Secretário de Saúde de Matinhos lamenta fluxo de curitibanos no Litoral

Segundo ele, a cidade hoje tem uma dificuldade muito grande de acomodar novos pacientes

O secretário municipal da Saúde de Matinhos, no Litoral do Paraná, Paulo Henrique de Oliveira, lamentou nesta segunda-feira (15) o alto fluxo de moradores de Curitiba que desceram a Serra do Mar após o anúncio de bandeira vermelha na capital. Segundo ele, a cidade hoje tem uma dificuldade muito grande de acomodar novos pacientes e a gravidade das pessoas atendidas tem assustado as autoridades de saúde.

“Hoje, dos nossos 18 leitos, 13 estão ocupados por pessoas internadas na UPA, fazendo uso de oxigênio, e quatro estão intubadas com respirador. Temos ainda 10 pessoas aguardando na triagem, mas que certamente farão uso do leito imediatamente após ele ficar livre”, disse o secretário.

Para tentar conter a chegada de turistas, a Associação dos Municípios do Litoral do Paraná (AMLIPA) decidiu que as cidades devem implementar barreiras sanitárias, o que já vem ocorrendo desde as primeiras horas desta segunda-feira (15). “Com os sete prefeitos atuando juntos, a gente consegue conter o avanço da doença de forma mais efetiva. A gente fez isso há poucos dias um lockdown e conseguimos reduzir os atendimentos de 400 para 100 em cada dia, comprovando que nossa intenção estava correta”, explicou Oliveira.

Pontal do Paraná adotou a barreira sanitária ainda no sábado, o que ocasionou uma longa fila de carros na chegada da cidade.

Desabafo

Ao comentar o tema, o secretário de Matinhos ainda fez um desabafo e disse que as histórias de recuperação estão diminuindo. “Algumas das pessoas internadas aqui, por sorte, conseguem uma vaga de transferência para o Hospital Regional do Litoral ou para a região de Curitiba, mas as vagas estão se dando por óbito. Nós não estamos tendo notícia de leitos vagando por pacientes que recuperaram a saúde, mas sim por alta celestial, o que é muito triste de dizer”, concluiu.

Informações Banda B

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Butantan recebe insumos da China para a produção de 5 milhões de vacinas

Chegaram ao País nesta segunda-feira (19), às 6h, os insumos importados da China pelo Instituto Butantan e necessários para a produção da Coronavac, vacina contra a covid-19. O novo lote que desembarca, com 3 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), será suficiente para a produção dos 5 milhões de vacinas restantes para conclusão do primeiro contrato de fornecimento dos imunizantes ao Ministério da Saúde, no total de 46 milhões de doses.

Segundo afirmou o diretor do Butantan, Dimas Covas, no último dia 15, a entrega das últimas doses para o governo federal está prevista para o dia 3 de maio, além do prazo inicialmente previsto para 30 deste mês, após atrasos na remessa da China, originalmente prevista para ter chegado entre os dias 6 e 8.

Nesta segunda, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), participa, da sede do instituto, da liberação de um novo lote de doses de vacinas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

Curitiba vacinou 272.011 pessoas contra a covid-19

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba imunizou, até sábado (17), 272.011 pessoas com a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Até esta data foram vacinados: 203.465 idosos, 60.692 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação), 5.930 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência, 1.851 trabalhadores das forças de segurança e 73 indígenas.

Na sexta (16) e no sábado (17), a secretaria registrou recorde de vacinação. Nos dois dias foram aplicadas 32.123 doses, sendo 16.846 no sábado.

Segunda dose

Nesta segunda-feira (19) continua a vacinação com segunda dose da CoronaVac para idosos que já receberam a primeira aplicação há mais de 21 dias.

Em Curitiba, 109.464 pessoas receberam a segunda dose da vacina até sábado (17). A vacinação com a segunda dose está sendo feita nas instituições de longa permanência, em profissionais de saúde e idosos.

Vacinas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 530.040 doses de vacinas, sendo 312.350 para primeira dose e 217.690 para segunda dose. Nesse montante já está contabilizado os 5% de reserva técnica.