Ratinho Junior vai a Brasília reivindicar mais vacinas ao novo ministro da Saúde

Em Brasília, o governador Ratinho Junior se reúne nesta terça-feira (6) com o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Entre os objetivos do encontro, está a reivindicação da mais vacinas para o Paraná. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, também irá participar da reunião.

A informação foi confirmada pelo próprio governador, em coletiva de imprensa realizada pela manhã. “É uma agenda extensa, já que ele tomou posse há poucos dias, ainda está entendendo como funciona cada estado e o que queremos é amparo, tanto no atendimento do sistema de saúde, quanto na vacinação, que queremos dar mais velocidade”, disse.

No último dia 17 de março, Queiroga esteve presente na reunião dos três governadores da Região Sul com o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Segundo Ratinho Junior, é necessário ampliar a velocidade de vacinação. “Criamos a vacinação de domingo a domingo, para vacinar o máximo de pessoas todos os dias. A segunda dose é tão importante quanto a primeira. Eu vejo muitas vezes a pessoa falar da primeira dose, mas o ciclo completo é com a segunda, então precisamos do mesmo afinco. Quero lembrar que ainda vamos lançar o Corujão da Vacina, com um dia até meia-noite, para vacinar o máximo de pessoas possível”, concluiu.

Segundo o Vacinômetro do Governo do Estado, o Paraná vacinou até o momento 1.213.733 pessoas. Dessas, 266.704 já receberam a segunda dose.

Informações Banda B

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Pasta da Saúde considera incluir todas as gestantes em vacinação contra a covid

O secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara Medeiros, afirmou nesta sexta-feira (16) que o Ministério da Saúde considera incluir todas as grávidas e puérperas na campanha nacional de vacinação contra a covid-19. Pelas regras atuais, gestantes que apresentem comorbidades estão no plano de vacinação.

Segundo Medeiros, “praticamente todos os especialistas em ginecologia obstetrícia tem uma sugestão e pedem com bastante força que todas gestantes entrem nesta recomendação, já estamos em tratativas avançadas”.

Entretanto, o secretário ressalva que “por definição, a gestação é um período trombótico”, ou seja, que favorece a formação de coágulos sanguíneos e a obstrução de vasos sanguíneos. “Nós temos que ter muito cuidado porque algumas vacinas, mesmo de forma muito rara, estão mostrando alguns efeitos colaterais neste sentido e a gente sabe que com grávida, além de se preocupar com ela, tem de se preocupar com o bebê também”, afirmou.

“Qualquer recomendação para grávidas tem de ser feita com muito cuidado e técnica para não errar. Não podemos nunca esquecer o caso da talidomida na década de 50”, completou o secretário mencionando medicamento sedativo prescrito com frequência durante meados do século passado, que, entre os efeitos colaterais, apresentava a má-formação de fetos.

Medeiros participou nesta sexta de entrevista coletiva para anunciar a destinação de R$ 248 milhões em ações para grávidas no País. A presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, havia sido anunciada para o evento, porém o ministro não compareceu. Na aquinta-feira (15), o Senado aprovou projeto que prevê o trabalho remoto para as funcionárias gestantes durante a pandemia de covid-19. O projeto segue para a sanção presidencial

Pandemia pode manter níveis críticos ao longo de abril, diz Fiocruz

A manutenção da tendência de alta transmissão da covid-19 no Brasil na semana passada (4 a 10 de abril) indica que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo deste mês. O alerta foi feito hoje (16), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no boletim Observatório Covid-19.

Os pesquisadores apontam que as medidas restritivas adotadas por alguns estados e municípios produziram “êxitos localizados”, que podem resultar na redução de casos graves da doença nas próximas semanas. 

Apesar disso, a flexibilização dessas medidas nesse momento pode fazer retornar o ritmo acelerado de transmissão, em um cenário em que o isolamento social mais rigoroso ainda não teve impacto sobre o número de óbitos e a demanda hospitalar dos pacientes com covid-19.

O boletim também aponta o risco de a pandemia se estabilizar em um patamar muito mais elevado que no ano passado. Indicam esse quadro a estabilização na incidência de novos casos da doença e a permanência de níveis críticos na ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) na maior parte do país. 

Média diária de mortes e UTI

Na semana passada, o Brasil voltou a superar a média diária de mais de 3 mil mortes, e, em 12 de abril, chegou ao recorde de 3.123 mortes na média móvel de sete dias, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fiocruz. 

A ocupação de UTIs para pacientes com covid-19 permanece acima de 80% em 22 estados e no Distrito Federal. Apesar disso, a fundação destaca a saída do Maranhão da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário, com 78% de ocupação; além de quedas significativas do indicador no Pará (de 87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%), Paraíba (de 77% para 70%) e São Paulo (de 91% para 86%). 

O boletim mostra ainda que, até a sexta-feira da semana passada, 30,2% das pessoas vacinadas contra a covid-19 haviam recebido as duas doses do imunizante, enquanto 69,8% receberam apenas uma dose. 

A Fiocruz reforça que tanto a CoronaVac quanto a Oxford/AstraZeneca preveem duas doses para que o esquema vacinal seja completo. Diante disso, é recomendado planejamento da imunização, monitoramento e busca ativa dos faltosos na segunda dose, o que é necessário para alcançar a proteção pretendida pela vacinação e não desperdiçar recursos.