Rafael Greca e prefeitos da Região Metropolitana se reúnem para falar de ações relativas à covid

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), reuniu-se na tarde desta segunda-feira (18/1), por videoconferência, com prefeitos e secretários dos municípios da Grande Curitiba. Eles fazem parte do Fórum Metropolitano de Combate à Covid.

Ao lado do vice-prefeito Eduardo Pimentel, o prefeito Rafael Greca enfatizou que Curitiba é parceira dos municípios da Região Metropolitana. O presidente da Assomec lembrou que os prefeitos dependem do fornecimento das vacinas.

“O Brasil não pode perder tempo. E nós temos que fazer o que for preciso para sairmos dessa situação. Até que estejamos vacinados em número suficiente, ainda somos uma comunidade doente e as cautelas sanitárias continuam”, declarou. Ele ressaltou que não há interesse econômico que se sobreponha à vida. “Uma asa é a saúde, a outra é a economia”, comparou.

De acordo com Rafael Greca, o fechamento dos estabelecimentos em Curitiba aos domingos e a lei seca do Governo do Estado ajudam a reduzir a taxa de transmissão. Ele defendeu uma política comum de combate à covid.

Greca lembrou ainda do prefeito de Campo Largo, Marcelo Puppi, que faleceu há poucos dias em decorrência do novo coronavírus.

O prefeito de Almirante Tamandaré e presidente do Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná (Comesp), Gerson Colodel, lembrou que Puppi foi um dos incentivadores da criação do fórum relativo à covid, em junho de 2020.

O diretor de Gestão em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Vinícius Filipak, apresentou aos prefeitos os dados disponíveis no sistema epidemiológico do Paraná e afirmou que o aumento registrado nos últimos dias é reflexo da movimentação de pessoas no fim do ano. Ele considera preocupante o crescimento das internações.

O diretor da 2ª regional de Saúde, que compreende os 29 municípios das Grande Curitiba, José Dalmi Dissenha, detalhou indicadores das cidades da Região Metropolitana. Ele destacou a importância do Fórum para o diálogo e a troca de informações entre os prefeitos.

Vacinação escalonada e gradual

Dissenha informou que a primeira carga de insumos para a vacinação de covid foi recebida nesta segunda-feira (18/1). Ele pediu atenção dos gestores para que insumos e vacinas estejam protegidos.

“O processo de vacinação será escalonado e gradual. Não baixem a guarda, é preciso mantermos o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social”, disse. Ele informou que a meta do Paraná é vacinar 4 milhões de paranaenses até maio.

Além do vice-prefeito Eduardo Pimentel, designado pelo prefeito Rafael Greca como coordenador das atividades com o Governo do Estado e a Região Metropolitana, o secretário municipal para o Desenvolvimento da Região Metropolitana, Leverci Silveira Filho, também participou da reunião do Fórum.

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Anvisa autoriza importação excepcional da vacina Sputnik V

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização, por meio do Circuito Deliberativo nº 539/2021, para a importação excepcional da vacina Sputnik V pelos estados do Rio Grande do Norte, de Mato Grosso, Rondônia, do Pará, Amapá, da Paraíba e de Goiás.

Assim como deliberado no dia 4 de junho, na 9ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada, a importação aprovada nessa terça-feira (15) também deverá ser realizada sob condições controladas. Para tanto, de acordo com a Anvisa, foram estabelecidas as mesmas responsabilidades e condicionantes aos requerentes.

As principais condições preveem que a vacina deverá ser utilizada apenas na imunização de indivíduos adultos saudáveis e que todos os lotes dos imunizantes importados somente poderão ser destinados ao uso após liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Além disso, a Anvisa receberá relatórios periódicos de avaliação benefício-risco da vacina; o imunizante deverá ser utilizado em condições controladas com condução de estudo de efetividade, com delineamento acordado com a Agência e executado conforme Boas Práticas Clínicas; a Anvisa poderá, a qualquer momento, suspender a importação, distribuição e uso das vacinas importadas; dentre outros aspectos destacados no voto do relator.

Na deliberação, também foram autorizados quantitativos reduzidos de doses a serem importadas para vacinação de 1% da população de cada um dos estados, o que permitirá o adequado monitoramento e ação imediata da Agência, caso necessário: Rio Grande do Norte – 71.000 doses; Mato Grosso – 71.000 doses; Rondônia – 36.000 doses; Pará – 174.000 doses; Amapá – 17.000 doses; Paraíba – 81.000 doses; e Goiás – 142.000 doses.

*Com informações da Anvisa

Covid-19: Pfizer vai entregar 2,4 milhões de doses nesta semana

A Pfizer e sua parceira, BioNTech, anunciaram nesta terça-feira (15) que enviarão ao Brasil 2,4 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 nesta semana, entre hoje e quinta-feira (17). 

Conforme comunicado divulgado pelas empresas, a remessa será enviada em três lotes. Hoje chegam 530 mil doses. Outras 936 mil deverão chegar amanhã (16) e igual quantitativo na quinta-feira (17). Com as entregas dessa semana, o número de vacinas disponibilizadas pela farmacêutica chegará a 10,6 milhões.

O consórcio Pfizer BioNTech fechou acordo com o governo brasileiro em março deste ano que envolve a aquisição de 100 milhões de doses. Em maio, um novo negócio previu mais 100 milhões de doses, que serão entregues entre outubro e dezembro.

Covax facility

O Ministério da Saúde anunciou também hoje que na próxima semana receberá mais um lote de vacinas contra a covid-19 do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial de Saúde e que reúne governos e fabricantes.

Serão enviadas ao país 842,4 mil doses pelo consórcio. Até o momento, o Brasil recebeu cinco milhões de doses pela Covax Facility. Pelo investimento feito, o país tem direito a 42,5 milhões até o fim do ano. O Ministério da Saúde não divulgou quando deverá ter a próxima remessa.