A disputa pelo governo do Paraná em 2026 ganhou novos contornos após uma declaração clara e estratégica do governador Ratinho Junior (PSD) durante entrevista concedida à Jovem Pan e ao Grupo Ric, em 20 de maio. Pela primeira vez de forma direta, o chefe do Executivo estadual afirmou que o sucessor que apoiará sairá do seu partido. “O meu compromisso é com um nome do PSD. Não é só ser do PSD, é continuar um método que deu certo”, afirmou o governador.
A fala de Ratinho Junior ecoou fortemente nos bastidores da política paranaense e consolidou o início da corrida interna pela sua sucessão dentro do PSD, partido que atualmente comanda o Estado. O governador se referiu à continuidade de um modelo que ele chama de “método Paraná” — uma forma de governar que, segundo ele, “organizou o caixa, modernizou a máquina pública e alavancou investimentos históricos”.
Nomes em evidência dentro do PSD
Ratinho listou cinco quadros do PSD que podem disputar a indicação para a candidatura ao Palácio Iguaçu:
- Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba;
- Guto Silva, atual secretário das Cidades e ex-chefe da Casa Civil;
- Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná;
- Sandro Alex, secretário de Infraestrutura e Logística;
- Darci Piana, vice-governador do Estado.
Dois desses possíveis candidatos, que podem ser apoiados por Ratinho Junior foram entrevistados pelo podcast apoiado pelo Busão Curitiba, o XVCast – o podcast do Portal XV Curitiba:
Apesar de não demonstrar preferência, o governador fez questão de exaltar publicamente os perfis de todos os possíveis candidatos, afirmando que o Estado vive um “bom problema”, por ter muitos quadros preparados. “O duro seria não ter bons nomes para continuar esse trabalho”, disse Ratinho.
Gestão com continuidade
Durante a entrevista, o governador também destacou que a escolha do nome vai além da filiação partidária: “Não é só ser do PSD, é manter um modelo de gestão que deu certo na educação, na habitação, no turismo e nas grandes obras, como a Ponte de Guaratuba”, declarou. Ele ainda citou que o Paraná deve receber R$ 60 bilhões em investimentos em obras com as novas concessões rodoviárias, volume superior ao orçamento anual do DNIT em todo o país.
Ratinho defende que, caso o mesmo grupo político governe o Paraná por mais oito anos, o Estado pode ultrapassar Minas Gerais no PIB: “Se continuarmos nessa pegada, em no máximo 15 anos, a gente passa Minas Gerais”, projetou.
Critério será técnico e popular
Ao ser questionado sobre se já teria um nome favorito, Ratinho negou e indicou que a escolha será construída com base em pesquisas qualitativas e na capacidade de manter a liderança política e institucional. “Não faço nada sozinho. O grande mérito do nosso governo foi criar um ambiente harmônico com todos os poderes. Quem tiver a capacidade de liderar esse time, naturalmente vai estar mais apto”, afirmou.
Sem espaço para nomes de fora
Ratinho também deixou claro que não apoiará candidatos de fora do partido, como o senador Sergio Moro (União Brasil). “Será do PSD. É o que eu quero”, reforçou. A fala sepulta qualquer especulação sobre alianças externas e fortalece a ideia de uma disputa interna intensa nos próximos meses.
Com a fala de Ratinho Junior, a eleição de 2026 no Paraná começa a tomar forma com um cenário mais definido dentro da base governista. A disputa entre os cinco nomes do PSD promete movimentar o cenário político até a escolha do candidato oficial, que terá o peso do apoio do governador mais bem avaliado da história recente do Estado.
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