Ratinho Junior afirma que volta às aulas presenciais deve acontecer após vacinação de professores, em maio

O governador do Paraná, Ratinho Junior, disse em entrevista à rádio Jovem Pan Curitiba nesta terça-feira (30), que a volta das aulas presenciais na rede estadual de ensino deve acontecer apenas em maio. A ideia é aguardar que os professores sejam vacinados contra a Covid-19 para garantir um retorno mais seguro às escolas.

A previsão do governador é que até meados de abril sejam vacinadas todas as pessoas com 60 anos ou mais, e na sequência se dará início à imunização de professores e policiais. “O critério que fizemos aqui no Paraná é que assim que a gente fechar o ciclo de 60 anos, eu acho que até meados de abril isso deve acontecer, vamos começar a vacinar os nossos policiais e professores. Isso vai ajudar para que em meados de maio a gente possa voltar para a sala de aula”, disse o governador.

Ainda de acordo com Ratinho Júnior, o retorno das aulas presenciais precisou ser adiado por conta da nova cepa do vírus que se espalhou pelo estado. “Se não estivéssemos com essa cepa que temos hoje, provavelmente isso [volta às aulas presenciais] já teria acontecido, porque o contágio [da primeira cepa] é muito menor. Como ela [nova cepa] veio de forma rápida e forte, ainda estamos aprendendo e entendendo como funciona a transmissão dela”, explicou ele à Jovem Pan Curitiba.

Greca

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, também afirmou que as aulas nas escolas, da rede municipal de ensino, só serão retomadas com a vacinação dos professores. A declaração foi feita nesta segunda-feira (29), em entrevista ao Meio Dia Paraná, da RPC TV.

“As aulas só serão retomadas quando os professores estiverem vacinados, nós jamais colocaremos em risco os curitibinhas”, disse o prefeito.

Na rede municipal, as aulas presenciais chegaram a ser retomadas em 22 de fevereiro, mas as atividades acabaram suspensas no dia 26 por causa do expressivo aumento de casos em todo o Paraná.

Vacinação

Segundo o governador, há estimativa de recebimento de 300 mil doses semanais no Estado a partir do próximo mês.

Após os idosos, o Paraná possui 13 grupos prioritários: trabalhadores de força de segurança e Salvamento; comorbidades; trabalhadores educacionais e da Assistência Social (CRAS, CREAS, Casas/Unidades de Acolhimento); pessoas com Deficiência Institucionalizadas; pessoas com Deficiência Permanente Severa; quilombolas, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas; caminhoneiros; trabalhadores do Transporte Coletivo Rodoviário e Ferroviário de passageiros; trabalhadores de Transporte Aéreo; trabalhadores portuários; população Privada de Liberdade; trabalhadores do Sistema Prisional.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o Paraná tem capacidade de vacinar de 150 mil a 200 mil pessoas por dia com a chegada de vacinas. “Quero lembrar que 13% dos pacientes paranaenses diagnosticados com Covid-19, mas 77% dos mortos foram nesse público. Se a gente conseguir vacinar, a gente vai conseguir derrubar esse número. A gente trabalha com vacina, vacina, vacina”, concluiu.

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Paraná já aplicou 1,9 milhão de doses da vacina contra a Covid

O Paraná ultrapassou nesta segunda-feira (19) a marca de 1,9 milhão de doses de vacina contra a Covid-19 aplicadas, chegando a 1.910.821 doses. Até agora, 1.430.066 paranaenses que fazem partes dos grupos prioritários definidos no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19 já receberam pelo menos a primeira dose do imunizante. Destes, 480.755 já completaram a imunização contra a doença por terem recebido as duas doses, conforme mostra o Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde.

O total de paranaenses vacinados equivale a quase 13% da população do Estado e a 30% das cerca de 4,6 milhões de pessoas incluídas entre os grupos prioritários. São aquelas que estão mais expostas ao vírus, como trabalhadores da saúde e da segurança pública, ou que correm mais riscos de apresentar piora ou morrer pela doença, como pessoas com mais de 60 anos ou que apresentam alguma comorbidade.

As campanhas do Governo do Estado junto aos municípios buscam atingir o máximo possível de pessoas e fazer com que as doses enviadas pelo Ministério da Saúde cheguem rapidamente aos braços dos paranaenses. Com o Vacina Paraná de Domingo a Domingo, salas de vacinação ao redor do Estado estão funcionando ininterruptamente, todos os dias da semana. Já o Corujão da Vacinação estendeu os horários de aplicação até a meia-noite em algumas cidades para atingir aquele público que por algum motivo não consegue comparecer em horário comercial.

“Além de facilitar para o cidadão e dar celeridade na aplicação de todas as doses que recebemos, o que mais queremos com essas campanhas é incentivar o paranaense a ir tomar a vacina, mostrando o quanto a vacinação é importante. Só vamos sair dessa situação com o maior número de pessoas imunizadas, a vacina é que vai fazer com que vençamos a guerra contra o coronavírus”, salienta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

APLICAÇÃO – O Paraná recebeu do Ministério da Saúde, até agora, 2,8 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. A maior parte já foi repassada aos municípios: de acordo com o Vacinômetro, 2.433.979 vacinas foram distribuídas. Das destinadas para a primeira dose, 99,3% foram aplicadas, além de 48% das doses de reforço.

As doses são administradas conforme a ordem prevista no Plano Estadual, iniciando por pessoas idosas em Instituições de Longa Permanência, indígenas, pessoas com deficiência institucionalizadas, trabalhadores da saúde, quilombolas e idosos, que são vacinados regressivamente até chegar à faixa dos 60 anos. A partir daí, será iniciada a imunização das pessoas com comorbidades. No Paraná, profissionais das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas já estão sendo vacinados.

Com a vacina já aplicada em praticamente 100% dos profissionais da saúde e nos primeiros da fila, a vacinação no Paraná está na faixa etária entre os 60 e os 64 anos. Das 554,7 mil pessoas identificadas como parte dessa faixa etária, quase 40 mil foram vacinadas. Até o momento, já receberam a primeira dose 74% das pessoas com idade entre 65 e 69 anos e 93% do público até 74 anos.

MUNICÍPIOS – Na ordem, os municípios com o maior quantitativo aplicado até agora, somando a primeira e a segunda dose, estão Curitiba (349.093), Londrina (125.500), Maringá (78.237), Cascavel (64.982) e Ponta Grossa (57.130). Apenas seis das 399 cidades paranaenses aplicaram menos de 80% das primeiras doses de vacina que receberam.

Curitiba diz ter estrutura e se coloca à disposição para receber vacina da Pfizer

A Prefeitura de Curitiba manifestou interesse de receber a vacina da Pfizer contra a Covid-19. Neste primeiro momento, segundo informações confirmadas pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) nesta segunda-feira (19), apenas capitais e grandes cidades devem receber o imunizante, já que os lotes dependem de um armazenamento de -70ºC.

“Curitiba tem essa capacidade e manifestou interesse em receber. Até o final de abril as capitais interessadas deverão passar por capacitação e adaptar a estrutura para recebimento do imunizante. A quantidade ainda não foi definida”, informou a Secretaria Municipal da Saúde em nota.

O primeiro lote de vacinas da Pfizer, com 1 milhão de doses, tem previsão de chegada ao Brasil no próximo dia 29 de abril. Segundo o Ministério da Saúde, 15,5 milhões de doses da vacina da Pfizer estão garantidas para os meses de abril, maio e junho.

Nas condições impostas pelo Ministério da Saúde, foi definido que os municípios que optarem por receber o imunizante da Pfizer deverão se responsabilizar pelos insumos para o uso da vacina – diluente e seringas específicas.

Balanço

Até o último sábado (17), a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba imunizou 272.011 pessoas com a primeira dose da vacina. Até o momento, foram vacinados 203.465 idosos, 60.692 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação), 5.930 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência, 1.851 trabalhadores das forças de segurança e 73 indígenas.

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