Senador Major Olimpio tem morte cerebral por covid-19, comunica família

O senador Major Olimpio (PSL-SP), de 58 anos, teve morte cerebral após ser diagnosticado com a covid-19 nesta quinta-feira, 18. O comunicado foi feito pela família na conta oficial do parlamentar no Twitter. O senador testou positivo para a doença no dia 2 de março e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) São Camilo, em São Paulo.

“Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados. Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil”, diz o comunicado.

Olimpio é o terceiro senador que perde a vida após complicações pelo novo coronavírus. Em outubro do ano passado, Arolde de Oliveira (PSD-RJ), de 83 anos, morreu após ser infectado. Em fevereiro deste ano, o decano do Senado, José Maranhão (MDB-PB), faleceu após lutar contra a doença.

Informações Estadão Conteúdo

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95% da população vacinável de Curitiba recebeu pelo menos uma dose da vacina anticovid

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba vacinou, até a última sexta-feira (14/1), 1.582.431 pessoas com a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina anticovid, o que corresponde a 81,2% de toda a população da cidade. Considerando o recorte de pessoas com 12 anos completos ou mais, esse percentual sobe para 95%.

A partir desta segunda-feira (17/1), a cidade passa a contar com um novo público elegível para receber os imunizantes contra o coronavírus: as crianças de 5 a 11 anos começaram a receber a primeira dose da vacina pediátrica da Pfizer, começando pelos públicos prioritários (crianças acamadas, institucionalizadas e indígenas).    

Em relação à população completamente imunizada (com duas doses ou dose única), a cobertura chegou a 76,3% na população em geral. Considerando o recorte de pessoas com 12 anos completos ou mais, o percentual sobe para 89,3%. Assim, a cidade está próxima de ter 9 entre cada dez curitibanos com 12 anos ou mais já completamente imunizados. 

Ao todo, Curitiba já aplicou 3.516.330 unidades do imunizante, sendo 1.544.104 primeiras doses e 1.449.307 segundas doses; 38.327 doses únicas; e 484.592doses de reforço.

Vacinados com 18 anos ou mais

Entre a população com 18 anos ou mais, 1.422.176 receberam a primeira dose; 1.366.791 receberam a segunda dose e 38.327 pessoas receberam a vacina em dose única.

Curitiba também está aplicando as doses de reforço para quem já completou o ciclo de imunização. Até sexta-feira (14/1), 484.592 pessoas receberam a dose complementar.

Adolescentes de 12 a 17 anos

Até o momento, a SMS vacinou 121.928 adolescentes entre 12 e 17 anos. Destes, 82.516 já receberam também a segunda dose.

Doses recebidas

Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 3.762.953 unidades do imunizante, sendo 1.667.812 primeiras doses (incluindo 9.870 doses pediátricas);  1.541.643 segundas doses; 38.290 doses únicas; e 515.208  doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, como a quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar mais de 30 mil pessoas por dia, já tendo aplicado 45,6 mil doses em um único dia, e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no Painel Covid-19 Curitiba.

Bolsonaro nega ser antivacina e diz que “fez a coisa certa” na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou hoje a dizer que não é contrário à vacinação no Brasil e declarou que considera ter feito “a coisa certa” durante a pandemia do coronavírus.

Em entrevista à rádio Viva, do Espírito Santo, o governante afirmou ainda que teria pronto um roteiro de ações caso o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendesse a decisão que garantiu a autonomia para governadores e prefeitos implementarem medidas sanitárias.

“Se o Supremo restabelecer o comando das ações da pandemia para mim, eu tenho pronto o que faria poucas horas depois. Eu não falo agora senão se vai ser uma polêmica enorme, uma crítica muito grande contra a nossa pessoa… Mas nós fizemos a coisa certa durante a pandemia.”

Bolsonaro pontuou mais uma vez o seu posicionamento pessoal contrário à inclusão de crianças de 5 a 11 anos no PNI (Programa Nacional de Imunizações), mas —diferentemente do que ocorreu em entrevistas anteriores— evitou fazer críticas à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O presidente tem contestado publicamente a entidade regulatória desde que o órgão liberou a aplicação da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos. A imunização desse grupo etário começou há dois dias.

“Deixo bem claro, foi o nosso governo que comprou 400 milhões de doses de vacinas. Continuam me acusando de ser contra a vacina, mas como contra se eu comprei 400 milhões de doses?”,

afirmou Bolsonaro.

“O que eu entrei em disputa nas últimas semanas foi quando se falou em vacinar crianças de 5 a 11 anos. Ou seja, prevaleceu a vontade nossa, do Ministério da Saúde, onde as crianças podem se vacinar desde que os pais autorizem. E fiquem sabendo dos possíveis efeitos colaterais, que não são poucos. A nossa participação é por aí.”