Técnicos do Senai estão consertando respiradores de graça no Mato Grosso

Técnicos do Senai estão ajudando gratuitamente na manutenção de respiradores da rede pública e privada para os casos graves de coronavírus no Mato Grosso. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a rede pública terá pelo menos 50% dos 500 equipamentos em funcionamento.

Foto: Divulgação

A instituição disponibilizou um local isolado para fazer a manutenção dos equipamentos. Helton Reis, gerente do Senai de Várzea Grande, aponta os principais problemas que estão enfrentando para consertar as máquinas.

“Estamos deparando com problemas de fio estourado, falta de manutenção preventiva, trocas de bateria e pequenos vazamentos. Alguns componentes eletrônicos queimados também, mas estamos pedindo ajuda para o Senai nacional para conseguir realizar a troca desses componentes dentro da nossa unidade”, afirma.

Os técnicos do Senai passaram por uma capacitação para aprender a trocar as peças. São instrutores das áreas de eletrônica e mecânica, além de terem o auxílio de profissionais externos. Guilherme Marcos Pastore é instrutor e diz que o trabalho é voluntário.

“É muita responsabilidade mexer em cada detalhe do equipamento, cada parafuso. Não podemos falhar porque há vidas em risco. A família está preocupada, mas estamos tentando fazer um trabalho bom sempre com cuidado para não ter nenhum contato e não sofrer com esse vírus”, afirma.

Os equipamentos são de hospitais públicos e privados e todos seguem procedimentos de higienização. Os profissionais estão isolados em uma sala e são desinfectados para prevenir o contágio do vírus. Os profissionais também usam luvas, aventais, máscaras e óculos de proteção.

Via/Fonte: G1

Estudo brasileiro aponta que covid-19 pode causar danos cerebrais

Pesquisa mostra que vírus pode causar dano no sistema nervoso central

Um estudo conduzido por um grupo de 17 cientistas indica que o novo coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia de covid-19, é capaz de infectar células neurais. Os pesquisadores alertam para o risco de danos no sistema nervoso central de infectados. O trabalho foi conduzido através de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. 

Os resultados do estudo estão disponíveis no portal bioRxiv, que se dedica à publicação de artigos em modalidade preprint. São trabalhos que ainda não foram revisados por outros cientistas. Assim, o estudo ainda deverá ser submetido a uma avaliação externa.

Os pesquisadores analisaram o tecido neural de uma criança que morreu em decorrência da covid-19. Como em outras pesquisas, não se detectou a presença do novo coronavírus na massa encefálica. No entanto, o Sars-Cov-2 foi encontrado no revestimento de células neurais que estão na caixa craniana.

“Partículas virais foram detectadas principalmente no plexo coróide (ChP) e ventrículo lateral (LV), em menor grau no córtex do cérebro humano, mas não no resto do parênquima cerebral”, registra o estudo.

De acordo com o trabalho, o novo coronavírus tem capacidade de infectar células neurais, embora não consiga se replicar no sistema nervoso central. No entanto, ao infectar o plexo coróide, há uma reação do sistema imunológico do organismo humano. No caso analisado, os pesquisadores acreditam que essa reação pode ter permitido que o novo coronavírus, células imunes e citocinas acessassem o sistema nervoso central e causassem danos no cérebro da criança.

No início da pandemia, a covid-19 chegou a ser descrita como uma infecção no sistema respiratório. O avanço dos estudos, porém, mostrou que a doença poderia afetar também outros órgãos, como rins e coração. A preocupação com o sistema nervoso, por sua vez, decorre de manifestações neurológicas observadas em alguns casos. Ocorrências de acidente vascular cerebral e encefalite, por exemplo, foram relatadas em pacientes com covid-19. “Manifestações neurológicas descritas são provavelmente devido a efeitos colaterais de uma resposta imunológica sistêmica ao vírus”, sugere o estudo.

Informações Agência Brasil.

Em discurso para líderes mundiais, Bolsonaro fala sobre meio ambiente

Primeiro encontro virtual da ONU reúne líderes de todos os países

O presidente Jair Bolsonaro fez hoje (22) o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Em virtude da pandemia do novo coronavírus, o encontro é realizado online – inovação que acontece por medidas de segurança.

Apesar do caráter virtual, a sede da ONU em Nova York receberá um representante de cada país. Cerca de 200 pessoas estão fisicamente presentes, o que equivale a 10% da capacidade de ocupação da estrutura.

Assim como em 2019, quando discursou pela primeira vez na ONU, Bolsonaro deve falar sobre a Amazônia e as políticas ambientais do seu governo. Cada país-membro tem até 15 minutos para os discursos. Após a fala do presidente brasileiro, Donald Trump, Tayyip Ergodan e Xi Jinping – líderes dos Estados Unidos, Turquia e China, respectivamente – ocuparão a tribuna virtual.

» Veja a íntegra do primeiro discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU

Informações Agência Brasil.