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Saúde Alerta: Risco de Leptospirose Aumenta Após Chuvas

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Leptospirose: Alerta e Prevenção em Tempos de Chuvas no Paraná

A leptospirose é uma zoonose bacteriana que se intensifica durante o período chuvoso no Paraná, de novembro a março. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou 18 mortes e 1.557 notificações da doença até agora, destacando a necessidade de atenção, especialmente em áreas urbanas propensas a alagamentos.

O Perigo da Leptospirose

Causada pela bactéria Leptospira, a leptospirose tem como principal transmissor o rato. Entre as notificações, apenas 247 casos foram confirmados até o momento. Os sintomas iniciais são semelhantes aos da gripe, o que pode dificultar o diagnóstico em sua fase mais precoce.

“É uma doença que pode ser fatal. Os cuidados devem ser redobrados em épocas de inundações, que aumentam o risco de contaminação”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Distribuição dos Casos no Estado

A Região Metropolitana de Curitiba concentra a maior parte das notificações, totalizando 869 registros, com 127 confirmações e 12 óbitos. Curitiba registrou 7 mortes, enquanto Colombo e São José dos Pinhais contabilizaram 3 e 2, respectivamente.

Na Região de Paranaguá, houve 73 notificações, 9 confirmações e 2 mortes, em Paranaguá e Guaraqueçaba. Ponta Grossa teve 79 notificações, com 19 casos confirmados e 1 óbito em Castro. Outras regiões, como Maringá e Telêmaco Borba, também registraram casos, reforçando o alerta sobre a doença.

Formas de Contaminação e Sintomas

A contaminação ocorre principalmente por meio de pequenas lesões na pele ou mucosas ao entrar em contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais infectados. Esse risco aumenta em situações de enchentes, que misturam lixo e urina de roedores.

Os sintomas surgem entre 7 e 14 dias após a exposição e incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares (especialmente na panturrilha), falta de apetite e náuseas. Sem tratamento adequado, a doença pode evoluir para quadros mais graves, afetando órgãos vitais e causando hemorragias.

Prevenção e Tratamento

A principal forma de prevenção é evitar áreas alagadas. Caso o contato seja necessário, como em ações de resgate, o uso de botas e luvas de borracha é fundamental. Após a exposição, recomenda-se uma higiene adequada com água e sabão.

Para limpar locais contaminados, deve-se utilizar uma solução de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) na proporção indicada. A contenção da proliferação de roedores, com descarte correto de lixo e armazenamento seguro de alimentos, também é crucial.

Ao apresentar sintomas iniciais ou após exposição a águas contaminadas, a busca imediata por atendimento médico é essencial. O tratamento envolve antibióticos e, em casos severos, suporte renal.

Embora a leptospirose seja tratável, o diagnóstico tardio pode ter consequências fatais. Portanto, a conscientização, especialmente após períodos de chuvas, é vital para a proteção da saúde pública.

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