Secretário pede para população pensar em Natal de 2021 e diz que Paraná está preparado para vacinação

A Secretaria da Saúde do Paraná participou nesta quinta-feira (10) de reunião por videoconferência com a Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou em comunicado enviado à imprensa nesta quinta-feira (10) que o estado passa por um “momento muito crítico” da pandemia e que a população deve começar a pensar no Natal de 2021, já que o atual período não é recomendado para reuniões. Ele também disse que o Paraná tem estrutura e equipes preparadas para dar início à vacinação contra o coronavírus.

“Estamos em um momento muito crítico da pandemia. Houve um aumento muito grande no número de casos e isso repercute também nas vagas dos hospitais em todo o Paraná, principalmente em Curitiba e Região Metropolitana. Hoje temos enfermarias e leitos de UTI no limite crítico, batendo na casa dos 95% de ocupação, e ainda muitas pessoas aguardando leitos”, alertou o secretário.

Beto Preto segue insistindo para que a população redobre os cuidados, evite aglomerações e confraternizações de fim de ano. “E já começar a pensar no Natal de 2021, esse momento não é de reuniões familiares”, continua ele.

Sobre a vacinação da população paranaense contra a Covid-19, ele revela que muito trabalho já tem sido feito. “Em relação às vacinas, temos trabalhado muito e preparado toda a nossa equipe e dos municípios. No momento em que tivermos os insumos, estaremos preparados para atender todo o Paraná, como sempre estivemos”, defende o secretário.

No que diz respeito à imunização, o estado sempre foi muito forte, de acordo com Beto Preto. “A imunização no Paraná sempre foi muito forte. Temos quase duas mil salas de vacinas nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios. Um grande trabalho, de muita gente e que já vem há muito tempo. No momento em que tivermos os insumos, as nossas salas de vacinas serão verdadeiras portas abertas”.

Plano preliminar de vacinação

A Secretaria da Saúde do Paraná participou nesta quinta-feira de reunião por videoconferência com a Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde para discussão do Plano Preliminar Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

O plano vem sendo elaborado desde o mês de setembro, com a participação de técnicos de todos os estados e de representantes de instituições da área da saúde, como Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Conselho Nacional de secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Fiocruz, Instituto Butantan e conselhos nacionais de profissionais, entre outros.

“Ainda não temos a vacina definida pelo Ministério da Saúde, porém o Governo do Estado reforça a posição de que seguirá as recomendações do Programa Nacional de Imunizações, que tem expertise desde a década de 80, com a realização de grandes e importantes campanhas de vacinação em todo território”, afirmou Beto Preto.

“Neste momento o Paraná também está aberto a negociações com fabricantes das várias vacinas em testes, mas só consolidaremos qualquer tipo de aquisição com o aval da Anvisa”, informou o secretário.

CENÁRIO – O plano preliminar apresentado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde destaca as características da vacina a ser definida. Elas “deve conferir proteção contra a doença grave e moderada, ter elevada eficácia, possibilidade de uso em todas as faixas etárias e grupos populacionais e apresentar tecnologia com baixo custo de produção”.

Segundo o Ministério da Saúde, várias vacinas se enquadram neste portfólio. Hoje existem 48 vacinas em estudo clínico, 11 estão em fase mais avançada de aprovação.

CAMPANHA  – Os objetivos da campanha de vacinação são contribuir para a redução de morbidade e mortalidade pela Covid-19, para a redução da transmissão da doença, vacinar grupos prioritários com maior risco de desenvolver complicações e óbitos pela doença e vacinar populações com maior risco de exposição e transmissão do vírus.

Os critérios para elencar os primeiros grupos a receberem a vacina ainda estão sendo estabelecidos, mas no momento já foi definido que terão prioridade os trabalhadores da saúde, pessoas de 80 anos ou mais, pessoas de 75 e 79 anos e indígenas. Os demais grupos e faixas etárias serão incorporados no decorrer da campanha.

O MS prevê o início da distribuição nacional dos primeiros lotes, com 30 milhões de doses de vacinas, entre janeiro e março de 2021.

RECUPERAÇÃO – Simultaneamente à elaboração do plano preliminar de vacinação da Covid-19 a Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde recomenda a todos os estados a implantação da estratégia de recuperação do esquema de vacinação atrasado de crianças menores de 5 anos de idade.

Seguindo a orientação, a Secretaria Estadual da Saúde realizou na tarde desta quinta-feira, (10) reunião via online com as equipes das 22 Regionais de Saúde, coordenadores de imunização dos municípios e responsáveis pelas salas de vacinas. Mais de 600 profissionais participaram da capacitação.

Estes profissionais devem estar atentos na recuperação das vacinas em atraso junto aos usuários do sistema de saúde informando, orientando e ofertando as doses disponíveis.

“Temos a oferta de vacinas que protegem contra a difteria, coqueluche, poliomielite, sarampo, caxumba rubéola, meningite meningocócica, hepatite, entre outras, que conferem proteção à criança e que estão distribuídas em toda a rede de saúde”, explicou a chefe do programa estadual de imunização, Vera Rita da Maia.

Na reunião, os profissionais foram atualizados sobre as instruções normativas do Calendário Nacional de Vacinação, farmacologia das vacinas, técnicas para redução de dor na aplicação das doses e questões operacionais do registro de doses aplicadas.

O Paraná tem 1.850 sala de vacina distribuídas nos 399 municípios.

Informações Banda B.

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Anvisa autoriza novo teste clínico de vacina para covid-19 da chinesa Sichuan

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na sexta-feira (16), o sexto teste clínico de vacina contra a covid-19 no Brasil. Trata-se do imunizante financiado pela empresa Sichuan Clover Biopharmaceuticals, sediada na China.

Chamada de SCB-2019, a vacina é administrada em duas doses com intervalo de 22 dias. Segundo a Anvisa, o ensaio clínico aprovado é de fase 2/3 e será do tipo duplo-cego, ou seja, nem o paciente e nem o médico sabem se estão recebendo a vacina teste ou o placebo.

Na fase de testes, planeja-se incluir 12.100 voluntários com mais de 18 anos, distribuídos entre Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Além do teste no Brasil, o imunizante também será analisado em 22 mil voluntários distribuídos entre países da América Latina, além da África do Sul, Bélgica, China, Espanha, Polônia e Reino Unido.

Para a autorização, a agência explica que analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento dos produtos, incluindo estudos não clínicos in vitro e em animais, bem como dados preliminares de estudos clínicos em andamento. “Os resultados obtidos até o momento demonstraram um perfil de segurança aceitável das vacinas candidatas”, declara a Anvisa.

Moradores de Campo Largo recebem cartões para compras nos Armazéns da Família

A Prefeitura de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, entregou nos últimos dias os primeiros 450 cartões do programa Armazém da Família aos moradores da cidade. Com isso, os campo-larguenses, que têm como renda familiar até três salários mínimos, já podem efetuar compras nos Armazéns de Curitiba, onde encontram produtos com desconto e de ótima qualidade.

A secretária de Desenvolvimento Social de Campo Largo, Márcia Fabiani Botelho, destacou como funciona a parceria com a Prefeitura de Curitiba. “Hoje estamos com 460 cartões entregue em mãos, possibilitando que as pessoas façam suas compras nos Armazéns da Família em Curitiba. Essa parceria é um primeiro passo para que a gente avalie o que fazer no futuro, como a criação de uma unidade aqui em Campo Largo, no caso de se tornar viável”, destacou em entrevista ao Jornal Metropolitano, da Rádio Banda B.

A expectativa é que cerca de dois mil moradores da cidade façam o cadastro gratuito, que está disponível a todos. “Em qualquer CRAS (Centros de Referência da Assistência Social) do município é possível fazer, assim como no Bloco 01 da sede da prefeitura e nas associações de moradores dos bairros. Temos certeza que essa novidade trará muitos benefícios aos cidadãos”, disse a secretária.

Segundo Márcia Fabiani, são dezenas de Armazéns espalhados por Curitiba. “Os mais próximos de Campo Largo são o do Caiuá (Rua Maria Lúcia Locher de Athayde) e do São Braz (Rua Antônio Escorsin). As unidades estão espalhadas por toda a capital, inclusive tem o da Praça Rui Barbosa, para o campo-larguense que trabalha na região central de Curitiba”, destacou.

O prefeito de Campo Largo, Maurício Rivabem, ressaltou a importância de ações como essa e que a conquista é de cada campo-larguense e de cada Associação de Bairro. “O Armazém da Família é um programa que facilita o acesso a todos a produtos de qualidade com economia. É importante ter a prefeitura como parceira em ações que tragam economia às famílias, principalmente neste momento de pandemia“, afirmou ao site oficial da Prefeitura de Campo Largo.

Informações Banda B