Após décadas de espera, 70 famílias do loteamento Vila Cajuru 5B, no bairro Cajuru, avançaram no processo de regularização de seus imóveis. O local já recebeu infraestrutura do poder público, mas os moradores ainda não possuem os títulos de propriedade.
A medida foi possível após a assinatura do Decreto 390/2026, em março, pelo prefeito Eduardo Pimentel. Nesta quarta-feira (28/10), os moradores foram atendidos na Rua da Cidadania do Cajuru por equipes da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) para entregar a documentação necessária.
Os documentos serão usados na elaboração do perfil socioeconômico das famílias. A análise vai verificar o enquadramento na modalidade de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (Reurb-S), destinada a famílias com renda de até três salários mínimos.
Entre as primeiras moradoras a chegar estava Nair de Oliveira, de 73 anos. Ela vive no Cajuru há 47 anos e espera que a regularização permita deixar a casa como herança para as filhas.
“Na semana passada, quando a Cohab passou lá em casa, fiquei com muita esperança. São muitos anos de espera, mas agora estamos vendo o processo chegar ao fim. Eu fico contente, porque valoriza o terreno que vai ficar para minhas filhas”, disse Nair ao entregar a documentação solicitada pela Cohab.
Próxima etapa é o registro
O Decreto 390/2026 regulamenta a Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social em Curitiba e atribui à Cohab a coordenação dos processos. A proposta é agilizar a regularização e assegurar matrículas individualizadas aos moradores de áreas com predominância de famílias de baixa renda.
“Momento histórico para Curitiba. É a primeira Reurb-S que nós estamos chegando ao final dentro dessa nova modelagem. Após a elaboração dos perfis das famílias, será emitida a CRF e o processo é encaminhado ao Registro de Imóveis para a abertura das matrículas individualizadas”, explica o presidente da Cohab, André Baú.
A CRF, ou Certidão de Regularização Fundiária, é o principal documento da Reurb. Ela representa a conclusão do processo e permite a abertura de uma matrícula individual para cada lote.
A expectativa da Cohab é que, se tudo ocorrer dentro da normalidade, as matrículas sejam disponibilizadas às famílias antes do Natal.
Segurança para as famílias
Francisco Luís de Andrade chegou à vila em 1977. Aos 83 anos, ele vive no local com a esposa e uma neta. Para o morador, a matrícula individualizada representa mais segurança para a família.
“O que muda é a segurança de saber que ninguém vai poder nos tirar da nossa casa. Com o documento também vamos poder deixar uma herança para a neta. Um trabalho da Cohab que é muito bom para nós”, destaca.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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