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Progressistas do Paraná descartam candidatura de Sérgio Moro e decisão expõe racha na Federação União Progressista

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O diretório estadual do Partido Progressistas (PP) no Paraná anunciou, nesta segunda-feira (8), que não homologará uma eventual candidatura do senador Sérgio Moro (União Brasil) ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A decisão, tomada em reunião na sede estadual da sigla, contou com a presença de dirigentes, parlamentares e membros da imprensa.

O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, reforçou o caráter coletivo das deliberações partidárias:

“A deliberação será sempre de todos nós”, afirmou, destacando a necessidade de alinhamento interno sobre estratégias eleitorais.

No Paraná, o líder estadual da legenda, Ricardo Barros, confirmou que o posicionamento foi aprovado após diálogo com diversas lideranças regionais. Com isso, o PP paranaense descarta formalmente apoiar Moro dentro da Federação União Progressista — aliança que une União Brasil e Progressistas em âmbito nacional.


Repercussão: decisão amplia isolamento de Moro no Paraná

O posicionamento do PP representa um movimento de isolamento político para Sérgio Moro, que já enfrentava resistência dentro da federação. Conforme análises publicadas recentemente, o impasse pode até impedir a formação de chapa majoritária da União Progressista no estado caso a candidatura de Moro fosse mantida.

Além disso, a pré-candidatura do senador provocou descontentamento interno, gerando uma debandada de prefeitos do PP no Paraná. De acordo com reportagens, ao menos 18 prefeitos deixaram a sigla após a oficialização da federação com o União Brasil, movimento diretamente relacionado à presença de Moro no projeto eleitoral.

Esse fenômeno enfraquece a capilaridade do partido no estado e revela que o desconforto não se restringe à cúpula, mas se espalha por lideranças municipais — fundamentais em eleições estaduais.


Cenário eleitoral fica mais instável e abre espaço a novos nomes

Analistas políticos apontam que a recusa do PP paranaense abre um vácuo estratégico na disputa ao governo em 2026. Com a federação dividida, partidos concorrentes ou lideranças alternativas podem se fortalecer.

A falta de unidade interna também coloca em xeque a viabilidade estrutural da campanha de Moro: sem base partidária ampla, alianças regionais e apoio de prefeitos, sua candidatura tende a enfrentar entraves logísticos e eleitorais — mesmo com bom desempenho nas pesquisas iniciais.


Moro ainda lidera pesquisas, mas decisão do PP cria vulnerabilidade

Apesar do cenário adverso, pesquisas recentes mostram Moro na frente em cenários estimulados para o governo do Paraná.

No entanto, especialistas ressaltam que esse favoritismo depende de estrutura partidária sólida, algo ameaçado após a posição clara do PP no estado. A matemática eleitoral de 2026, portanto, torna-se mais incerta.


Impactos diretos da decisão

  • Isolamento político ampliado dentro da Federação União Progressista.
  • Risco de inviabilidade operacional da candidatura de Moro, caso União Brasil não consiga reorganizar apoios.
  • Perda de base municipal, com saída de prefeitos que rejeitaram a aliança com o senador.
  • Abertura de espaço para novas candidaturas ao governo em 2026.
  • Reconfiguração do tabuleiro político no Paraná, que tende a ter uma disputa mais fragmentada.

A decisão do PP do Paraná de rejeitar apoio a Sérgio Moro marca um divisor de águas no cenário político estadual. Embora o senador mantenha força nas pesquisas, a movimentação interna da federação e a debandada de lideranças regionais criam um ambiente instável e desfavorável para sua eventual candidatura.

A disputa pelo Governo do Paraná em 2026, antes vista como previsível, agora se desenha como uma corrida aberta, com rearranjos estratégicos em curso e efeitos que ainda devem se desdobrar nos próximos meses.

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