Secretário confirma tendência de alta nos casos de Covid e garante que eleições não definem medidas restritivas

Segundo os boletins do órgão, de segunda a quarta-feira (11) o estado confirmou 4.344 casos e 113 mortes pela doença

Diante de uma alta expressiva nos casos de coronavírus, números que se consolidaram nos últimos três dias, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) voltou a reforçar o alerta para que todos os paranaenses mantenham as medidas sanitárias que evitam a propagação da doença. Segundo os boletins do órgão, de segunda a quarta-feira (11) o estado confirmou 4.344 casos e 113 mortes pela doença. Em entrevista à Banda B, o secretário Beto Preto lembrou que o momento não é de relaxar.

“Vínhamos com números decrescentes, estávamos descendo na curva, mas nas últimas três semanas os números começaram a apontar para cima, o que se revelou verdadeiro nas últimas 72 horas, com a ampliação de novos casos de óbitos. Independente de estarmos entrando nas temperaturas mais altas do verão, o vírus continua em transmissão comunitária e, se não tomarmos cuidado, vamos acabar sendo atingidos”, explicou o secretário.

O Governo do Estado estima que 1,2 milhão de pessoas já tiveram algum tipo de contato, mas Beto Preto destaca que 10 milhões ainda não, o que mostra a necessidade de cuidados por todos.

Para a Sesa, alguns fatores explicam o crescimento de casos no momento: o feriado de 12 de outubro, o feriado de Finados e a campanha eleitoral, que provoca reuniões e aglomerações, mesmo que menores em tempos sem pandemia.

Eleições

Apesar de citar a campanha eleitoral como uma das causas de aumento de casos, Beto Preto elogiou o preparo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para o próximo domingo (15). “É um planejamento rígido, sério e tudo foi muito bem articulado. As pessoas devem votar, já que a eleição do prefeito, vice-prefeito e vereador decide o futuro da cidade. Talvez seja o exercício mais próximo da população. Então quero pedir que as pessoas votem, mas com segurança. Com máscara, evitando tocar superfície, levando a própria caneta e mantendo o distanciamento social”, disse.

Entre as principais medidas recomendadas para as eleições, está o distanciamento de 1,5 metro nas filas dos colégios eleitorais.

Ainda relacionando pandemia e eleições, a reportagem da Banda B questionou o secretário sobre posts publicados em redes sociais sobre novas medidas restritivas. Beto Preto não negou que algo pode ocorrer, mas garantiu que qualquer decisão tem como base critérios técnicos. “Hoje é muito mais difícil tomar medidas restritivas, já que estamos há oito meses em pandemia, mas não há relação com eleição. Se for necessário, vamos tomar, vamos orientar”, garantiu.

Aulas

Com o crescente no número de casos, outro ponto que acaba sendo comprometido é o retorno presencial das aulas. No final de outubro, o governador Ratinho Junior chegou a especular uma volta no segundo semestre de novembro.

Sobre o assunto, Beto Preto disse que não podemos perder o trabalho que foi feito até agora. “Tivemos 5,5 mil pessoas que perderam a vida, mas se não tivéssemos tomado algumas medidas, fatalmente teríamos muito mais. Estamos estudando algumas possibilidades, vamos retomar o assunto nos próximos dias, mas não podemos colocar pessoas em risco desnecessariamente”, enfatizou.

Cuidados

Para encerrar, o secretário estadual ainda reforçou que a Covid-19 ainda não tem tratamento. “Enquanto a gente não tiver um medicamento, como é o caso do Tamiflu para a gripe, enquanto não tivermos uma vacina, não vai haver a retomada da vida normal. Infelizmente não temos um tratamento pacificado, para ir até a farmácia e tratar a virose da Covid-19. Então, nós precisamos continuar nos acalmando, tomando as medidas necessárias e, quem puder, permaneça em casa”, concluiu.

Informações Banda B.

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Conass e Conasems lamentam fala de Queiroga e defendem imunização de adolescentes

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) emitiram nota conjunta na noite desta quinta-feira, 16, em que lamentam as declarações feitas mais cedo pelo Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e questionam a afirmação do titular da pasta de que houve aplicação errada de vacinas em adolescentes no País.

“Quando o próprio Ministro da Saúde aponta, em entrevista coletiva, que ocorreram pouco mais de 25.000 aplicações de vacinas diferentes daquela recomendada para os adolescentes, temos que primeiramente considerar se o dado é real, uma vez que erros de registro vêm sendo identificados, tanto por eventual esgotamento dos servidores, como por dificuldades relacionadas aos sistemas de informação”, dizem as entidades. “Importante considerar também que o montante referido anteriormente representa 0,75% das mais de 3,5 milhões de doses já aplicadas neste grupo populacional”, acrescentam.

Queiroga afirmou hoje que vários Estados e municípios aplicaram doses de Coronavac, Janssen e AstraZeneca em adolescentes entre 12 e 17 anos. O único imunizante autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a faixa etária é o da Pfizer.

O ministro da Saúde também orientou a interrupção da vacinação de adolescentes sem comorbidades, alegando falta de evidência científica sólida. A Anvisa reagiu e publicou nota confirmando a segurança e eficácia das doses da Pfizer em pessoas de 12 a 17 anos, posição que recebeu apoio dos secretários estaduais e municipais.

“Conass e Conasems reafirmam sua confiança na Anvisa e nas principais agências sanitárias regulatórias do mundo, que afirmam a segurança e eficiência da vacina Comirnaty, da Pfizer, para crianças com 12 anos de idade ou mais”, dizem as entidades, em nota. “Também confiamos na Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda a aplicação desse imunizante após o término da vacinação dos públicos de risco prioritários”, completam.

Ao final, Conass e Conasems ainda voltaram a defender a manutenção da imunização de adolescentes, ao contrário do ministério da Saúde, o que já tinha sido explicitado em outra nota divulgada anteriormente.

Governo anuncia retorno do programa Voe Paraná e abertura de novas rotas

Maior programa de aviação regional do País, o Voe Paraná tem data para recomeçar. Na segunda-feira (27) o voo 2612 sai de Apucarana no começo da manhã e finaliza a rota no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No dia seguinte, terça-feira (28), o voo 2520 parte de Curitiba às 11h05 para Pato Branco, retornando na sequência, às 13h30 – o tempo de viagem, por trecho, é de 1h25. Também na terça, às 16h25, o voo de retorno à Apucarana sai às 16h25 do Afonso Pena.

O anúncio da retomada da programação, suspensa desde março do ano passado em razão da pandemia de Covid-19, foi confirmada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta quinta-feira (16), em ato no Palácio Iguaçu, que contou com a presença da diretoria da Aerosul, companhia área paranaense com sede em Rolândia, na região Norte, uma das parceiras do projeto. As passagens, inclusive, já podem ser compradas no site da empresa – as aeronaves Cessna C208 têm capacidade para transportar até nove passageiros.

“Com a vacinação contra a Covid-19 avançando e a retomada da economia do Estado, as companhias aéreas passaram a ter condições de voltar com o programa, oferecendo mais linhas e voos. Finalizamos a composição nesta quinta-feira com a Aerosul para poder anunciar essas rotas entre Curitiba e Apucarana e entre Curitiba e Pato Branco”, afirmou Ratinho Junior.

“Essas linhas aéreas são um salto na logística e na infraestrutura do Paraná. Com uma melhor condição de deslocamento, tenho certeza que mais empresários terão interesse em abrir negócios no nosso Estado, gerando mais emprego e renda para os paranaenses”, acrescentou.

Essa é apenas a primeira etapa da parceria com a Aerosul. A empresa pretende até o fim do ano instalar as ligações Curitiba-Londrina, Curitiba-Telêmaco Borba, Curitiba-Guarapuava e Londrina-Foz do Iguaçu-Assunção (Paraguai). “O investimento ultrapassa US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões). Confiamos na aviação regional como um grande impulsionador do desenvolvimento”, destacou o presidente da companhia, Adílson Santos de Oliveira.

Além do Paraná, a Aerosul opera também em Santa Catarina e tem planos de iniciar rotas para o Rio Grande do Sul. “Conforme a demanda, pretendemos expandir mais”, disse o empresário.

CHEGADAS E PARTIDAS – O roteiro prevê seis voos semanais na linha Curitiba-Apucarana. Às segundas e quartas com saída de Apucarana. Às terças e quintas com saídas de Curitiba. E, nas sextas-feiras, o trecho completo, com ida e volta. Apenas nas segundas é que voo sai de Arapongas, onde está instalado o hangar da companhia.

“Apucarana é uma das grandes cidades do Paraná, um expoente do agronegócio. O modal aéreo tem muita importância nesse contexto, beneficiando o setor industrial, de serviços, público e, claro, o turismo”, ressaltou o prefeito da cidade, Sebastião Ferreira Martins Junior, o Junior da Femac, que também participou da cerimônia.

“A importância vai além. Apucarana hoje tem influência em outros 26 municípios. Todo o Vale do Ivaí vai ganhar muito com essa rota”, acrescentou.

A ligação entre Curitiba e Pato Branco, por sua vez, terá saídas da Capital de terça a sexta. Os voos do Sudoeste partem às terças, quartas e sextas.

MAIS VOOS – Atualmente há linhas aéreas periódicas ligando Curitiba a Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, operadas por companhias aéreas diferentes – Azul, Gol e Latam.

A Azul Linhas Aéreas informou que planeja expandir sua operação para mais cinco cidades do Interior do Paraná ainda neste ano. Umuarama é um dos destinos visados pela companhia já a partir de outubro deste ano, e as cidades de Toledo, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa também poderão ter suas bases reabertas.

A Latam, por sua vez, também confirmou um incremento no número de voos partindo de Curitiba. Serão mais sete destinos: Porto Alegre, Belo Horizonte/Confins, Rio de Janeiro/Santos Dumont, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina e Fortaleza. Ao todo, até o primeiro trimestre de 2022, a empresa completará 10 destinos a partir da capital paranaense, contra os três em operação atualmente (Guarulhos, Congonhas e Brasília).

Também com previsão de estreia para os três meses do ano que vem, destacou a empresa, está a rota Cascavel-Guarulhos (SP).

VOE PARANÁ – Lançado pelo governador Ratinho Junior em outubro de 2019, o Voe Paraná mantinha voos regulares, em parceria com a Gol e Two Flex, de Curitiba para Guaíra, Paranaguá, Cianorte, Campo Mourão, Paranavaí, Arapongas, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, União da Vitória e Telêmaco Borba.

O programa, contudo, precisou ser descontinuado em março de 2020 em razão da pandemia da Covid-19. De acordo com a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística, 2.736 passageiros foram transportados no período.

O Paraná encerrou 2019 com 19 aeroportos operando voos regulares para destinos turísticos de qualquer lugar do País e do mundo – em 2018, eram apenas seis aeroportos (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa). Ampliação que volta à pauta, com a reforma e ampliação de terminais importantes pelo Estado como os de Siqueira Campos, Paranavaí, Arapongas e Umuarama, entre outros.