Reino Unido aprova vacina da Pfizer e BioNtech e anuncia que iniciará aplicação na próxima semana

A mesma vacina está sendo avaliada pelo órgão regulador de medicamentos e alimentos dos EUA

O Reino Unido tornou-se o primeiro país ocidental a conceder autorização para uso emergencial de uma vacina contra a covid-19, abrindo o caminho para que o imunizante desenvolvido pela americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech seja distribuído à população britânica em volumes limitados em poucos dias.

A mesma vacina está sendo avaliada pelo órgão regulador de medicamentos e alimentos dos EUA, a FDA, com expectativa de que a autorização saia ainda este mês e a vacinação comece antes do fim do ano. O Brasil, por sua vez, não se preparou para receber estas vacinas, já que nesta terça-feira o Governo Federal anunciou que as vacinas que serão incluídas no Plano Nacional de Imunização devem ser termoestáveis e poder ser armazenadas em temperaturas de 2°C a 8°C –temperaturas de geladeiras comuns–, o que inviabilizaria o uso das candidatas da Pfizer e da Moderna. Ambas vêm demonstrando bons resultados nos testes clínicos de fase 3 e são consideradas pelos cientistas como algumas das mais promissoras.

Informações Banda B.

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Paraná recebe 451,7 mil doses da vacina AstraZeneca

O Paraná recebeu na tarde desta segunda-feira (21) mais 451.750 doses da vacina contra a Covid-19. Os imunizantes, produzidos em parceria pela AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), integram o 26º lote encaminhado pelo Ministério da Saúde.

O material já está no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, para averiguação, validação e posterior divisão. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é começar a distribuição para as 22 regionais que formam o sistema público de saúde do Estado ainda nesta terça-feira (22). 

De acordo com a pauta de distribuição, todas as doses são destinadas à conclusão do ciclo de imunização de grupos prioritários. São 404.242 doses para as pessoas de 60 a 64 anos (o equivalente a 71% do total) e 2.277 doses para trabalhadores das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas (6% do grupo). As demais doses vão para reserva técnica.

“Vamos acelerar a distribuição para fazer com que mais pessoas completem o ciclo de vacinação, garantindo a completa imunização contra o vírus, por isso vale reforçar a importância das pessoas tomarem a segunda dose”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Queremos continuar fazendo a vacina chegar no braço dos paranaenses na maior velocidade possível”, reforçou ele.

VACINÔMETRO 

O Paraná administrou até a tarde desta segunda-feira 5.032.954 doses da vacina anticovid. Dessas, 3.749.010 foram aplicações de primeiras doses e 1.283.944 segundas doses. Os dados são do Vacinômetro (https://localizasus.saude.gov.br/) do Sistema Único de Saúde (SUS), painel do Ministério da Saúde alimentado diretamente pelos municípios.

Das vacinas aplicadas, 49,1% foram vacinas da AstraZeneca, 45,6% da Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac) e 5,3% da Pfizer/BioNTech.

Em números absolutos, as cidades que mais vacinaram são Curitiba (889.741 doses), Maringá (287.645 doses), Londrina (268.166 doses), Cascavel (149.343 doses) e São José dos Pinhais (141.024 doses).

Avião com 1,5 milhão doses de vacina chega amanhã, diz Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (21), em Brasília, que um avião com 1,5 milhão de doses da vacina contra covid-19, da farmacêutica Janssen, deve chegar ao Brasil às 6h45 de amanhã (22), no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). 

O anúncio foi feito após uma previsão inicial, de receber 3 milhões de doses até 15 de junho, não ter sido confirmada. De acordo com o Ministério da Saúde, o envio foi cancelado pela própria Janssen, que não teria explicado os motivos.

Queiroga afirmou que a vacina da Janssen “é muito útil” por ser de dose única, proporcionando uma vacinação “mais rápida” da população. Ele não detalhou se as doses da vacina da Janssen serão direcionadas a algum grupo específico.

As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19, no Senado. O ministro voltou a afirmar que o governo planeja a vacinação – com ao menos uma dose – de 70% dos adultos até setembro, e a imunização completa de todas as pessoas acima de 18 anos até dezembro.

Para isso, a previsão é distribuir 60 milhões de doses em agosto e outros 60 milhões em setembro, além das 41 milhões confirmadas pela pasta para julho. O cronograma detalhado, contudo, ainda não foi divulgado pelo ministério.

“A gente ainda não divulgou o calendário detalhado desses imunizantes nos outros meses [agosto e setembro] porque ainda não temos confirmação dos laboratórios”, disse o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz.

Revacinação

O ministro Marcelo Queiroga foi questionado por senadores sobre notícias segundo as quais o Ministério da Saúde estaria preocupado com a baixa eficácia da vacina CoronaVac na população idosa, e se haveria a necessidade de revacinação dessa faixa etária.

Os parlamentares perguntaram também se o ministério considera não assinar novos contratos de aquisição do imunizante, desenvolvido pela chinesa Sinovac e fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.

O ministro afirmou que a necessidade de uma eventual revacinação, em qualquer faixa etária ou grupo da população, precisa ser esclarecida por estudos científicos cujas respostas só devem estar prontas no ano que vem. “Pesquisas estão em encaminhamento. E o que o Ministério da Saúde tem que fazer é se programar para ter vacinas disponíveis para aplicar, num curto espaço de tempo, no ano de 2022, se for o caso”, disse.

Ele citou um estudo em andamento na cidade de Serrana (SP), cuja população foi toda vacinada com a CoronaVac. O ministro negou haver desconfiança em relação ao imunizante.  “Não há nenhum tipo de mudança de estratégia em relação a esse imunizante”, afirmou.

“O fato é que essa vacina tem sido útil para o Plano Nacional de Imunização, e essa é a posição oficial do Ministério da Saúde, até que exista algum dado científico que faça com que nós tenhamos uma posição diversa”, acrescentou Queiroga.

Outros assuntos

Durante a audiência, o ministro também negou que haja falhas no monitoramento da variante delta do novo coronavírus. Essa variante, identificada primeiro na Índia, tem sido temida por, aparentemente, apresentar maior potencial de contágio e hospitalização.

Ele confirmou a identificação de ao menos nove casos da variante delta no Brasil, mas afirmou que todos são monitorados e que “não há qualquer indício de transmissão comunitária dessa variante no Brasil”.

A respeito do retorno às aulas presenciais na rede pública de ensino, Queiroga destacou que não considera necessário ter 100% dos professores vacinados, uma vez que, com percentuais superiores a 80%, já seria possível controlar a transmissão da doença por meio do monitoramento de casos.

Ele afirmou que deve se reunir em breve com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e o advogado-geral da União, André Mendonça, para discutir a possível volta de aulas presenciais em todo o Brasil a partir do segundo semestre. “Isso já tem acontecido em alguns estados e na própria iniciativa privada”, disse.