O apoio da rede materno-infantil do Paraná foi fundamental para o nascimento saudável das irmãs gêmeas Sarah e Sofia, nascidas com 34 semanas no último dia 21, no Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT), em Curitiba. A gestação da mãe, Noemia Ludimila de Oliveira, de 24 anos, foi marcada por complicações, incluindo a transfusão feto-fetal (STFF), condição que aumenta os riscos associados ao parto prematuro extremo.
Gestação de Alto Risco
Noemia iniciou acompanhamento pré-natal em Santo Antônio da Platina, onde reside, mas com 26 semanas, seu quadro clínico se agravou, exigindo transferência para uma unidade especializada. A gestação foi acompanhada por uma equipe médica dedicada, que avaliou constantemente a saúde da mãe e das bebês. A condição específica das gêmeas, que compartilham a mesma placenta, exigia atenção especial devido aos riscos associados à transfusão feto-fetal.
Sarah foi a primeira a nascer, pesando 1.810 kg, seguida por Sofia, com 1.988 kg, apenas três minutos depois. “Foi um susto saber que teríamos mais dois bebês, considerando que já temos um menino. O pré-natal estava normal até descobrirmos o problema”, declarou Noemia.
Atendimento e Transferência
A transferência para Curitiba ocorreu via helicóptero, um esforço coordenado pelo Serviço Aeromédico da Secretaria de Estado da Saúde. Após um voo de 84 minutos, a equipe médica estava à espera para realizar os procedimentos necessários. O parto, realizado com sucesso, foi uma cesárea devido às complicações da gestação.
Dr. Luiz Malat, médico responsável, destacou que a cesárea era essencial devido à condição de transfusão feto-fetal, optando por interromper a gestação na 34ª semana. “Usamos ocitocina para prevenir complicações, e até o momento, está tudo bem”, informou.
Investimentos na Saúde Materna
A saúde materno-infantil no Paraná conta com uma estrutura robusta, refletida nos investimentos feitos em equipamentos para diagnóstico e tratamento de gestação de alto risco. Em 2022, foram alocados mais de R$ 5,5 milhões para melhorar a qualidade da assistência, com aumentos nos repasses para partos de diferentes níveis de risco.
O Complexo Hospitalar do Trabalhador recebeu investimentos significativos, além de ultrassons de alta performance, totalizando R$ 1,7 milhão, melhorando a capacidade de atendimento a casos complexos.
Expectativa e Gratidão
Com a alta hospitalar se aproximando, Noemia expressou otimismo ao se preparar para retornar à sua família. “Foram momentos de muita insegurança, mas acho que o pior já passou. Sou grata pela equipe que me atendeu com tanto carinho e dedicação”, concluiu.
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