Na noite desta segunda-feira (10/11), o Senado dos Estados Unidos aprovou um acordo de financiamento que visa encerrar o shutdown do governo federal, que já dura 40 dias, tornando-se o mais longo da história do país. O projeto de lei agora segue para a Câmara dos Representantes, onde deve ser analisado até quarta-feira (12/11).
Aprovação do Acordo no Senado
O acordo, resultante de negociações entre parlamentares republicanos e um grupo centrista de democratas, foi aprovado com 60 votos a favor e 40 contra. A medida restabelecerá serviços que estavam paralisados, incluindo o auxílio alimentar federal e os pagamentos a centenas de milhares de funcionários públicos que ficaram sem remuneração durante a crise.
Após passar pela Câmara, o projeto precisa da sanção do presidente Donald Trump, que já demonstrou interesse em viabilizar um acordo para encerrar a paralisação.
Linha do Tempo da Crise
- A paralisação teve início em 1º de outubro, após o Congresso não conseguir aprovar o orçamento federal. No dia seguinte, a Casa Branca iniciou cortes de pessoal em diversas agências governamentais.
- No dia 10 de outubro, Trump declarou a intenção de “demitir muitos” servidores públicos, apontando-os como alinhados ao Partido Democrata.
- Apesar de uma decisão judicial que suspendeu novas demissões, o governo manteve o plano de redução e indicou que demissões poderiam afetar até 10 mil funcionários, caso a situação se prolongasse.
- Este shutdown já superou as paralisações de 1995 e 2013 e agora excede a de 2018-2019, tornando-se a mais longa da história dos Estados Unidos.
Tramitação na Câmara dos Representantes
O presidente da Câmara, Mike Johnson, já convocou os deputados a retornarem a Washington para votar a proposta e assegurar o fim do shutdown. Ele informou que dará um aviso formal de 36 horas para que os membros se reúnam e deliberem sobre o assunto.
A paralisação, que começou devido a um impasse orçamentário, resultou na suspensão de atividades em várias agências e deixou milhares de servidores sem pagamento. Donald Trump expressou apoio ao acordo e deve sancioná-lo após a aprovação pelo Congresso. A expectativa é que, com o avanço da votação no Senado, o texto chegue à Câmara ainda nesta semana.
Subsídios da Saúde em Risco
Apesar do progresso no acordo de financiamento, a proposta não garante a continuação dos créditos tributários da lei de saúde, que têm sido um ponto central nas discussões orçamentárias. O líder da maioria no Senado, John Thune, declarou que uma votação sobre a extensão dos subsídios deve ocorrer até meados do próximo mês. “Estou otimista de que, após quase seis semanas de paralisação, finalmente conseguiremos encerrá-la”, afirmou.
