O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intensifique os esforços para encerrar a guerra em Gaza e facilitar a entrada de ajuda humanitária na região. A declaração foi feita em um discurso televisionado nesta segunda-feira, 28 de outubro de 2023.
Diplomacia em andamento
Al-Sisi e Trump mantêm um histórico de relações diplomáticas cordiais. O Egito, junto com o Catar e os EUA, está mediando conversações para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas desde o início do conflito, que teve início em 7 de outubro de 2023. Durante seu pronunciamento, Al-Sisi afirmou que o presidente americano seria uma figura-chave na busca por paz: “Por favor, faça todo o possível para acabar com esta guerra e permitir a ajuda”, pediu.
Recentemente, tentativas de negociações indiretas de paz em Doha foram interrompidas sem avanços significativos, evidenciando as dificuldades na mediação entre as partes. O presidente egípcio destacou que a coordenação entre Israel e Egito é essencial para garantir a distribuição efetiva de ajuda humanitária em Gaza: “A ajuda é necessária, mas para que ela chegue, é preciso que haja coordenação com o outro lado”, ressaltou.
Movimentação de ajuda humanitária
No último domingo, 27 de outubro, caminhões carregados de ajuda humanitária começaram a chegar a Gaza, após pressão internacional crescente e alertas sobre a grave crise alimentar na região. O bloqueio imposto por Israel tem intensificado as dificuldades enfrentadas pelos moradores da Faixa.
Em resposta à situação, Israel implementou novas medidas, como pausas diárias em áreas específicas de Gaza e a criação de corredores seguros para a passagem de comboios de ajuda. Contudo, agências da ONU ainda destacam a necessidade de um fornecimento contínuo de ajuda para combater a crise humanitária que se agrava em Gaza.
Contexto do conflito na Faixa de Gaza
O conflito entre Israel e o Hamas resultou em intensos ataques na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, em resposta a um ataque terrorista do Hamas. Entre 7 de outubro e 13 de julho de 2025, o Ministério da Saúde de Gaza relatou cerca de 58 mil mortes entre palestinos, com mais de 138 mil feridos. Mais da metade das vítimas são mulheres e crianças, segundo estimativas, embora o ministério não tenha distinguido entre civis e combatentes do Hamas.
A ONU revelou que, desde o final de maio, cerca de 798 pessoas morreram tentando obter alimentos, enquanto o Escritório Central de Estatísticas da Palestina apontou uma diminuição populacional em Gaza, de 2.226.544 em 2023 para 2.129.724 atualmente. Aproximadamente 100 mil palestinos deixaram a região desde o início do conflito.
Israel também contabiliza perdas significativas, com quase 1.650 mortos entre israelenses e estrangeiros desde o início da guerra, incluindo 1.200 mortos apenas no ataque de 7 de outubro. Além disso, 54 ordens de deslocamento foram emitidas, resultando na deslocalização de cerca de 700 mil pessoas na região, onde atualmente 86% da Faixa se encontra sob zonas militarizadas.
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