Saúde ativa mais 20 novos leitos de UTI Covid em Ponta Grossa

O Governo do Estado ativou neste final de semana 20 novos leitos de UTI para atendimento exclusivo à Covid-19 no Hospital Universitário de Ponta Grossa (Campos Gerais). Com esta ampliação, a ala Covid do hospital conta agora com 60 leitos de UTI e 64 clínicos.

“O Governo do Estado realiza um grande esforço para atender todas as regiões neste momento considerado o mais crítico da pandemia. Nos próximos dias planejamos abrir 200 leitos exclusivos para Covid-19. Além da ativação no Hospital Regional de Ponta Grossa, ativamos também nesta sexta-feira (19) mais 20 leitos no Hospital Regional do Litoral, sendo 5 de UTI e 15 de enfermaria. Dentro deste planejamento está a abertura de outros 20 leitos no Hospital Universitário de Cascavel”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“Contamos com a orientação e todo o apoio do governador Ratinho Junior para a viabilização destes novos leitos clínicos e de terapia intensiva para os paranaenses. Nosso objetivo é reforçar ainda mais a rede de atendimento à Covid-19, que hoje conta com mais 4 mil leitos ativados”, afirmou o secretário.

 Segundo Beto Preto, neste mês já foram abertos 357 leitos de UTI e 890 de enfermaria. 

O Paraná tem atualmente 1.671 leitos de UTI e 2.787 leitos clínicos para adultos e, somados os pediátricos, são mais de 4 mil espaços exclusivos para atendimento da Covid-19.

PONTA GROSSA – Dos 20 leitos de UTI ativados no Hospital Universitário de Ponta Grossa, 14 eram leitos de observação do Pronto Atendimento e foram convertidos em UTI e outros 6 foram criados a partir da chegada de novos equipamentos.

Parte da equipe profissional foi remanejada de outras áreas do hospital e também redirecionada de outras unidades de saúde do Estado. A instituição ainda contratou técnicos de enfermagem para o atendimento nos novos leitos.

O secretário Beto Preto ressaltou que este trabalho de ativação de leitos, diante de uma estrutura hospitalar já chegando ao seu limite, depende do esforço conjunto de todas as esferas administrativas e dos poderes federal, estadual e municipal.

“Estamos fazendo tudo o que é possível ser feito em termos de estrutura hospitalar, medicamentos, vacinas, recursos humanos; todos os paranaenses infectados estão recebendo algum tipo de assistência graças a esta união de esforços de gestores. O momento é de união para alcançarmos o objetivo de salvar vidas e reduzir a transmissão da Covid-19”, ressaltou Beto Preto.

Informações AEN PR

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Ciclone subtropical pode provocar ondas de até três metros no Litoral do Paraná

A Marinha do Brasil confirmou a formação de um ciclone subtropical em alto-mar, na manhã desta segunda-feira (19). De acordo com comunicado, os ventos associados ao ciclone, que teriam atingido velocidades de até 55 km/h, poderão provocar mar agitado e ressaca com ondas entre 2,5 e 3,0 metros no litoral dos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e de São Paulo, ao sul de Santos, entre a manhã desta terça-feira (20) e a manhã de quinta-feira (22).

Os locais ao norte de Santos e do Rio de Janeiro, ao sul de Arraial do Cabo, entre a tarde desta segunda-feira (19) e a noite desta terça-feira, também podem presenciar mar agitado e ressaca com grandes ondas. “Seu centro se encontra a aproximadamente 300 milhas náuticas (555 km) a leste da costa do estado de Santa Catarina e a 250 milhas náuticas (450 km) ao sul da costa do estado do Rio de Janeiro, com lento deslocamento para leste/nordeste.”, diz o texto sobre a localização do ciclone.

As condições atmosféricas que possibilitam a intensificação do ciclone persistem, o que poderá ser classificado como tempestade subtropical nas próximas horas. Segundo as Normas da Autoridade Marítima para Meteorologia Marítima (NORMAM-19), para que haja a classificação do ciclone como tempestade subtropical e a sua nomeação, os ventos deverão ser iguais ou superiores a 63 km/h.

Em alto-mar, as ondas podem chegar a alturas de até 6 metros até a noite desta quinta.

Informações Banda B

Paraná vacinou 86% do público acima de 65 anos

Quase nove em cada dez pessoas com idade acima de 65 anos já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Paraná. O Estado vacinou 1.057.518 pessoas nessa faixa etária, 86% de um público que conta com 1.227.551 pessoas, de acordo com o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. A meta da Secretaria de Estado da Saúde é completar ainda neste mês a vacinação dos idosos com 60 anos ou mais, para dar continuidade ao cronograma dos demais grupos prioritários previstos no plano.

Quando o Estado iniciou a vacinação de domingo a domingo, a maior parte dos municípios paranaenses estava vacinando pessoas com idade próxima aos 70 anos. Além de reduzir dia a dia a idade de quem é vacinado, três semanas depois o Paraná já aplicou a vacina em 39.762 pessoas com idade entre 60 e 64 anos, faixa etária com a maior população entre os grupos de idosos, compreendendo 554.705 pessoas.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a prioridade é que todo esse grupo seja vacinado até 30 de abril, conforme o Estado receba as remessas de imunizantes do Ministério da Saúde. “Temos em estoque todos os insumos usados na vacinação e uma estrutura com 1.850 salas nas unidades básicas de saúde, com equipes focadas e a capacidade de vacinar de 150 mil a 180 mil pessoas por dia”, afirma.

“Confiamos que o Ministério da Saúde entregue quantitativos maiores nas próximas semanas, estamos em contato direto com a pasta e a expectativa é que até o final do mês o Brasil tenha mais 11 milhões de doses, das quais em torno de 550 mil devem vir ao Paraná”, explica Beto Preto. “Nossa vontade é que, até 30 de abril, possamos chegar à grande maioria dos idosos com 60 anos ou mais. É uma luta, queremos fazer a vacinação acontecer com os mutirões de domingo a domingo, com o Corujão da Vacinação e no dia a dia das unidades de saúde”, ressalta.  

Até o momento, o Ministério da Saúde enviou ao Estado 2,8 milhões de doses de vacinas, das quais 1.911.307 já foram aplicadas. Na última atualização do Vacinômetro da Secretaria da Saúde, no início da noite desta segunda-feira (19), 1.430.281 paranaenses já tinham recebido a primeira dose, sendo que 481.015 completaram o processo de imunização ao receber a dose de reforço.

FAIXAS ETÁRIAS

Entre o público dos idosos, a faixa etária dos 80 aos 84 anos foi a que teve a maior porcentagem de vacinados, com 98% das 126.822 pessoas recebendo a primeira dose (124.813 vacinadas). Em metade delas (62.946) já foi aplicada a segunda dose.

Atendidos há mais tempo na campanha de vacinação, 96% das pessoas com idade entre 85 e 89 anos foram imunizadas com a primeira dose – 70.584 de um público de 73.362 paranaenses dessa faixa etária. Do total vacinado, 57% (40.605) receberam a segunda dose. Entre os 215.843 idosos de 75 aos 79 anos de idade, 204.399 (94%) receberam a vacina, sendo que em 133.494 já foram aplicadas as doses de reforço, a maior porcentagem entre esse grupo, 65% entre os vacinados.

Na faixa dos 70 aos 74 anos, 298.934 pessoas foram vacinadas, 93% de um público de 321.432. Destes, 33.877 (11% entre os vacinados) já completaram a imunização com a segunda dose. Na população com idade entre 65 e 69 anos, 325.349 receberam a primeira dose do imunizante, 74% de um universo de 439.203 pessoas.

Além desses grupos, o Paraná já imunizou praticamente 100% das pessoas com 60 anos ou mais que vivem em Instituições de Longa Permanência para Idosos. No público com mais de 90 anos o percentual de imunizados está em 65%.

A avaliação da Secretaria da Saúde, porém, é que o número previsto pelo Ministério da Saúde de paranaenses nessa faixa etária é maior do que a realidade. Das 50.889 pessoas que constavam no Plano Estadual de Vacinação, 33.439 receberam a primeira dose da vacina e 29.455 a segunda, 88% dos imunizados desse grupo.

GRIPE 

Além da imunização contra a Covid-19, o Paraná deu início, na semana passada, à campanha de vacinação contra a influenza. A meta é imunizar contra a gripe pelo menos 90% do público-alvo, estimado em 4,4 milhões de pessoas. A vacinação será realizada de forma escalonada, com os grupos prioritários estão distribuídos em três etapas.