insumos para vacinas e terapias avançadas para doenças como o câncer.

A proposta vai suprir uma necessidade nacional, reduzindo a dependência de produção internacional desses insumos.

Atualmente, a maioria desses produtos é importada.“Estamos investindo em consultoria internacional para nos fornecer expertise para a indústria 4.0 e estamos avançando nos critérios, desenvolvendo uma rede neural, investimos em rastreabilidade, economicidade, automação, velocidade, acesso, qualidade. E tudo isso só importa com foco nas pessoas”, destacou Nascimento.

Troca de informações

Durante o evento, plateia e speakers conversaram sobre diversos prismas do papel dos avanços digitais na Saúde, como o comprometimento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, busca de investimentos e uso dos bancos de dados para intervir em ações preventivas.

A troca de informações e networking é um dos objetivos do Transformação Digital, uma das frentes de apoio do Vale do Pinhão, a partir do desenvolvimento do ecossistema de inovação. Os contatos podem resultar em incentivos e parcerias para melhoria e lançamento de novos produtos, como lembrou Nádia Dietrich.

Como parceira do Vale do Pinhão, a co-founder e CEO do Grupo Medless tem participado deste ambiente de cooperação. “Foi pelo Vale que fizemos parceria com a Hot Milk, em que recebemos incentivo para o desenvolvimento de uma nova linha de produtos voltados ao público masculino”, contou Nádia.

Cris Alessi destacou que o Vale do Pinhão tem interesse em unir essas discussões, que envolvem empresas de todos os portes, e em ofertar seus programas para contribuir com sua evolução. “Temos o que ofertar para contribuir e ofertar para todas as empresas, de diferentes tamanhos, para que possam focar em seus públicos finais, as pessoas beneficias nos atendimentos”, disse.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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Empresa curitibana cria pizzas saudáveis para consumo prático

A importância de uma alimentação equilibrada para a saúde, tanto física quanto emocional, é um tópico bastante fomentado por médicos e especialistas de diversas áreas. E se não há dificuldades em compreender que esses hábitos saudáveis são a chave para a longevidade e qualidade de vida, o desafio fica na necessidade de abrir mão de alimentos mais pesados e gordurosos, mas que fazem parte da preferência de grande parte dos brasileiros, entre eles a tão amada pizza.

Mas, e se não for preciso sacrificar as comidas preferidas para ter uma dieta equilibrada? Foi assim que nasceu o conceito da Cheiro de Vida, empresa que criou aquilo parecia impossível: uma pizza saudável e saborosa. Instalada na cidade de Curitiba (PR), a Cheiro de Vida possui um cardápio de pizzas e quiches sem glúten e low carb produzidas com ingredientes selecionados de primeira qualidade. São sete sabores de pizza (marguerita, zucchini, mussarela, palmito, quatro queijos, frango com ervas e calabresa) e quatro de quiches (frango, calabresa, marguerita e palmito), além de pizzas veganas de marguerita, 3 queijos e gryuere com brócolis.

Os produtos são congelados e saem da capital paranaense para todas as cidades brasileiras chegando a mesa do consumidor sem perder o sabor, crocância e qualidade. Mas não foi fácil chegar a receita ideal para substituir a pizza tradicional. As primeiras tentativas começaram há 7 anos, na cozinha da Alexandra Pereira e do Gustavo Vidigal lá no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). “O Gustavo foi diagnosticado com hipotireoidismo e o médico na época nos orientou a tirar o glúten para evitar o desenvolvimento da doença celíaca.”, conta Alexandra. Além disso, os dois são adeptos de esportes e musculação e sempre gostaram de manter uma dieta cuidadosa. Gustavo chegou a ser campeão carioca de natação, tendo a alimentação saúdável como um hábito desde a adolescência.

Foi assim que os sócios, apaixonados por pizza, começaram a testar ingredientes e modos de preparo que atendendessem suas necessidades. Não demorou muito para que as produções se tornassem um negócio. “No começo, as pizzas eram para consumo próprio, pois as opções que haviam no mercado não nos agradavam em termos de sabor. Aos poucos fomos aperfeiçoando a receita e percebemos que nós poderíamos fornecer essa opção para o mercado”, diz a empresária.

A iniciativa de criar a marca coincidiu com a vontade de viver em um novo lugar, assim a Cheiro de Vida nasceu no Rio, mas se estruturou no Paraná. “Antes de nos mudarmos, trazíamos as pizzas na bagagem do avião para atender os primeiros pedidos em Curitiba, a praticidade era importante pra gente, por isso optamos pelo formato congelado”, explica Alexandra.

Atualmente, os produtos da Cheiro de Vida podem ser adquiridos diretamente no site da marca ou encontrados em lojas especializadas. É possível comprar tanto as pizzas recheadas quanto a somente a massa crua. Todas as massas são veganas e a marca só usa queijos sem lactose, além de focar em receitas que priorizam as proteínas. “Não criamos um produto focados em ganhar dinheiro, criamos pois acreditamos em todos os benefícios de uma boa alimentação”, diz a empresária. Os sabores são pensados para oferecer alternativas saudáveis e que incluam os celíacos e vegetarianos. “Nosso objetivo é realmente estimular a dieta equilibrada como antídoto contra dores e doenças”, completa.

Mais informações sobre produtos e onde comprar no site www.cheirodevidasemgluten.com.br

Mercado Municipal de Curitiba tem ofertas nos preços de peixes e frutos do mar

De hoje (7/2) até domingo (12/2), o Mercado Municipal de Curitiba promove o Festival do Pescado. Foto: Hully Paiva/SMCS

Que tal preparar uma receita com peixes e outros frutos do mar? De hoje (7/2) até domingo (12/2) o Mercado Municipal de Curitiba promove o Festival do Pescado, com grande variedade de produtos frescos e ofertas nas três peixarias do local.

Estão disponíveis pescados como sardinha inteira, truta, filé de cação, camarão, bacalhau, tainha e posta de robalo.

De acordo com Cleverson Augusto Schilipack, presidente da Associação dos Comerciantes Estabelecidos no Mercado Municipal de Curitiba, nos dias mais quentes a procura por frutos do mar dispara. “A excelente qualidade e a diversidade de frutos do mar fazem do Mercado Municipal um dos mais tradicionais comércios de pescados de todo o Brasil”, salienta Schilipack.

O consumo de frutos do mar está associado à alimentação saudável. Espécies como o salmão, o atum, a sardinha, a truta e a cavala possuem alto teor de ômega 3. Este nutriente tem ação anti-inflamatória, o que contribui para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Além dos frutos do mar, quem for ao mercado municipal pode comprar temperos, frutas e verduras usados nas receitas.

Destaques da Peixaria Keli Mozer

Sardinha inteira por R$ 17,90 (kg)

Abrótea Filé por R$ 38,90 (kg)

Namorado Filé R$ 48,90 (kg)

Truta Limpa por R$ 43,90 (kg)

Sardinha limpa por R$ 24,90 (kg)

Cação Filé por R$ 38,90 (kg)

Camarão Imaruí com cabeça por R$ 59,90 (kg)

Pescadinha por R$ 38,00 (kg)

Destaques da Peixaria Santa Clara

Bolinho de Bacalhau por R$ 30 (bandeja)

Lombo de Bacalhau por R$ 175 (kg)

Tambaqui Inteiro por R$ 35 (kg)

Meia Banda de Tambaqui por R$ 45 (kg)

Destaques da Peixaria São José

Anchova Inteira de R$ 22 (kg)

Lombo Bacalhau Dessalgado por R$ 149 (kg)

Vieira Canadense R$ 380 (kg)

Tainha por R$ 22 (kg)

Posta Robalo por R$ 85 (kg)

Serviço: Feira do Pescado

Local: Mercado Municipal de Curitiba (Av. Sete de Setembro, 1.865 – Centro)

Horário: 8h às 18h de segunda a sábado e das 8h às 13h no domingo

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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