Sortudos deixam para trás R$ 300 milhões por ano em prêmios de loteria

Ganhar uma bolada na loteria é o sonho de muitos brasileiros. Mas há quem tenha essa sorte e “esqueça” o dinheiro na Caixa Econômica Federal. De acordo com o banco, apostadores que deixam o prêmio para trás são comuns. Somente em 2020, R$ 311,9 milhões em prêmios não foram resgatados.

Os valores levam em conta todas as modalidades e faixas de premiação que não foram retiradas no prazo. Por lei, o apostador que vence na loteria tem até 90 dias após o sorteio para fazer a retirada dos valores. É preciso apresentar comprovante de que a aposta pertence a ele, além de documento de identificação, como o CPF.

Neste ano, um caso especial chama a atenção. É o do vencedor do prêmio da Mega-Sena da Virada. Morador da capital paulista, o sortudo ou a sortuda levou uma bolada, mas, até a noite desta segunda-feira (29), ainda não havia buscado os R$ 162,6 milhões a que tem direito.

Nos últimos cinco anos, porém, o recorde de dinheiro deixado para trás foi em 2017, com um valor bem maior, bem maior, R$ 326 milhões. Na maioria das vezes, esse montante decorre da soma de prêmios de pequeno valor que não são reclamados pelos ganhadores, diz a Caixa.

Os valores dos prêmios de todos os concursos das loterias (Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol e Federal) não resgatados pelos ganhadores após a data-limite são integralmente repassados ao Fies (Fundo de Financiamento ao Ensino Superior), que financia a educação.

E esse poderá ser o destino do prêmio da Mega da Virada 2020 se o vencedor ou vencedora não for buscá-lo até a próxima quarta-feira (31).

No último concurso da Mega da Virada, em 31 de dezembro de 2020, duas apostas acertaram as seis dezenas e dividiram o prêmio de 325,2 milhões. Além do vencedor atrasadinho de SP, o outro sortudo, de Aracaju (SE), já buscou a bolada a que tem direito.

O sortudo ou sortuda, que é da capital paulista e fez a aposta pela internet, tem até quarta-feira (31) para pegar o dinheiro ou perderá tudo. Segundo a Caixa, trata-se do maior prêmio ainda não retirado até hoje.

COMO APOSTAR NA MEGA – SENA

A aposta simples custa R$ 4,50 e pode ser feita nas casas lotéricas até as 19h do dia do sorteio.

Ela também pode ser realizada pelo site da Caixa (www.loteriasonline.caixa.gov.br), com aposta mínima de R$ 30 para quem não é correntista do banco. A probabilidade de acerto das seis dezenas é um a cada 50 milhões.

Para jogar pelo site, o apostador deve ser maior de 18 anos e efetuar um pequeno cadastro. O cliente escolhe os palpites, insere no carrinho e paga suas apostas de uma só vez, utilizando cartão de crédito. O valor mínimo da compra é de R$ 30 e máximo de R$ 500 por dia.

E se eu ganhar? Se você ganhar um prêmio das Loterias, pode retirar o valor em qualquer casa lotérica ou em uma agência da Caixa. Se ele for maior do que R$ 1.903,98, o pagamento será feito somente na agência do banco. Será necessário apresentar documento de identidade oficial e original com foto, CPF e recibo da aposta premiada.

Para jogos feitos pela internet, é possível solicitar a transferência online, via Mercado Pago, de prêmios de até R$ 1.903,98. Quem for a uma lotérica deve apresentar o comprovante impresso da aposta, com código de barras, além de apresentar o código de resgate (com seis dígitos) que será gerado no site Loterias Caixa e vale por 24 horas.

Outra opção é gerar um QR Code, que vale por uma hora. Nesse caso não é necessário imprimir. Quem jogou pela internet e for receber o prêmio em uma agência deve acessar o portal Loterias Caixa, selecionar “agência” como local de pagamento, imprimir o comprovante e comparecer ao banco com documento oficial.

Informações Banda B

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Covid-19 deixou 12 mil órfãos de até 6 anos no país, mostram cartórios

Ao menos 12.211 crianças de até seis anos de idade no Brasil ficaram órfãs de um dos pais vítimas da covid-19 entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), 25,6% das crianças de até seis anos que perderam um dos pais na pandemia não tinham completado um ano.

Já 18,2% tinham um ano de idade; 18,2%, dois anos de idade; 14,5%, três anos; 11,4%, quatro anos; 7,8% tinham cinco anos e 2,5%, seis anos. São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Ceará e Paraná foram os estados que mais registraram óbitos de pais com filhos nesta faixa etária.

Os dados foram levantados com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 7.645 cartórios de registro civil do país desde 2015, ano em que as unidades passaram a emitir o documento diretamente nas certidões de nascimento das crianças recém-nascidas em todo o território nacional.

Os números obtidos pela Arpen-Brasil, entidade que representa os cartórios de registro civil do Brasil e administra o Portal da Transparência, mostram que 223 pais morreram antes do nascimento de seus filhos, enquanto 64 crianças, até a idade de seis anos, perderam pai e mãe vítimas da covid-19.

“A base de dados dos cartórios tem auxiliado constantemente os poderes públicos, os laboratórios e os institutos de pesquisas a dimensionar o tamanho da covid-19 em nosso país e o fato de termos esta parceria com a Receita Federal para a emissão do CPF na certidão de nascimento dos recém-nascidos nos permitiu chegar a este número parcial, mas já impactante”, disse, em nota, o presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Renato Fiscarelli.

Rio de Janeiro

No estado do Rio de Janeiro, ao menos 774 crianças de até seis anos de idade ficaram órfãs de um dos pais vítimas da covid-19 entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Os dados foram levantados com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 168 cartórios de registro civil do estado.

Segundo o levantamento, no estado do Rio, 23 pais faleceram antes do nascimento de seus filhos, enquanto cinco crianças, até a idade de seis anos, perderam pai e mãe vítimas da covid-19.

“As diversas parcerias firmadas pelo Registro Civil permitiram realizar esse levantamento, unindo a base de dados dos cartórios de registro civil, o que tem nos proporcionado dimensionar o tamanho do impacto da covid-19 no Rio de Janeiro. O resultado de levantamentos como esse indica caminhos para que os poderes públicos possam ser mais assertivos na resolução de questões que envolvem a cidadania e a dignidade daqueles que ficaram órfãos”, afirmou o presidente da Arpen/RJ, Humberto Costa.

ANA define plano de recuperação dos reservatórios de água do Brasil

A diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aprovou ontem (18) um plano de contingência para recuperação dos principais reservatórios de água do país. A medida foi tomada para aproveitar o período chuvoso, que vai de dezembro deste ano a abril de 2022, e garantir a recuperação dos níveis para os anos seguintes. Neste ano, a falta de chuvas provocou redução significativa da capacidade dos reservatórios. 

O plano define vazões defluentes máximas que devem ser praticadas durante o período chuvoso nos reservatórios de Serra da Mesa, Três Marias, Sobradinho, Emborcação, Itumbiara, Furnas, Marechal Mascarenhas de Moraes, Jupiá e Porto Primavera. Novos reservatórios poderão ser incluídos nas medidas de contingência. 

A agência informou que as regras serão comunicadas ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para adoção no Sistema Interligado Nacional (SIN). A implementação das medidas será acompanhada por meio de boletins e sala de crise específicas.