SÉRGIO MORO NO XV CAST: Em entrevista ao podcast XV Cast, do portal XV Curitiba, o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) abordou os principais temas da política nacional, como inflação, escândalos no INSS, segurança pública, sua atuação no Senado e a possibilidade de disputar o Governo do Paraná em 2026. O episódio foi conduzido pelos apresentadores Luiz Alborghetti Neto e Luciano Carvalho.
Logo no início do bate-papo, Moro criticou duramente o atual governo federal:
“Eu sou oposição a esse governo Lula. Eu acho que é o pior governo da história do Brasil. A gente vê um país que não tem projeto, um governo que não tem projeto.”
O senador afirmou que a inflação e o descontrole das contas públicas são reflexo do aumento dos gastos para fins eleitorais:
“Esse descontrole das contas públicas reflete (…) no curto prazo é a inflação que a gente tá vendo no supermercado.”
Fraudes no INSS e a defesa da CPMI
Moro destacou sua atuação na instalação da CPMI do INSS, que investigará descontos não autorizados em aposentadorias:
“Estão roubando os velhinhos, os aposentados, os pensionistas, os órfãos.”
Segundo o senador, mais de 70% das vítimas não sabiam que estavam sofrendo descontos:
“Sequer sabiam que estavam tendo benefício descontado.”
Ele criticou a omissão do ex-presidente do INSS e do ex-ministro da Previdência:
“O ministro da Previdência sabia do que tava acontecendo e nada fez.”
Possível candidatura ao Governo do Paraná
Questionado sobre as pesquisas que o colocam como favorito ao Palácio Iguaçu, Moro foi cauteloso:
“Considero seriamente concorrer ao governo, mas só vou tomar essa decisão e fazer os anúncios no momento apropriado.”
“Se eu for candidato, sei que o PT vai estar contra mim. Não sei quem vai ser meu adversário, mas sei que o PT vai estar do lado dele.”
Segurança pública: PEC da Guarda Municipal e recursos para inteligência
Moro falou sobre a aprovação da PEC que amplia os poderes das Guardas Municipais:
“Foi um avanço. (…) A Guarda Municipal pode suprir essa lacuna, especialmente ali no interior.”
Ele também mencionou o destino de suas emendas parlamentares:
“Tenho destinado muito recurso para perícia, polícia científica, diretoria de inteligência da Polícia Militar e da Polícia Civil.”
Código Eleitoral: críticas à quarentena e mudanças na Ficha Limpa
O senador criticou o projeto de novo Código Eleitoral, especialmente as mudanças que afetam policiais, juízes, militares e membros do Ministério Público:
“Você quer tratar essas categorias como cidadão de segunda classe. (…) Policiais têm que esperar quatro anos, enquanto condenado pode ser candidato no dia seguinte. É de um absurdo tão grande que eu não posso concordar.”
Sobre o novo prazo de inelegibilidade proposto, Moro foi direto:
“Se não for mantido o sistema atual de inelegibilidade, eu não boto minha digital nesse projeto.”
Fundo Eleitoral: distorções e injustiças
Instigado pelos apresentadores a comentar a disparidade na distribuição de recursos de campanha, Moro reconheceu o problema:
“Faz diferença. Não é o fundamental, mas ajuda muito. (…) A gente precisa pensar em estratégias para baratear as eleições.”
Ele defendeu o voto distrital como alternativa para aproximar eleitor e candidato e reduzir os custos das campanhas.
Atos de 8 de janeiro: defesa de anistia ou redução de penas
Moro demonstrou desconforto com as punições impostas a manifestantes presos após os atos de 8 de janeiro:
“Essas pessoas não são perigosas. Já estão presas há dois, três anos. (…) Isso, pra mim, é crueldade.”
Embora reconheça que houve erros, disse que as condenações são desproporcionais:
“A forma como estão sendo julgadas é equivocada. Julgamento em bloco, sem individualização. Isso não está certo.”
Lula, Bolsonaro e a corrida presidencial de 2026
Moro reforçou que não será candidato à presidência, mas que estará ao lado de quem enfrentar o atual governo:
“Eu vou estar contra o Lula ano que vem. Mas não serei candidato. Se for, será ao Governo do Paraná.”
Citou nomes como Ratinho Júnior, Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e Ronaldo Caiado como possíveis lideranças da oposição.
“Se houver uma desunião muito grande, corre-se o risco de Lula ser reeleito. E isso seria desastroso para o país.”
Defesa do juiz Marcelo Bretas
No encerramento da entrevista, Moro fez um apelo ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ):
“Espero que o CNJ tenha a sabedoria de simplesmente julgar improcedente e colocá-lo de volta à ativa. É perseguição política.”
Assista a entrevista completa:
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