Mudanças Climáticas e Infraestrutura: Desafios e Ações da Motiva
Miguel Setas, CEO da Motiva, antiga CCR, destacou a crescente relevância das mudanças climáticas no setor de infraestrutura. Com eventos climáticos extremos se tornando mais frequentes, Setas enfatiza a necessidade de uma resposta ativa por parte da indústria.
Monitoramento e Planejamento
De acordo com Setas, a Motiva utiliza dados climáticos e análises meteorológicas no seu dia a dia para aprimorar a previsibilidade e a eficiência em suas operações. “Fazemos o monitoramento hora a hora para definir ações preventivas e incluir o risco climático em nossas decisões, além de termos planos de crise preparados para situações de emergência”, afirmou durante o evento CNN Talks.
Investimentos em Resiliência
O executivo também ressaltou a necessidade de aumentar os investimentos no setor de infraestrutura para garantir a qualidade dos serviços oferecidos aos consumidores. Ele defendeu a inclusão de resiliência nos projetos para enfrentar as mudanças climáticas e propôs duas opções: agir preventivamente, o que poderia encarecer os custos inicialmente, ou esperar por crises, o que, segundo ele, geralmente é mais dispendioso.
Planos de Resiliência até 2035
Na Motiva, todos os 37 empreendimentos da companhia devem ter um plano de resiliência climática em vigor até o final do ano, com investimentos projetados até 2035 para fortalecer ainda mais a infraestrutura.
COP30: Espaço para Discussão e Ação
Sobre a próxima COP30, Setas afirmou que o evento, realizado na floresta Amazônica e próximo a comunidades indígenas, será um importante fórum para discutir o impacto social das catástrofes ambientais e o financiamento necessário para promover a resiliência climática.
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