Torre Panorâmica agora tem audiodescrição para visitantes cegos

Painéis informativos da Torre Panorâmica agora contam com informações que podem ser acessadas via QR Code com áudio descrição - Curitiba, 21/09/2022 - Foto: Daniel Castellano / SMCS

Desde o início de setembro, os painéis informativos da Torre Panorâmica contam com um QR Code que possibilita o acesso à audiodescrição da paisagem. A instalação foi iniciativa do Instituto Municipal de Turismo, com a consultoria do Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência, após uma visita técnica do Grupo de Trabalho de Acessibilidade do Programa Destino Turístico Inteligente.

A Torre Panorâmica de Curitiba é uma antiga torre de telefonia transformada em um mirante que permite uma visão 360° da cidade. Os novos QR codes possibilitam que pessoas cegas escutem a descrição do que é visto.

“Curitiba é uma cidade que sempre busca inovar e a possibilidade de inclusão deve ser uma norma no serviço público”, diz Maíra Pedron, responsável pelo setor de Produtos Turísticos do instituto.

Neste sentido, o órgão também promoveu em setembro uma capacitação para os atendentes dos postos e centro de informações turísticas da cidade, em parceria com o Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência e através do programa Escola de Turismo. “Esses colaboradores receberam um treinamento prático para o atendimento de pessoas com deficiência, para prestar um serviço de qualidade adequado a cada público”, relata Maíra.

Inclusão

Para o assistente administrativo Anselmo de Camargo, de 43 anos, os QR codes são uma alternativa, entre várias, que enriquecem o turismo curitibano. “É muito importante ter para que todos possam conhecer a dimensão da cidade de uma forma diferente, até porque o espaço urbano é cultural”, explica. Anselmo mora no interior do Paraná e veio até Curitiba a passeio.

Para a estudante Maria Passo da Conceição, de 24 anos, e sua irmã, Camila Fernanda, de 19 anos, as novas alternativas de acessibilidade são passos que devem ser tomados para a inclusão de pessoas com deficiência.

“É muito importante que as pessoas com deficiência tenham acesso à essa ferramenta porque, assim, elas têm uma ideia melhor dos espaços que ocupam”, justifica Maria.

Torre Panorâmica

Inaugurada em 1991, a antiga torre de telefonia tem 109 metros de altura. Do topo, é possível observar os prédios, os parques e o restante do planejamento urbano de Curitiba. No horizonte mais distante, consegue-se visualizar a Serra do Mar, a Escarpa Devoniana e a Região Metropolitana de Curitiba.

Ainda no mirante pode-se conhecer o painel de Poty Lazzarotto que retrata a história de Curitiba e do telefone. Mostra os primeiros habitantes, os indígenas, os colonizadores, a evolução da cidade e da telefonia. E também o mapa da cidade, com os principais atrativos turísticos em relevo no piso.

O Museu do Telefone fica no térreo, na entrada da Torre, com vários aparelhos que narram a evolução da telefonia, o Posto de Informações Turísticas e uma loja #CuritibaSuaLinda com produtos originais, artesanais e de design que carregam a identidade curitibana.

Serviço

Os agendamentos de visitas à torre estão temporariamente suspensos. O atendimento será por ordem de chegada, sujeito à capacidade do mirante.*

Localização: Rua Prof. Lycio Grein de Castro Vellozo, 191 – Mercês

Tel: (41) 3339-7613 (WhatsApp)

Horário: das 10h às 18h

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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Empresas adotam práticas para recolocação de profissionais mais velhos

Enquanto a população brasileira envelhece e a aposentadoria fica mais distante, o mercado de trabalho precisa se reinventar para essa nova realidade. Em um país onde mais de 54 milhões de brasileiros têm mais de 50 anos, as oportunidades de emprego ainda são restritas. Hoje, são 1,4 milhão de pessoas acima dessa idade em busca de uma recolocação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Caged, mais de 700 mil profissionais nessa faixa etária perderam seus empregos durante a pandemia. De olho nessa necessidade, empresas começam a entender o potencial de unir profissionais experientes e jovens talentos no ambiente de trabalho.

Na contramão da dispensa dos profissionais maduros, há iniciativas de inclusão. Mario Faria, 52 anos, faz parte dos 10% de profissionais mais velhos que estão ativos no mercado de trabalho, conforme estudo da plataforma de realocação Maturi e da EY Brasil. Sua trajetória profissional começou a mudar em 2008, quando sentiu que sua carreira precisava se renovar. “Criei coragem para voltar para as salas de aula e terminei a faculdade de Ciências da Computação. Um passo importante para enfim trabalhar com o que sempre sonhei”, relata Mario.

Os desafios enfrentados para a recolocação foram grandes. As portas se abriram apenas após um longo período se candidatando a diversas vagas. Hoje, Mario já soma mais de uma década na TOTVS Curitiba, empresa de tecnologia que deu a oportunidade para seu novo começo. “Após os 40 anos, a gente ainda está com fôlego total para criar, fazer coisas novas e repetir sucessos anteriores. Isso traz maior maturidade nas decisões”, declara o consultor especialista de desenvolvimento.

Quebra de paradigmas

Em 2060, 25,5% da população brasileira será composta de pessoas na faixa etária acima dos 60 anos, de acordo com dados do IBGE. Por isso, a implementação de ações que aumentem na prática a contratação de pessoas com mais idade é urgente. Para Márcio Viana, diretor-executivo da TOTVS Curitiba, à medida que aumenta o número de funcionários de gerações mais velhas no ambiente de trabalho, o preconceito tende a diminuir. “Trazendo esses profissionais preparados e aptos para dentro da empresa, conseguimos quebrar o paradigma na prática”, afirma.

“Quanto vale o aprendizado daqueles que vivenciaram várias crises econômicas? E qual a relevância do conhecimento conquistado por meio dos erros já cometidos?”, questiona Márcio Viana. O executivo acredita que a mescla de gerações dentro de uma corporação permite um repertório mais amplo na solução dos problemas. “A  revisão do lugar dos idosos em nossa sociedade dá novo olhar às relações e ao envelhecimento. O fato é que, com uma população cada vez mais velha, mudanças virão, mesmo que tardias”, conclui. 

Sobre a TOTVS  

Líder absoluta em sistemas e plataformas para gestão de empresas, a TOTVS entrega produtividade para 70 mil clientes por meio da digitalização dos negócios. Indo muito além do ERP, oferece serviços financeiros e soluções de business performance, investindo R$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento nos últimos cinco anos para atender as exigências de 12 setores da economia. Como uma empresa originalmente brasileira, a TOTVS acredita no “Brasil que Faz” e apoia o crescimento e a sustentabilidade de milhares de negócios e empreendedores, de norte a sul do país, por meio de sua tecnologia. Para mais informações, acesse o site.  

Curitiba sedia Campeonato Brasileiro de Escalada Boulder a partir desta terça

Cajuru sedia Campeonato Brasileiro de Escalada Boulder a partir desta terça

Medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos da Juventude deste ano, a curitibana Mariana Hanggi é um dos destaques da modalidade boulder no Campeonato Brasileiro de Escalada 2022, que começa nesta terça-feira (27/9), no Parque Olímpico do Cajuru. O evento deste ano marca a volta do público, afastado da edição passada por causa da pandemia de covid-19. O ingresso é 1 quilo de alimento não-perecível para as ações sociais da Prefeitura.

A Secretaria Municipal de Esporte Lazer e Juventude (Smelj) apoia o evento com espaço e estrutura para a realização, além de oferecer o esporte para a comunidade, sem custo, no portal Curitiba em Movimento.

“Esse campeonato é o evento de referência para qualificar os atletas que farão parte da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Paris”, diz o analista técnico da Associação Brasileira de Escalada Esportiva (ABEE) e árbitro chefe competição, Neudson Aquino.

No paredão

O boulder é o tipo de escalada feito em rochas ou paredes artificiais, fixas ou móveis, e praticado sem o uso de material tradicional de proteção. O desafio é escalar pequenos blocos de pedras, com movimentos de grande dificuldade técnica.

Nas provas de Curitiba, disputarão a modalidade 40 atletas – 27 homens e 13 mulheres. O primeiro dia será dedicado às provas qualificatórias. A partir das 10h disputam os homens e das 16h em diante, as mulheres.

Na quarta-feira (28/9) será a vez da semifinal masculina, a partir das 9h30. Por causa do número de inscritas ser inferior a 20, não haverá semifinal feminina. As finais acontecem às 15h (feminina) e às 18h (masculina). A decisão será transmitida ao vivo no canal do Youtube da ABEE.

Destaques

Além de Mariana Hanggi, destacam-se no esporte os atletas curitibanos Camila Flores, Pedro Yukio Egg, André Luiz Cequinel Kunyioshi, Francisco Barão, Raul de Morais Nedochetko, Luis Guilherme Ziolkowski, Felipe Martins Justus, Bruno Morini Dambrosio e Leonardo Kenji Kanashiro.

Em breve eles poderão usar, no Parque Olímpico do Cajuru, duas novas paredes fixas – uma para a modalidade boulder e outra para velocidade. A obra está em licitação e a expectativa é de que comece a ser executada antes do fim do ano.

Serviço: Campeonato Brasileiro de Escalada

Local: Parque Olímpico do Cajuru (Rua Rivadávia Fonseca de Macedo, 510, Cajuru)

Datas: 27/9 (terça-feira) e 28/9 (quarta-feira)

Ingresso: 1 quilo de alimento não-perecível

Manhã e tarde

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