Seara abre 40 vagas de emprego para jovens no Paraná; veja como se inscrever

As inscrições para o “Programa Jovens de Valor” devem ser realizadas online, entre 11 e 28 de janeiro

A Seara abriu hoje as inscrições para o “Programa Jovens de Valor – Talentos Seara 2022”. São oferecidas, no total, 202 vagas a profissionais que concluíram graduação entre dezembro de 2017 e dezembro de 2021 nas áreas de administração, engenharias, medicina veterinária, zootecnia, biologia e afins.

A empresa do Grupo JBS pretende selecionar profissionais para atuar nas áreas de produção, agropecuária, manutenção e qualidade em unidades da Seara espalhadas por mais de 40 cidades, de dez estados brasileiros.

As oportunidades do programa estão divididas entre os seguintes estados: Rio Grande do Sul (35 vagas), Santa Catarina (57 vagas), Paraná (40 vagas), São Paulo (25 vagas), Rio de Janeiro (2 vagas), Mato Grosso do Sul (23 vagas), Mato Grosso (3 vagas), Distrito Federal (8 vagas), Bahia (5 vagas) e Minas Gerais (4 vagas). Contudo, de acordo com a companhia, o candidato precisa ter disponibilidade de mudança para as cidades das operações, pois as vagas são presenciais.

Durante 12 meses, os selecionados para o “Jovens de Valor” passarão por uma formação que abordará três pilares: gestão, conhecimento técnico e liderança. Ao final do programa, os profissionais que atenderem aos requisitos serão efetivados em posições de liderança nas Unidades de Produção da Seara.

“A proposta é incentivar o desenvolvimento de potenciais líderes, que valorizem a sustentabilidade e façam a diferença para o crescimento dos nossos negócios e da sociedade”, explica Fernando Meller, Diretor Executivo de Gente e Gestão da Seara.

As inscrições para o “Programa Jovens de Valor” devem ser realizadas online, entre 11 e 28 de janeiro.

Para mais informações, acesse: https://trabalheconosco.vagas.com.br/talentos-seara

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Um ano após início da vacinação, PR tem mais de 70% da população completamente imunizada

Em 18 de janeiro de 2021, o Paraná recebia as primeiras doses do imunizante CoronaVac, produzido pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A data marcou a aplicação das primeiras doses em oito profissionais de saúde da linha de frente do Complexo Hospitalar do Trabalhador, de Curitiba, e o início de uma campanha de vacinação em massa para diminuir os efeitos devastadores da pandemia de Covid-19.

Um ano depois, nesta terça-feira (18), o Estado já ultrapassou uma série de etapas no que diz respeito à imunização, como, por exemplo, o número de paranaenses completamente imunizados: mais de 70% da população já recebeu as duas doses ou dose única, e mais de 80% já tomaram a primeira. O Paraná é o sexto estado com o maior número de aplicações.

Até o momento, foram 19.045.464 vacinas aplicadas na população geral, sendo que, destas, 9.099.905 foram destinadas à aplicação da primeira dose, e 8.397.774 à segunda dose ou dose única. As doses de reforço em idosos e imunossuprimidos já contabilizam 1.664.602 aplicações. Em relação à dose adicional, para imunossuprimidos que receberam mais uma dose, além das duas normais ou dose única, foram aplicadas 141.868. Os dados constam no sistema do Ministério da Saúde, atualizado em tempo real pelos estados, portanto, pode haver algumas divergências.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, o alto índice de cobertura vacinal no Estado contribuiu para uma redução na ocupação de leitos, no número de mortes e também na incidência de casos graves. “Nós conseguimos ultrapassar os momentos difíceis por causa da vacina. Senão, teríamos perdido a vida de muitos paranaenses”, ressaltou.

No dia 18 de janeiro de 2021 o índice de internamento em UTI era de 84% (1.199 leitos). O último boletim do Estado mostra ocupação de 56% em 477 leitos. Apesar da nova onda ligada à Ômicron, a média de óbitos diária é de 2, contra 28 em janeiro de 2021. Em janeiro do ano passado foram 1.936 mortes. Em dezembro, 120, diminuição de 93,8%.

Além disso, o secretário fez questão de ressaltar a mobilização do Estado para garantir a execução da campanha de vacinação. “Nossa imunização é exemplar porque temos a cultura da vacina no Estado, onde temos pessoas extremamente conhecedoras do tema, e que nos ajudam a fazer acontecer essa vacinação lá na ponta. Através delas, nós tivemos esse resultado tão positivo, mas que não acabou. A tarefa continua”, reforçou.

“A vacina é fundamental. Quem não toma vacina está vulnerável, vira uma presa fácil dos vírus. Começa a ocorrer uma seleção natural e o vírus vai tentando se reproduzir através da infecção, e ele vai procurar o hospedeiro que tenha menos imunidade. Quem não tomou vacina está com menos imunidade que os outros nesse momento”, ressaltou o secretário.

CRIANÇAS – No último sábado (15), o Paraná deu mais um passo no objetivo de imunizar completamente a população, com o início da vacinação de crianças com idade entre 5 e 11 anos. O secretário faz um apelo para que os pais levem seus filhos aos postos de vacinação. “Nós temos um momento importante para cumprir nos próximos dois ou três meses, e quero convocar os paranaenses para ficarem muito alertas. Vamos fazer essa vacinação acontecer da melhor forma possível”, afirmou o secretário.

PÚBLICOS – O Paraná aplicou 14.807.472 doses de imunizantes no público com idade acima de 18 anos. Foram, por exemplo, 1.318.626 doses nos profissionais da saúde; 1.429.357 em pessoas com comorbidades; 543.756 em trabalhadores da educação; 162.713 em profissionais do transporte; 137.740 em gestantes e puérperas; 119.271 em pessoas com deficiência permanente; 57.722 na população privada de liberdade; 23.496 em indígenas; e 6.260 em pessoas em situação de rua.

MUNICÍPIOS – Em números absolutos, os dez municípios que mais aplicaram vacinas foram Curitiba (3.277.908); Londrina (1.035.844); Maringá (862.911); Cascavel (583.327); Ponta Grossa (512.855); São José dos Pinhais (388.652); Foz do Iguaçu (432.346); Colombo (423.528); Guarapuava (254.364); e Paranaguá (266.290).

DISTRIBUIÇÃO – Ao longo de um ano de imunização, foram distribuídas no Paraná quatro vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): CoronaVac, vacina adsorvida inativada, fabricada pela Sinovac (China) e Instituto Butantan (Brasil); AstraZeneca, vacina recombinante, elaborada pela AstraZeneca, Oxford e Fiocruz; Pfizer, vacina de RNA mensageiro (RNAm), da parceria Pfizer e BioNTech; e Janssen, vacina recombinante, produzida pela Janssen-Cilag, braço farmacêutico da Johnson & Johnson.

Vacinação em massa contra a Covid-19 salvou a vida de muitos paranaenses, diz Beto Preto

Na véspera de completar um ano da aplicação da primeira dose de vacina contra a Covid-19 no Estado, o Paraná registra um número de mortes muito inferior do que nas fases mais agudas da pandemia. Em 18 de janeiro de 2021, quando a enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, da linha de frente do Hospital do Trabalhador, recebeu o primeiro imunizante, o momento era de incertezas em relação à duração da imunidade e eficácia das vacinas contra as possíveis novas variantes, ou também se seriam capazes de conter os sintomas mais críticos e até fatais da doença.

Um ano depois, por conta da vacinação em massa, o cenário é outro. Em janeiro de 2021, por exemplo, foram contabilizados 1.936 óbitos, enquanto neste mês, até o momento, foram 34. Com mais de 70% da população imunizada com as duas doses, o Paraná conseguiu superar os períodos mais críticos da pandemia e evitou a morte de muitos paranaenses, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, em entrevista concedida para a Agência Estadual de Notícias. Atualmente, os paranaenses estão recebendo a terceira dose (reforço) e em alguns casos a quarta.

Durante a conversa, o secretário também destacou a mobilização do Governo para viabilizar a campanha de vacinação, falou sobre como a imunização contribuiu para a redução da ocupação de leitos no Estado, e lamentou os impactos de quem escolheu não se vacinar: são a maioria entre os internados com quadros mais graves da infecção. Além disso, no último sábado (15), chegou a vez de imunizar as crianças com idade entre 5 e 11 anos, o que Beto classificou como “a vacina da esperança”.

O secretário também alertou para uma possível tendência de aumento no número de casos de Covid-19 no Estado – ainda que leves devido a população imunizada – por conta da variante Ômicron, que teve o primeiro caso confirmado no último dia 12 de janeiro, mas fez questão de ressaltar a eficácia das vacinas contra a nova variante.

Por fim, reforçou a importância de que ainda sejam mantidos os cuidados básicos para evitar a transmissão do vírus, como o uso de máscara e o distanciamento social; e abordou outros assuntos relevantes, como o calendário vacinal contra a H3N2 e novos investimentos em cirurgias eletivas no Estado, que devem chegar a R$ 50 milhões.

Quais os efeitos da vacinação no Paraná, um ano após a primeira aplicação?

A vacina é o milagre da vida. Nós conseguimos ultrapassar esses momentos difíceis por causa da vacina. Sem ela, teríamos perdido a vida de muitos paranaenses. Infelizmente alguns sucumbiram, mas nós teríamos perdido ainda mais. Nós passamos o ano de 2020 inteiro sem vacina. Quando começou a ser aplicada, trouxe esperança. Neste momento, em 2022, com a chegada da variante Ômicron oficialmente ao Paraná, percebemos a mudança no padrão de contaminação: é mais rápido, mais objetivo. Estamos diante de algo que é muito difícil de controlar e só estamos conseguindo manter os casos ainda sob controle, sem necessidade do aumento de internamentos e também sem contar mais óbitos do que já vínhamos contando, porque temos uma população vacinada.

Em relação aos paranaenses que ainda não se vacinaram. Qual o impacto para a população de maneira geral?

O impacto é que hoje, daqueles que estão internados, 80% a 90% não tomaram a primeira dose ou não completaram o esquema vacinal. Então isso já demonstra que quem está ficando doente agora é quem está pouco vacinado ou não vacinado. A vacina é fundamental. E quem não toma vacina está vulnerável, vira uma presa fácil dos vírus. Começa a ocorrer uma seleção natural, o vírus vai tentando se reproduzir através da infecção e ele vai procurar o hospedeiro que tenha menos imunidade. Quem não tomou vacina está com menos imunidade que os outros nesse momento, por isso a necessidade de vaciná-los. E para isso basta procurar uma unidade de saúde. Temos doses disponíveis.

A enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Paraná. Junto com outros sete colegas que desde o início da pandemia atuam na linha de frente do Complexo Hospitalar do Trabalhador, às 21h48 desta segunda-feira (18), a parnanguara recebeu a primeira dose do imunizante, em evento na capela do Hospital do Trabalhador, em Curitiba. – Curitiba, 18/01/2021

Como está a ocupação de leitos no Paraná? Isso é resultado da vacinação?

Sem dúvida é resultado da vacinação. A nossa vacinação foi exemplar. Conseguimos diminuir a ocupação mês a mês nos últimos seis meses. Nós criamos uma estrutura enorme aqui no Paraná. Tínhamos 1.200 leitos de UTI credenciados junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), nós criamos outros 2 mil leitos em um ano, dobramos a capacidade em poucos meses, isso é digno de nota. É uma estrutura que foi montada sem precedentes no Paraná, para enfrentar algo também sem precedentes que é essa pandemia do coronavírus.

Estamos vivendo um momento de aumento no número de casos por conta da nova variante. Como a Secretaria de Saúde trabalha nesse cenário?

Nós tivemos nos últimos dias Natal e Ano Novo aglomerações, viagens, reuniões familiares, grandes shows. Esse é o momento de tomar todas as medidas não farmacológicas de novo, e dar muito foco na vacina. Infelizmente, ajudamos a acelerar a transmissão do vírus, que vem se comportando com quadros mais leves, mas não são quadros mais leves porque essa variante é mais fraca, são mais leves porque as pessoas estão vacinadas. Nossos leitos de enfermarias e de UTIs ainda estão em um número suportável, porém, se não houver um grande esforço coletivo nas próximas semanas, talvez tenhamos mais paranaenses internados nos leitos dos nossos hospitais.

Há tendência de crescimento de casos? Qual a recomendação da Secretaria de Saúde para os próximos dias e em relação ao Carnaval?

Nosso comitê interno está debatendo os assuntos. Num primeiro momento não vamos tomar nenhuma medida que venha a trazer restrição absoluta da circulação das pessoas. Mas a gente reitera o pedido de convencimento para que todos possam de uma forma ou de outra fazer o combate ao coronavírus. Nós precisamos de todos com máscara, lavagem das mãos, os cuidados com o álcool em gel, tudo aquilo que nós temos preconizado ao longo de dois anos e que precisa ser mantido, além do foco na vacina.

Como o senhor avalia a mobilização do Estado nesse último ano para a aplicação dos imunizantes?

Primeiro, partimos do pressuposto que nós temos um Governo do Estado municipalista e, no Sistema Único de Saúde (SUS), nós precisamos que o sistema tripartite possa funcionar como um relógio: governo federal comprando as vacinas, seringas e agulhas; nós aqui no Estado fazendo a logística, montando a estratégia e ajudando os municípios com mais insumos; e efetivamente os municípios lá na ponta, fazendo a aplicação dessas vacinas, buscando as pessoas. Nossa imunização é exemplar porque temos a cultura da vacina no Paraná. Temos pessoas extremamente conhecedoras do tema, e que nos ajudam a fazer acontecer a vacinação lá na ponta. Através delas, nós tivemos esse resultado tão positivo, mas que não acabou. A tarefa continua. Temos vencido várias batalhas, mas a guerra não foi vencida. Temos agora essa variante Ômicron, com todas as suas interfaces, por isso a necessidade de fazer rapidamente chegar ao braço dos paranaenses a vacina da dose de reforço, a vacina da segunda dose de quem não tomou e aqueles paranaenses que ainda insistem em não tomar a primeira dose.

A enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, do Hospital do Trabalhador, recebeu a primeira vacina do Paraná. Foto: Rodrigo Félix Leal/AEN

E o que se sabe sobre a capacidade das vacinas em relação à nova variante?

Todas as vacinas utilizadas no Brasil têm efeito sobre a nova variante. Talvez não tenham o mesmo efeito que tinham contra a variante Delta, contra a cepa P.1, mas o efeito cruzado disso tudo ainda é muito forte, então ainda podemos utilizar essas vacinas. Os laboratórios estão trabalhando em vacinas diferentes já para tentar combater as novas variantes, então logo nós teremos novidades. Enquanto isso, vamos fazer a vacinação acontecer, como está sendo ofertada a nossa população.

Qual a expectativa para a vacinação das crianças na faixa etária de 5 a 11 anos?

É a vacinação da esperança. Fizemos uma luta grande para que não houvesse a necessidade da receita médica. As sociedades brasileiras de especialistas, infectologia, imunizações, pediatria, todos indicam vacinas. Contar com a possibilidade de uma vacina para o pai e a mãe que já estão vacinados e que agora podem ter a honra de vacinar seus filhos, tenho certeza que é a vacina da esperança.

E como está a questão da Influenza e outros calendários vacinais? Os números de vacinados são aceitáveis ou as pessoas estão deixando de buscar os postos de vacinação para a imunização de outras doenças?

Nós tivemos um calendário um pouco tumultuado em 2021 porque a prioridade total foi a Covid-19 e as pessoas não queriam saber de outros assuntos. E aí teve a chegada no verão de um vírus que é do inverno, que é a Influenza H3N2. A vacina contra a Influenza também existe, temos ainda 600 mil doses em estoque em todo o Paraná, pedimos às pessoas que possam se vacinar contra esse vírus, que também o façam.

E, após um ano de controle mais rígido, como está a questão das cirurgias eletivas? É algo que pode avançar esse ano e como isso será feito?

Nos preparamos para fazer o maior pacote de cirurgias eletivas da história do Paraná. É um investimento histórico que o governador Ratinho Junior autorizou, ainda nem lançamos oficialmente. O maior investimento da história do Paraná em cirurgias eletivas do Fundo Estadual de Saúde foi de R$ 12 milhões. Nós preparamos um pacote de R$ 50 milhões. Queremos fazer cirurgias eletivas em todos os cantos do Paraná, em todas as Regionais de Saúde, e não centralizá-las em cinco, seis ou oito hospitais. Queremos que os hospitais municipais de pequeno porte façam parte dessa rede. Então é realmente um passo adiante na regionalização de saúde. Se a pandemia permitir, talvez não tenhamos que fazer um movimento diferente e logo soltar essa grande campanha de cirurgias eletivas.