Emissoras de rádio públicas dos Estados Unidos, incluindo a NPR (National Public Radio), processaram o governo de Donald Trump devido a um corte de verbas que afetou suas operações. O caso questiona a constitucionalidade da medida que proíbe o uso de fundos federais aprovados pelo Congresso.
Corte de Verbas
A decisão de interromper o financiamento foi estabelecida por uma ordem executiva da Casa Branca, que instruiu a Corporation for Public Broadcasting (CPB) a suspender os repasses financeiros às emissoras. A CPB é a principal fonte de financiamento federal para a radiodifusão pública, administrando mais de US$ 500 milhões anuais. Segundo a legislação, três quartos desse montante são destinados à televisão, enquanto um quarto é alocado para o rádio.
Implicações Legais
De acordo com o processo, os autores alegam que a ação do governo fere a Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão. Eles argumentam que a ordem executiva usurpa a autoridade do Congresso sobre a destinação dos recursos federais. O presidente Trump, o diretor de Orçamento da Casa Branca, Russell Vought, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e a presidente do Fundo Nacional para as Artes, Maria Rosario Jackson, são os réus citados na ação judicial.
Estações Involvedas
Além da NPR, as estações acrescentadas ao processo incluem a Colorado Public Radio, a Aspen Public Radio e a KSUT. O caso está sob a supervisão do juiz Randolph Moss, do Tribunal Distrital dos EUA.
Posição da Casa Branca
Em resposta ao processo, o porta-voz da Casa Branca, Harrison Fields, acusou a CPB de favorecer um partido político em detrimento dos contribuintes. Fields defendeu que Trump possui a autoridade legal para restringir o financiamento à NPR e à PBS, reiterando que o presidente é mandatado a garantir a utilização eficiente dos recursos públicos.
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