Deputado do PT pede investigação criminal por ocupação do plenário da Câmara
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), anunciou nesta segunda-feira (11) que enviou um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a abertura de uma investigação criminal. O foco da investigação são os parlamentares envolvidos na ocupação do plenário e na obstrução das atividades legislativas ocorrida na semana passada.
Determinantes da Ocupação
O pedido de investigação tem como alvo a ação de deputados da oposição, que no dia 6 de setembro ocuparam o plenário em um protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ocupação se estendeu por mais de 24 horas.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), somente conseguiu retomar os trabalhos na noite de quarta-feira (7), após uma sessão conturbada e sem votações.
Declarações de Lindbergh Farias
Lindbergh caracterizou o episódio como uma continuidade do que ocorreu no dia 8 de janeiro, referindo-se a tentativas anteriores de golpe: “Para nós, o que houve aqui foi a continuidade do 8 de janeiro, a mesma coisa. Um ataque sistemático às instituições,” afirmou em entrevista à imprensa.
Itens da Representação
No documento enviado à PGR, o deputado menciona várias infrações durante a ocupação, incluindo resistência física às ordens do presidente da Câmara, obstrução de acessos, e até agressões verbais e físicas. Ele requisita ainda a identificação dos envolvidos, a coleta de imagens de câmeras de segurança e a oitiva de testemunhas.
Além disso, Lindbergh enfatizou que a representação não substitui a necessidade de punição aos parlamentares que lideraram a ocupação.
Punições e Críticas à Mesa Diretora
O líder do PT também criticou a decisão da Mesa Diretora em delegar à Corregedoria Parlamentar a responsabilidade por definir as punições aos deputados envolvidos. Na sexta-feira (8), Hugo Motta enviou representações contra 14 parlamentares para análise da Corregedoria.
De acordo com Lindbergh, a Mesa deveria ter encaminhado os casos diretamente ao Conselho de Ética, solicitando a suspensão dos mandatos. “Mandar 14 nomes para a Corregedoria dá a sensação de que pode acabar em pizza,” comentou.
Ele advertiu que a falta de punições representaria um “enfraquecimento” da Mesa Diretora.
Reação à Ação do PL
Lindbergh também minimizou a ação do Partido Liberal (PL) contra a deputada Camila Jara (PT-MS) por supostamente agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a retomada do controle do plenário. “Esse caso é tão absurdo que não estamos tão preocupados, porque não vai prosperar,” concluiu.
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