A Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação mobiliza estudantes da rede estadual do Paraná em Curitiba. O evento, que ocorre na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), destaca a participação dos jovens em projetos de ciência e promove uma conexão entre a educação e a pesquisa acadêmica. A programação começou na terça-feira (10) e vai até esta quinta-feira (12).
Participação dos Clubes de Ciências
Este ano, os Clubes de Ciências da rede estadual têm destaque na programação, com a apresentação de oito projetos oriundos dos Núcleos Regionais de Educação de Curitiba e das regiões metropolitanas Norte e Sul. As exposições estão agendadas para a quinta-feira, em dois horários: quatro projetos pela manhã e quatro à tarde. Cada colégio será representado por três estudantes, que levarão ao público os resultados de suas atividades em sala de aula, enfatizando a importância do protagonismo estudantil.
Público e Objetivos do Evento
O evento atrai principalmente pesquisadores e membros da comunidade científica vinculada aos NAPIs (Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação). O objetivo central é estreitar os laços entre a produção científica e a sociedade, mostrando como os investimentos públicos geram conhecimento, inovação e desenvolvimento para o Estado.
O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, destacou o compromisso do Paraná com a formação científica dos estudantes. “Investimentos em robótica e programação na grade curricular são exemplos de como estamos preparando a nova geração para os desafios do futuro”, afirmou.
Integração e Inovação
A Semana Araucária se torna parte do calendário científico anual do Paraná, consolidando-se como um espaço de diálogo entre governo, universidades, setor produtivo e sociedade. A iniciativa visa fortalecer o ecossistema de inovação, ampliando a conexão entre pesquisa, educação e desenvolvimento econômico.
Projetos em Destaque
Agroecologia no Espaço Escolar – Um dos projetos em exibição é “Agroecologia no Espaço Escolar: Potencialidades para uma Educação Ambiental Crítica”, desenvolvido pelo Colégio Estadual Professor Atílio Asinelli. A coordenadora do Clube de Ciências, Simone de Fátima Campagnoli de Oliveira, explicou que a ideia surgiu para revitalizar uma horta abandonada na escola. A iniciativa, que começou com uma horta tradicional em 2024, evoluiu para um projeto que adota princípios de agroecologia, dividido em quatro eixos: compostagem, meliponicultura, reutilização de óleo de cozinha e taxonomia vegetal.
Os estudantes perceberam o potencial da agroecologia para fomentar uma educação ambiental crítica, promovendo o diálogo entre ciência e saberes ancestrais. Felipe Model, aluno do 9º ano, compartilhou sua experiência: “Participo do Clube de Ciências e aprendo muito sobre educação ambiental, o que melhora a convivência com meus colegas”.
Investigação sobre Bullying – Outra apresentação foi do projeto “Mentes em Ação”, do Colégio Estadual Herbert de Souza, em São José dos Pinhais. Coordenado pela professora Pauline Henrique Fernandes, o projeto investiga o bullying escolar com a participação de 25 estudantes do Ensino Fundamental e Médio. O grupo reúne-se semanalmente para discutir, observar e realizar ações de conscientização sobre a violência no ambiente escolar.
A professora comentou que a pesquisa identificou episódios de agressões verbais e exclusão, que afetam a autoestima dos alunos. Laura Bistene Gomes Barboza, de 16 anos, participante do projeto, enfatizou a relevância da iniciativa para a conscientização dos estudantes sobre o tema.
Rede de Clubes de Ciências
Atualmente, o Paraná conta com 286 clubes cujas atividades são sustentadas por um investimento de R$ 23,5 milhões do Governo do Estado. Com cerca de 7.150 estudantes envolvidos, esses clubes, que incluem o Paraná Faz Ciência, Clubes Maker e Clubes de Meninas, visam estimular a investigação, a criatividade e o protagonismo dos alunos da rede estadual.
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