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Tarifaço dos EUA: expectativas do mercado para 1° de agosto

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Incertezas no Mercado Financeiro com Tarifas Americanas

Com a aproximação do início das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o mercado financeiro brasileiro vivencia um clima de expectativa e incerteza. A aplicação da taxa está prevista para esta sexta-feira, 1º de setembro, e provoca um cenário cauteloso entre economistas e investidores.

Impactos sobre a Economia Brasileira

O efeito dessas tarifas é objeto de análise por parte de economistas e gestores, que preveem um impacto significativo. “Esperamos que haja negociações após os choques econômicos nas duas potências”, afirma Stephan de Sabrit, managing partner do Grupo Leste. Para ele, se a economia americana for afetada, é provável que assessores de Trump solicitem reavaliações nas tarifas.

Classificando a situação como um “esperar para ver”, Sabrit considera que Trump pode voltar atrás em suas decisões, o que o leva a acreditar que os ajustes devem ocorrer em um prazo médio. Ele ressalta que, com R$ 16 bilhões sob gestão, a maioria de seus investidores é brasileira e, portanto, a situação exige atenção especial.

Tentativas de Negociação e Diplomacia Brasileira

A falta de interlocução entre Brasília e Washington tem sido um ponto crítico nas tentativas de resolver a questão das tarifas. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, destaca que o Brasil precisa estabelecer uma postura diplomática para renegociar tarifas sobre minerais críticos e anunciar investimentos, mas os esforços ainda não têm sido ouvidos pelos EUA.

Expectativas para a Bolsa de Valores

Os mercados globais têm monitorado de perto as negociações. O Ibovespa, indicador da bolsa brasileira, encerrou julho com uma queda de quase 4%, revertendo quatro meses de alta. No entanto, analistas afirmam que a antecipação dos investidores em relação às tarifas já está precificada, o que pode minimizar a volatilidade nos próximos dias.

Sung acredita que a confiança nas vias diplomáticas brasileiras ajudará a estabilizar o mercado. Apesar disso, ele observa que a política interna do Brasil, especialmente relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda complicam o cenário. Essa situação pode levar mais empresas a buscarem a Justiça americana para contestar as tarifas, como foi o caso da Johanna Foods, última a agir judicialmente.

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