Resultados de testes com vacina de Oxford podem sair neste ano

Afirmação é do chefe dos ensaios clínicos, Andrew Pollard

A potencial vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, pode ter seus resultados de testes em estágio avançado antes do fim deste ano, mas não está claro se a candidata a imunizante estará disponível antes do Natal, disse hoje (4) o pesquisador-chefe dos ensaios clínicos com a vacina. 

“Estou otimista de que possamos atingir este ponto antes do fim do ano”, afirmou Andrew Pollard sobre a apresentação dos resultados dos testes.

Indagado se a vacina poderá estar pronta para o Natal, ele disse: “Há uma pequena chance”.

Informações Agência Brasil.

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Brasil barra voos da África do Sul e Reino Unido para impedir entrada de nova variante do coronavírus

Além disso, fica suspensa a autorização de embarque para pessoas que tenham origem ou que passaram pelo Reino Unido e pela África do Sul nos últimos 14 dias

Uma portaria do governo federal publicada nesta terça-feira (26) proíbe a entrada de passageiros de voos vindos do Reino Unido e da África do Sul. Um dos motivos seria o impacto epidemiológico que as novas variantes do coronavírus podem causar no Brasil.

“Ficam proibidos, em caráter temporário, voos internacionais com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pelo Reino Unido e pela África do Sul”, diz o texto publicado no Diário Oficial da União.

Além disso, fica suspensa a autorização de embarque para pessoas que tenham origem ou que passaram pelo Reino Unido e pela África do Sul nos últimos 14 dias. Entre as medidas adotadas em caso de descumprimento da portaria, estaria a deportação de passageiros para o país de origem.

A portaria é assinada pelos ministros Eduardo Pazuello (Saúde), André Mendonça (Justiça e Segurança Pública) e Walter Souza Braga Netto (Chefe da Casa Civil).

Estrangeiros de outros países permanecem liberados para entrar no Brasil por via aérea. Entretanto, devem comprovar que não estão com Covid-19 poe meio do teste RT-PCR. Ele deve ser feito até 72 horas antes do embarque.

A portaria restringe também a entrada de estrangeiros por via terrestre ou transporte aquaviário. A entrada continua liberada para pessoas do Paraguai ou que residem em cidades que fazem fronteira com o Brasil, exceto da Venezuela.

Muitas variantes do coronavírus surgiram desde o início da pandemia. Estudos sugerem que a mutante chamada B117, detectada no Reino Unido, é mais transmissível que as formas anteriores.

A variante levou mais de 40 países a bloquearem a entrada de viajantes do território britânico. O Brasil já havia proibido a entrada no país de voos do Reino Unido em dezembro.

Essa variante foi encontrada no Brasil pelo laboratório Dasa em parceria com a USP (Universidade de São Paulo) a partir de sequenciamento genético.

Segundo o ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control), estima-se que a nova linhagem tenha uma transmissibilidade até 70% superior ao que se tem como parâmetros atualmente. Mas não há indícios de que ela seja mais letal.

Outra variante, chamada de 501.V2 e detectada na África do Sul, é diferente da encontrada no Reino Unido. Entretanto, compartilham uma alteração comum, chamada N501Y na proteína spike. Isso é o que as tornaria mais infecciosas.

A variante sul-africana possui uma mutação a mais, chamada E484K.

No Brasil, houve um caso de reinfecção com uma variante chamada B.1.1.248, que possui a mutação E484K, identificada inicialmente no país africano.

Informações Banda B.

Curitiba vacinou 4.563 pessoas contra o coronavírus até segunda

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba aplicou nessa segunda-feira (25/01) 1.517 doses da Coronovac, vacina que imuniza contra o novo coronavírus. Foram vacinados 892 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência e 625 profissionais que atuam em alas covid dos serviços de saúde da cidade. Com isso, o número total de imunizados chega a 4.563.

A SMS ressalta que nenhum cidadão precisa procurar os serviços de saúde em busca da vacina. Todos os vacinados vão ser convocados, de acordo com o fluxo de vacinação, pelo aplicativo Saúde Já.

Para esta primeira fase de vacinação, Curitiba recebeu 23.160 doses da Coronavac. O montante é referente às primeiras doses a serem aplicadas no público prioritário elencado pelo Plano Municipal de Imunização. As vacinas para a segunda dose estão estocadas no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e serão repassadas ao município nas próximas semanas, assim que for encerrada a primeira rodada de vacinação. 

Ao todo, Curitiba deve receber nessa primeira etapa 46.320 unidades da vacina Coronavac, contando primeira e segunda doses. No domingo (24/1) a SMS recebeu 20.380 doses da vacina produzida pela Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca, que vieram da Índia para o Brasil. 

Grupos

Os grupos já definidos para receber a vacina nesta fase são: os 250 profissionais da enfermagem que estão atuando como vacinadores na campanha; os cerca de 6 mil moradores, funcionários e cuidadores das 127 instituições de longa permanência; 93 indígenas aldeados da aldeia Kakané Porã, na Regional Tatuquara; os cerca de 12 mil profissionais de saúde da linha de frente da pandemia em toda a cidade; e as equipes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além de profissionais de serviços de remoção médica particulares. São cerca de 2.500 profissionais.