Saúde recebe doação de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde recebeu nesta quarta-feira (30) 520 testes rápidos para diagnóstico da Covid-19. A doação foi de uma empresa fabricante destes insumos em parceria com o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

“É uma doação importante de uma empresa que quer transferir tecnologia para o Paraná e fez esse gesto de boa vontade para celebrar essa parceria através do Tecpar. Agora a Secretaria vai utilizar esses kits no enfrentamento da pandemia para entendimento e confirmação do quantitativo de pessoas contaminadas”, afirmou o diretor-geral Nestor Werner Júnior.

Segundo ele, os testes serão distribuídos o quanto antes. “Vamos providenciar o envio até as regionais de saúde, que distribuirão aos municípios para que esta ajuda chegue o quanto antes”.

TESTES RÁPIDOS – Desde o início da pandemia até agora, a Secretaria da Saúde já recebeu e distribuiu 427.980 testes rápidos enviados pelo Ministério da Saúde.

Segundo o Informe Epidemiológico da Covid-19, divulgado nesta quarta-feira (30), dos mais de 177 mil casos confirmados de coronavírus no Paraná, 16.755 foram diagnosticados e notificados através da realização de testes rápidos.

PRESENÇAS – Participaram da entrega o gerente de relações comerciais do Tecpar, Arthur de Souza, e o representante da empresa responsável pela doação, André Melo.

Informações AEN.

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Curitiba chega a 60% da população totalmente vacinada contra a covid-19

Curitiba chegou, nesta quinta-feira (14/10), a 60,1% de sua população estimada totalmente vacinados contra a covid-19. São pessoas que já receberam as duas doses do imunizante ou a dose única (Janssen). Ao todo, 1.171.419 curitibanos estão com esquema vacinal completo.

“Esses números mostram que o curitibano aderiu à vacina. É um dado importante na diminuição de casos e de internações. Mas só a vacina não é suficiente, é necessário manter a máscara, ambientes arejados, uso de álcool em gel,  lavar as mãos”, destaca a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba aplicou, até esta quinta-feira (14/10), 2.668.087 unidades do imunizante, sendo 1.445.953 primeiras doses e 1.133.247 segundas doses, 38.172 doses únicas e 50.715 doses de reforço.

Vacinados com 18 anos ou mais

Entre a população com 18 anos ou mais, 1.398.954 curitibanos receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19 e 1.133.178 receberam a segunda dose. Outras 38.172 pessoas foram imunizadas com a dose única.

Assim, Curitiba chegou a 80,6% da população com 18 anos ou mais (1.171.350) com esquema vacinal completo até esta quinta-feira (14/10). Nesse público, 98,9% já receberam ao menos uma dose do imunizante.

Curitiba também está aplicando as doses de reforço em quem já completou o ciclo de imunização, nos seguintes grupos: idosos de 70 anos ou mais, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde. Até esta quinta-feira (14/10), 50.715 pessoas receberam a dose de reforço.

Adolescentes de 12 a 17 anos

Até o momento, a SMS vacinou 46.999 adolescentes entre 12 e 17 anos. Destes, 69 já receberam também a segunda dose, sendo do grupo de gestantes abaixo de 18 anos.

Doses recebidas

Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 2.970.599 doses de vacinas, sendo 1.523.596 para primeira dose, 1.337.762 para segunda dose, 38.975 doses de aplicação única e 70.266 doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, por exemplo, quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar até 30 mil pessoas por dia e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no Painel Covid-19 Curitiba.

Chuvas e menor consumo dão alívio a reservatórios da região Sul

As chuvas registradas nos últimos dias, combinadas com as medidas de redução de demanda, deram um alívio aos reservatórios do Sul e Sudeste/Centro-Oeste e diminuíram o risco de um novo racionamento nos moldes do de 2001. O cenário, no entanto, ainda é preocupante, uma vez que o período úmido só está no início e ainda não se sabe ao certo qual a intensidade da hidrologia nos próximos meses, dizem especialistas.

De 1.º de outubro até agora, os reservatórios do Sul – que representam 7% do armazenamento do País – tiveram ganho de 5,78 pontos porcentuais no volume de água, de 28,35% para 34,13%. No Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 70% da capacidade, a recuperação foi menor, mas pelo menos parou de cair. Em 6 de outubro, as usinas da região registraram o menor patamar de água em seus lagos, de 16,49%. No dia 12, estava em 16,82%.

“A situação de suprimento ainda é desconfortável, mas melhorou na margem, ou seja, não é hora de comemorar o fim da crise hídrica. O cenário só despiorou”, diz o presidente da consultoria PSR, Luiz Augusto Barroso. Segundo ele, a adesão das empresas em relação ao plano de redução voluntária também ajudou bastante na melhora do cenário.

Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que o programa de redução voluntária de energia elétrica somou 442 megawatts (MW), em setembro, e 600 MW neste mês. Junta-se a isso a antecipação do funcionamento de usinas térmicas e eólicas autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A combinação de todos esses fatores ajudou a diminuir o nível de tensão sobre o sistema momentaneamente. “Hoje, o cenário é outro O risco diminuiu sensivelmente. Agora, temos de ver se essa trajetória de chuvas vai continuar nas próximas semanas”, diz o professor da UFRJ Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel).

Em evento ontem, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) descartou o risco de racionamento neste ano, mas destacou que a situação ainda é crítica e que as medidas emergenciais precisam ser mantidas em 2022. Ou seja, as térmicas devem continuar em operação por mais tempo, o que pressiona o preço da energia para o consumidor. “Esse é o ponto crítico que vai perdurar nos próximos meses. A bandeira tarifária não está conseguindo cobrir o preço das térmicas. Algumas chegam a R$ 1,6 mil o MWh”, diz Castro.

Renovável

Ao mesmo tempo, há previsão para entrada em operação de uma série de novas – e mais baratas – usinas no mercado, como as solares e as eólicas. Segundo o presidente da Comerc, Cristopher Vlavianos, a eólica foi a grande protagonista durante essa crise elétrica. Em alguns momentos, os parques espalhados pelo País, sobretudo no Nordeste, conseguiram gerar até 21% de toda energia consumida no Brasil inteiro.

A solar chegou a quase 2% do total produzido, mas a tendência é que ela siga a trajetória da eólica. “No futuro, prevemos que ela vai ocupar um espaço ainda maior que a eólica no País. O benefício é que há potencial também no Sudeste”, diz Vlavianos.

Renováveis vão reforçar sistema

Além do volume de chuvas, o abastecimento do ano que vem vai depender da manutenção das térmicas emergenciais em operação atualmente e da entrada de nova capacidade, afirma o presidente da PSR, Luiz Augusto Barroso. Segundo ele, há um série de usinas renováveis entrando em operação em 2022, tanto de geração centralizada (parques maiores) quanto distribuída (placas residenciais). “Além de reforçar a oferta, isso diversifica a matriz e reduz a nossa dependência à hidrologia.” Além disso, completa o executivo, o governo vai realizar neste mês um leilão para compra de nova oferta de energia para 2022, adicional ao que já está previsto, o que reforça o suprimento do ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.