Quase 72 mil paranaenses não retornaram para 2° dose e governador reforça apelo por vacinação

Levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que quase 72 mil paranaenses não retornaram para a dose de reforço da vacina contra a Covid-19. Segundo o balanço divulgado nesta terça-feira (13), o estado é o sexto com maior número de pendências para o complemento da imunização. São 71.855 pessoas que não retornaram para a 2ª dose da CoronaVac e duas para a Astrazeneca/Oxford.

Na manhã desta quarta-feira (14), o governador Ratinho Junior reforçou o apelo para que todos façam a imunização completa. “Nós temos cobrado também da população e das secretarias municipais de saúde que a 2ª dose é tão importante quanto a primeira. Nós temos praticamente meio milhão de doses que estão nos municípios para fazer a 2ª dose e a ideia é não parar, uma vez que quanto mais pessoas imunizadas, menos chances a gente tem de ter pacientes nos hospitais se tratando”, disse.

Em Curitiba, 97% das pessoas concluíram o ciclo de proteção. Pelo levantamento divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde, das 74.442 pessoas que estão dentro do prazo para a segunda aplicação, apenas 2.438 ainda não compareceram a um ponto de vacinação da cidade.

Novo lote

Durante a manhã, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou que o Paraná receberá nos próximos dias mais 368.050 doses de vacinas contra a Covid-19. São 225.250 da AstraZeneca e 142.800 da CoronaVac.

Segundo o governador Ratinho Junior, o Paraná espera que as doses cheguem “no mais tardar” até sexta-feira (16).

As doses da AstraZeneca estão divididas em 201.994 para aplicar em idosos de 65 a 69 anos e 2.741 em idosos de 60 a 64 anos, ambas para a primeira dose.

As doses do Butantan estão divididas em 8.103 para trabalhadores de saúde, 2.277 para forças de segurança pública e salvamento (incluindo as Forças Armadas) e 10.338 para idosos de 60 a 64 anos para a primeira dose; e 6.061 para trabalhadores de saúde e 103.078 para idosos de 65 a 69 anos para a segunda dose.

Informações Banda B

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Vacinados contra a covid-19 no Brasil chegam a 35,9 milhões; 17% da população

O Brasil vacinou até esta segunda-feira (10) 35.909.617 pessoas com ao menos a primeira dose da vacina contra a covid-19. Os números são obtidos diariamente pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. A quantidade de pessoas imunizadas representa até aqui 16,96% da população.

Balanço divulgado ontem às 20h pelo consórcio com dados obtidos junto a 25 Estados mostra que 581.772 pessoas receberam a primeira dose. Entre os 35,9 milhões de vacinados, 18.073.591 receberam a segunda dose, o que representa 8,5% da população com a imunização completa; 326.608 pessoas receberam a segunda dose nesta segunda-feira.

No total, os Estados aplicaram 908.380 doses, entre aqueles que foram vacinados pela primeira vez e os que receberam o reforço do imunizante. As autoridades de saúde destacam a importância de os cidadãos retornarem ao posto na data marcada para completar a vacinação e assegurar a proteção contra a covid-19.

Levando em consideração dados relativos à primeira dose, o Rio Grande do Sul tem a vacinação mais avançada do País até esta segunda-feira. O Estado imunizou 21,94% da sua população contra o novo coronavírus. O que tem a menor porcentagem é Roraima, com 10,91% da população vacinada. Em números absolutos, São Paulo lidera com 8,7 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose

Anvisa orienta suspensão de vacina da Astrazeneca para grávidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz para mulheres gestantes. A orientação está em Nota Técnica emitida pela agência.

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A decisão é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas contra a covid-19 em uso no país.

“O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, ressaltou a Anvisa.

A vacina vinha sendo usada em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a Coronavac e a Pfizer.