Tiago Leifert fala sobre piora da pandemia, após comentários de Sarah no BBB

No pior dia da pandemia, os participantes do Big Brother Brasil 21 receberam, pela primeira vez neste ano, informações sobre a situação do país. O Brasil registrou 3.158 mortes por covid-19, na terça-feira, 23.

Confinados desde janeiro, os brothers não sabiam como estava a realidade da doença. Então, após algumas falas polêmicas de Sarah Andrade, ironizando a pandemia, Tiago Leifert fez um comunicado a todos os participantes.

“A segunda onda veio realmente muito pesada. Se vocês acham que melhorou, que vocês vão sair daí e vai estar tudo bem, não é o caso. A gente ainda tá no meio da pandemia. Eu sei que vocês olham as festas, as provas, e acham que está tudo bem, mas não tá tudo bem”, disse.

“A gente continua trabalhando da mesma forma do ano passado, com várias restrições, com álcool, lavando a mão, máscara o tempo inteiro. Então, assim, tá igual, tá até um pouco pior do que quando vocês entraram.”

Os competidores ficaram assustados com a declaração e preocupados com o estado de saúde de seus familiares. O apresentador do reality show da Globo os tranquilizou afirmando que todas as famílias estão bem. “Fiquem bem, a gente vai passar por tudo isso. Aí dentro vocês estão em um privilégio danado.”

Depois de conversar com os brothers, Leifert explicou para os telespectadores a situação, mas não mencionou o nome de Sarah: “Eles precisam saber, tinham algumas pessoas lá dentro com a impressão de que estava tudo bem, que estava melhorando. Estavam até fazendo algumas brincadeiras. Então agora a gente já deixou claro para eles que tem muita gente sim, doente. E você que está nos assistindo, se você puder, fique em casa, se cuida”.

Falas de Sarah sobre covid-19

Na semana passada, uma “brincadeira” de Sarah causou revolta nas redes sociais. Ela contou para Arthur que, quando recebeu uma ligação do programa, antes de entrar no reality, estava em uma festa.

“Quando me ligou para a entrevista, falou para mim: ‘Pandemia não existe pra você? Ninguém tá morrendo pra você?’. Oxi… e eu: ‘Eu não tô sentindo nada'”, declarou Sarah, rindo, durante festa de Fiuk na noite de quarta-feira, 17.

Ontem, antes do comunicado de Tiago, a sister também comentou que, para ela, os protocolos de segurança da doença eram uma “frescura”. “Eu fui para réveillon esse ano, uma frescura da p***. Toda hora chegava polícia, falando para ficar nas mesas, esse negócio de distanciamento, tinha que fazer teste antes.”

Após as críticas nas redes sociais, a equipe de Sarah se posicionou sobre os comentários: “Sarah errou muito em declarações sobre um assunto tão delicado e que afeta tristemente todos nós. Nós, como equipe, acreditamos que aqui fora ela entenderia a gravidade do que estamos vivendo e sabemos que sua atitude também será de se desculpar! Lamentamos as falas e pedimos desculpas a todas as vítimas e familiares.”

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Em 6 meses, ação integrada interdita 576 comércios e flagra 27 mil em aglomerações em Curitiba

Desde janeiro deste ano, a Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) deflagrou 168 operações em Curitiba. O trabalho integrado, coordenado pela Polícia Militar, envolve outros órgãos municipais e estaduais e resultou em 479 pessoas encaminhadas e 576 pontos comerciais em situação irregular interditados. Ao todo, 27,6 mil pessoas foram dispersadas de aglomerações no primeiro semestre de 2021.

Com a piora do quadro epidemiológico na cidade, com a segunda onda do contágio e os decretos restritivos do Governo do Estado e da prefeitura municipal, a Polícia Militar reforçou as fiscalizações com as equipes policiais e as operações foram intensificadas e passaram a ser diárias, ocorrendo em diversos bairros em horários e locais diferentes.

O comandante do 1° Comando Regional da PM, ao qual a Aifu está subordinada, coronel Wagner Lúcio dos Santos, explica que o diferencial desse grupo é que a dinâmica envolve profissionais municipais e integrantes de outras forças policiais nas abordagens, reforçando o efeito da fiscalização com autuações administrativas, além dos encaminhamentos criminais.

“É preciso que as pessoas entendam que ao descumprir as normativas estão contribuindo para a propagação do vírus, e, em algum momento, ela mesma ou alguém de sua família pode ser contaminado, por isso é importante que cada um faça sua parte, e ajude a salvar vidas”, disse o coronel.

Além de vistorias em pontos comerciais, a Aifu também promove abordagens a locais públicos, como praças e parques, visto que alguns são pontos de aglomeração de pessoas que desrespeitam as recomendações de distanciamento social e uso de máscara.

BALANÇO 

Segundo balanço divulgado pela coordenação da Aifu, 928 pontos comerciais foram abordados neste primeiro semestre, com irregularidades constatadas em 576. Com o apoio dos agentes municipais, foram lavradas 2.266 autuações administrativas para pessoas físicas e pessoas jurídicas.

Foto: SESP-PR

Em todos os pontos abordados, 27.651 pessoas estavam aglomeradas, sendo que 479 acabaram encaminhadas por diversos tipos de infrações relacionados ao combate à pandemia e também outros crimes, como uso e tráfico de drogas, desacato, desobediência e resistência e jogos de azar.

TRÂNSITO 

Também houve a verificação de questões relacionadas ao trânsito nos arredores dos pontos abordados. No período analisado, 647 veículos foram abordados e, destes, 197 recolhidos por pendências administrativas. Os policiais militares ainda lavraram 978 autos de infração a condutores de automóveis e motocicletas.

MAUS EXEMPLOS 

Ao longo das operações, os policiais militares se depararam várias vezes com o descaso de pessoas que insistem em desobedecer as recomendações e fomentam aglomerações. Dentre os principais casos ocorridos nos últimos seis meses estão uma abordagem a uma arena de esportes em funcionamento no bairro Umbará, região sul da Capital, com 27 pessoas que não respeitavam as medidas sanitárias. Todos os frequentadores foram autuados e o proprietário encaminhado pelos policiais militares para a assinatura do Termo Circunstanciado. 

Em outro momento, numa tabacaria situada na Cidade Industrial de Curitiba, na Rua Desembargador Cid Campelo, cerca de 90 pessoas, entre fregueses e funcionários, foram flagradas sem máscara e sem respeitar o distanciamento. Durante a ação, porções de maconha, cocaína e ecstasy foram encontrados no chão do estabelecimento. Os quatro envolvidos, mais um casal que fazia a função de segurança, foram encaminhados à Delegacia de Crimes contra a Saúde Pública (Decrisa). O mesmo local já tinha sido alvo de abordagens outras três vezes, também sendo constatada a aglomeração de pessoas.

Já em maio, um bingo com 120 idosos foi abordado pelas equipes policiais no cruzamento da Rua Desembargador Westphalen com a Rua Baltazar Carrasco dos Reis. Ao todo, foram apreendidos 12 CPUs, cinco caixas de som, 10 monitores e seis televisores, além de R$ 1.683,00 em dinheiro. Cada um dos frequentadores foi notificado e recebeu uma multa de R$ 5 mil aplicada pelos agentes da Secretaria Municipal de Urbanismo.

CONTRABANDO 

Segundo o coordenador da Aifu, capitão Ronaldo Carlos Goulart, durante as abordagens também foram constatados outros crimes, principalmente nos estabelecimentos comerciais. “Em vários casos encontramos produtos contrabandeados, como cigarros, bebidas alcoólicas e essências de narguilé, além de máquinas caça-níques e eletrônicos usados para o jogo do bicho. Nesses casos, os objetos foram apreendidos e os responsáveis encaminhados”, disse. 

Neste semestre, as equipes policiais apreenderam 127 máquinas caça-níqueis, além de 47 eletrônicos relacionados a jogo do bicho. Também foram apreendidos 10.596 maços de cigarros e 3.673 essências de narguilé. A maior parte desses objetos foi encontrada em bares nos bairros das regiões Sul, Central e Leste da cidade.

Governo prorroga auxílio emergencial por mais três meses


O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (5) o decreto que prorroga por três meses o pagamento do auxílio emergencial à população de baixa renda afetada pela pandemia da covid-19. Com isso, o benefício, que terminaria agora em julho, será estendido até outubro. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, o ato será publicado na edição de amanhã (6) do Diário Oficial da União (DOU).

Também foi editada uma medida provisória (MP) que abre crédito extraordinário para custear o pagamento complementar do auxílio. No mês passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o custo mensal do programa, que paga um benefício médio de R$ 250 por família, é de R$ 9 bilhões.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia da covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil. As famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.