Prêmio valoriza projetos sociais na pandemia e divulga vencedores

O Prêmio Ação Solidária de 2020 divulgou nesta semana os nomes das instituições que venceram a corrida simbólica do bem contra o novo coronavírus. A Pastoral da Criança conquistou a categoria Saúde, a Associação Evangélica Cristo Redentor Unidade Dorcas foi a melhor na seletiva de Educação e a CUFA Paraná dominou em Necessidades Básicas.

A edição deste ano reconheceu instituições que promoveram atividades solidárias e voluntárias no âmbito da pandemia da Covid-19. Foram 127 instituições habilitadas no edital, que ficou aberto durante um mês (23 de outubro a 23 de novembro). A eleição ocorreu em um sistema misto que envolveu votação popular e avaliação de um comitê formado por secretários de Estado, servidores da Educação e da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e uma procuradora do Ministério Público.

O prêmio foi concebido pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência Geral de Ação Solidária (SGAS), com o objetivo de valorizar, reconhecer e dar visibilidade a projetos e instituições que se reinventaram no período da crise de saúde pública. O concurso também recorda o Dia Internacional do Voluntário e o Dia Internacional da Solidariedade Humana, comemorados em dezembro.

“Esse prêmio é fruto de uma campanha desenvolvida pela Superintendência Geral de Ação Solidária e tem natureza simbólica”, afirmou a primeira-dama Luciana Saito Massa, que preside o Conselho da SGAS. “Buscamos valorizar projetos sociais realizados por instituições do terceiro setor durante o enfrentamento da pandemia, concedendo reconhecimento e visibilidade para suas causas. Foi um ano muito desafiador no voluntariado e esse prêmio ajuda a celebrar esses esforços que salvaram vidas”.

Segundo a primeira-dama, o Prêmio Ação Solidária de 2020 ajudou a gerar engajamento nas comunidades e nos municípios e mostrou mais uma vez que a sociedade ganha quando o Governo do Estado, o setor privado e as instituições que agrupam iniciativas sociais trabalham em parceria.

Os responsáveis pelas iniciativas vencedoras poderão ser convidados a participar de eventos ou missões organizadas pela SGAS com o objetivo de valorizar, incentivar e disseminar ainda mais atividades de voluntariado. Esse calendário ainda não está definido e depende das condições da pandemia no Paraná.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – Um dos critérios para a habilitação das iniciativas das instituições foi o atendimento a pelo menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), como erradicação da pobreza, promoção de saúde e bem estar, estímulo a cidades e comunidades sustentáveis e fortalecimento da paz e da justiça.

Dessa maneira, o Prêmio Ação Solidária também ajudou a fortalecer uma agenda cada vez mais presente no Governo do Estado e que conta com a parceria da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Paraná é pioneiro ao estabelecer projetos pilotos e uma rotina diária de avaliação de indicadores nos municípios para alcançar resultados satisfatórios na área social.

PASTORAL DA CRIANÇA – A Pastoral da Criança concorreu com as ações desenvolvidas junto às famílias acompanhadas pela instituição com o AppVisita Domiciliar, um material de “E-capacitação” sobre o coronavírus, com informações específicas e atualizadas para ajudar famílias mais vulneráveis a enfrentar a pandemia.

Além desse material, a Pastoral da Criança disponibiliza uma ferramenta para organizar redes de solidariedade em comunidades, facilitando as ações e minimizando os riscos. Cerca de 1.100 pessoas recebem, diariamente, conteúdos e mensagens via correio do aplicativo.

A Pastoral da Criança acompanha apenas no Paraná 87.093 crianças, 4.582 gestantes, em 2.683 comunidades de 291 municípios, por meio de 7.796 voluntários.

DORCAS – O projeto Dorcas, idealizado por membros da igreja luterana Comunidade do Redentor em Curitiba, nasceu em 1996. Desde então os participantes auxiliam famílias em situação de vulnerabilidade social de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, principalmente com atividades educacionais, esportivas e capacitação de jovens e adultos.

Durante a pandemia, a instituição promoveu a entrega de cestas básicas a 104 famílias, distribuiu itens de higiene e limpeza, organizou pelo WhatsApp um sistema de atividades para as crianças e adolescentes e promoveu aulas online de música, inclusive com o empréstimo de instrumentos para garantir a continuidade do interesse das crianças. Os técnicos da Dorcas ainda promoveram atendimento psicológico e social.

CUFA PARANÁ – A CUFA é uma organização reconhecida nacionalmente pelas atividades desenvolvidas nas favelas. Ela foi criada a partir da união entre jovens de várias comunidades do Rio de Janeiro que buscavam espaços para expressarem suas artes e questionamentos.

No Paraná, a organização elabora projetos sociais, culturais, desportivos e de empreendedorismo. A instituição é responsável, por exemplo, pela Taça das Favelas, Conexão Cultura, Fórum Paranaense das Favelas e Viradão Esportivo.

A CUFA Paraná distribuiu cerca de R$ 13 milhões em doações em seis meses de atendimento em conjunto com parceiros da iniciativa privada. Em média, a entidade atendeu 221 mil pessoas por mês em mais de 500 comunidades de 25 municípios do Estado. As ações fizeram parte das campanhas Favela contra o Vírus e Mães da Favela.

Informações AEN.

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“Calorão” faz Paraná ultrapassar 40° C; cidades registram recordes históricos

O mapa do Paraná registrou temperaturas acima dos 40° C durante este fim de semana. No sábado e no domingo, houve registro de temperaturas máximas que não apareciam há meses no Estado e também recordes históricos. O calor se mantém e segue até quinta-feira (27), quando a atuação de uma frente fria é esperada no Estado. Os dados são do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Curitiba bateu o recorde do ano neste domingo (23): 33,1° C foi a temperatura mais alta registrada na cidade desde setembro de 2020. Ainda no domingo, no Oeste do Estado, São Miguel do Iguaçu igualou o patamar mais quente de sua história: 40,6 °C, registrado em setembro de 2020. Em Loanda, no Noroeste, fez 41° C no sábado (22), o maior valor registrado na rede de estações meteorológicas.

Em Altônia (Norte), Palotina (Oeste) e Capanema (Sudoeste) o calorão se aproximou do recorde histórico. Na primeira houve registro de 40,1 °C, contra 41,3 °C de máxima. Na segunda, a diferença foi de apenas 1,2° C (de 40,8° C no domingo para 42° C de máxima histórica). Na terceira, houve registro de 40,2° C, contra 42° C de recorde.

Fonte: Simepar

E a semana segue quente no Paraná. A segunda-feira (24) amanheceu com tempo mais seco e estável. “As temperaturas seguem elevadas, com valores que já ultrapassam os 24°C sobre a Capital. No Oeste/Noroeste, temperaturas acima dos 30°C também já são registradas”, disse a meteorologista Lidia Mota, do Simepar.

As regiões Oeste, Noroeste e Sudoeste vão se aproximar dos 40° C na tarde desta segunda-feira e chuvas bem típicas de verão – rápidas e pontuais – podem ocorrer no Centro-Sul, Sudoeste, Oeste e Noroeste, inclusive com possibilidade de ventos mais fortes.

Na Capital e no Litoral, a máxima deve chegar a 32° C. O pico será de 31° C nos Campos Gerais; 34 °C no Sudoeste; 36° C no Oeste; e no Norte e Noroeste segue acima dos 36° C em Maringá e 35° C em Londrina, segundo os meteorologistas do Simepar.

Na quarta-feira (26), o tempo segue mais abafado favorecendo a ocorrência de pancadas de chuvas. Entre quinta e sexta (27 e 28), a previsão do Simepar é de que a aproximação de uma frente fria reforce a condição de tempo instável, com possibilidade de desenvolvimento de alguns temporais.

Café da manhã em parreiral e uma noite na carroça? Conheça opções de experiências memoráveis na RMC

Viajar, sair, ir. Verbos de conjugação tão aguardada durante a pandemia que deu água na boca. A espera foi igualmente longa na outra ponta dessa estrada, para quem recebe o visitante. E no meio desse caminho, reinventar: uma ação no presente que garantiu o futuro de muitos empreendimentos turísticos e fez nascer iniciativas com foco no turismo de experiência na região chamada Rotas do Pinhão, que compreende Curitiba e boa parte da Região Metropolitana.

“O turismo de experiência já estava no mapa de tendências desde 2018, a pandemia acelerou o processo porque despertou no consumidor a busca por bem-estar”, conta a coordenadora estadual de Turismo do Sebrae/PR, Patrícia Albanez. “Se você vai circular, que seja para se sentir bem”.

Viver experiências memoráveis, conviver com a natureza, conhecer histórias e pessoas são pontos integrantes desse roteiro. E dois aspectos são essenciais, conforme a consultora, para que um serviço seja oferecido como turismo de experiência.

O primeiro é impactar os sentidos. “A gente chega no lugar e já tem um aroma, uma decoração, um conforto auditivo que nos transporta para lembranças. O serviço precisa impactar para que sejam despertadas as boas memórias”, destaca. O segundo, ser inusitado. “É aquela sensação de que você saiu melhor, agregou um conhecimento e tem algo a contar”, explica.

Guiados por essas dicas e todos os cuidados que a pandemia ainda exige, a Agência Estadual de Notícias buscou experiências perto da Capital. Do café da manhã servido sob o parreiral até a hospedagem em uma carroça, não é preciso ir muito longe de Curitiba para se surpreender.

As opções podem ser sazonais, como o piquenique entre os campos de girassol e de camomila, ou estão de portas abertas o ano todo, como a degustação de queijo no local de produção; o passeio pode ser ecológico e urbano, ou ainda noturno para quem puder ir um pouco mais longe até a Lapa. Em comum: em vez de serem criados artificialmente para o turista, nasceram de histórias vividas, contadas de um jeito autêntico e recontadas pelo próprio viajante.

CONHEÇA AS EXPERIÊNCIAS:

CAFÉ NO PARREIRAL

O roteiro começa com um café da manhã debaixo do parreiral. A 35 km do marco zero de Curitiba (Praça Tiradentes), o café rural na Colônia Campina do Taquaral acontece aos domingos dos meses da safra de uva, entre dezembro e fevereiro, ou até que os cachos sejam colhidos na Cantina Zanchetta. Sim, o turismo de experiência vai no ritmo da natureza. A chuva, por exemplo, impediu que o café fosse servido num domingo do começo de janeiro, quando completou o aniversário de 144 anos que Beniamino Zanchetta, da Itália, fincou raízes em São José dos Pinhais.

“A primeira coisa que ele fez foi plantar um parreiral. Então vieram os quatorze filhos e um deles, o José, veio aqui para a colônia em 1902”, conta José Augusto Zanchetta, da quinta geração.

A história da família sempre foi de recomeços sob o parreiral. Fizeram vinho e viram o fim das plantas sugadas pela praga pérola-da-terra e hoje, em um parreiral até pequeno – 700 plantas em 3 mil metros quadrados, colhem vivências memoráveis. “Meu sonho era levar o nome da família no rótulo das garrafas de vinho, optei pela gastronomia e agora usamos a uva como turismo”, resume José Augusto, que abandonou 20 anos na contabilidade para continuar essa história do jeito que ele gosta de resgatar: “Gosto de fazer de um jeito diferente”.

E a ideia que surgiu numa conversa com a esposa Raquel tomando um café exatamente no parreiral se transformou em café farto de produtos dali das colônias servido ao som de gaita e violão; e está previsto pelos próximos sábados e domingos até o início de fevereiro.

Caso não dê tempo de chegar, a família oferece “polenqueta” (receita do nono) aos sábados e almoços italianos aos domingos. Ao longo do ano, mais experiências devem acontecer: após a colheita, o “amassar uva com o pé” e o retorno previsto do “merendim”, espécie de lanche sob o parreiral; de maio a julho, o empreendedor divide com o público dará início ao projeto “Meu pé de parreira”, que permite ao cidadão cuidar da sua própria safra de uva.

Onde: Colônia Campina do Taquaral, São José dos Pinhais

Quando: dezembro a fevereiro (sob consulta)

Ao redor: paisagem rural, cicloturismo, atrativos do Circuito Ecoturístico Taquaral

Contato: (41) 99965-5494 – @cantinazanchetta (Instagram)

Foto: Divulgação

DEGUSTAÇÃO DE QUEIJOS

Seguindo em direção a outra rota de colônias de São José dos Pinhais, o Caminho do Vinho, o protagonista da experiência é o queijo. Na Queijaria Sapori Italiani, a degustação orientada surgiu do incentivo de falar sobre a história do casal Carla e Antônio, a herança italiana de produzir queijos artesanais, visitando a área externa e saboreando alguns dos onze tipos de queijo que fabricam. Afeto e conhecimento unidos.

“A degustação surgiu como um incentivo na jornada que participamos. Queremos representar nossa região turística rural e sua bacia leiteira levando qualidade de vida em forma de queijo”, afirma a proprietária Carla Gualano. A queijaria fica aberta ao público para vendas e visitas de rotina.

Onde: Colônia Mergulhão, São José dos Pinhais

Quando: quintas e sextas, 19h (com reserva)

Ao redor: paisagem rural e todos os atrativos do Caminho do Vinho

Contato: (41) 99784-8684 – @queijariasaporiitaliani (Instagram)

PIQUENIQUE ENTRE CAMOMILAS OU GIRASSÓIS

De carro, caminhando ou de bicicleta, a rota de acesso à Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais, é de contemplação e bem “instagramável”. Ali campos de girassol e de camomila foram além da agricultura e de belas fotos e se tornaram o cenário de uma experiência aromática cheia de delícias produzidas na colônia e oferecidas em toalha xadrez pela família Ienkot.

O “novo olhar para a contemplação”, como define Patricia Albanez, do Sebrae, tem foco em explorar a vivência do espaço rural. “As pessoas querem ter algo a contar e a experiência do piquenique une o aspecto da produção e do turismo sem ser conflitante”, destaca.

A iniciativa partiu das filhas de Martinho Ienkot, que são a quinta geração da família de origem polonesa que há 30 anos se dedica a plantar e colher camomilas. “A ideia surgiu em decorrência da pandemia, quando um cliente se interessou em fazer um piquenique em meio ao campo de camomilas. Começamos a amadurecer a ideia para remodelar o nosso café colonial e trabalhar com o turismo de experiência”, conta Mônica Ienkot.

As camomilas estarão floridas de agosto a setembro e dão nome ao Circuito da Camomila ou Caminho das Camomilas, que une os maiores produtores de camomila do ranking nacional: Mandirituba e São José dos Pinhais. Mas não é mais preciso esperar tanto para um piquenique florido. Neste ano, um campo de girassóis é o cenário até fevereiro. Você pode levar seu lanche ou optar pela experiência completa em cestas que, só para dar mais vontade, incluem produtos que levam a camomila ou o girassol como ingrediente. 

Onde: Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais

Quando: florada de girassol, de janeiro a fevereiro; camomila, agosto a setembro

Ao redor: paisagem rural e demais circuitos da Rota das Colônias

Contato: (41) 98759-6704 – @familia.ienkot (Instagram)

HOSPEDAGEM NA CARROÇA

A 35 km de Curitiba, indo pela PR-090 ou Rodovia do Cerne, está Bateias, distrito de Campo Largo que leva o nome das peneiras usadas na exploração do ouro, para encontrar uma hospedagem carregada de história. A própria estrada, entre curvas e beleza bucólica, iniciou por caminhos abertos pelo ouro em meados do século XVI e, inaugurada em 1940, permitiu o escoamento do café do Norte paranaense para o Porto de Paranaguá e não mais para o de Santos, unindo o Norte e o Sul do Estado.

Por mais de vinte anos, caminhões e carroças coexistiam em um trânsito vigoroso. Hoje as carroças estão guardadas nas lembranças ou em alguns quintais, mas uma delas virou quarto com cama queen size, teto com vista para as araucárias, porta para o Morro das Endoenças e com trilha sonora composta pelo canto dos pássaros e pelo barulhinho da água.

A Il Carrello é uma adaptação contemporânea no estilo glamping (camping com conforto). “A carroça é o elo entre dois elementos: a paisagem e a história dos imigrantes de Bateias, porque todas as etnias a usavam. Pensei em como deixar ela mais funcional do que meramente decorativa. Pesquisando sobre a imigração local, vi que os colonos do Paraná no Sul utilizavam a carroça coberta”, diz o empreendedor Rogério Oliveira.

Filho, neto e bisneto de professoras, ele conta que voltou do Equador, onde atuava na área de direitos humanos, assim que a pandemia da Covid-19 foi anunciada e passou a reescrever sua própria história. Ali na propriedade a mãe e a avó ensinaram muitos membros das famílias pioneiras na casa que funcionava como escola isolada. O que ficou da casa, como móveis, fotografias e até os livros de chamada, vai recarregar de significado os novos espaços que vão, aos poucos, dar forma ao projeto “Ravi”, com três cabanas temáticas (italiana, portuguesa e polonesa) e uma casa do Império brasileiro.

A ligação com a comunidade é a força motriz da hospedagem. “A ideia é que o turista passe o dia aproveitando o que a região oferece de turismo rural e ecológico. Que eu seja só um agente para trazer o turista. Que esse investimento inicial, mesmo que pequeno, tenha um efeito multiplicador criando uma rede de contatos com o comércio, o artesanato, os produtores, restaurantes e cafés locais”, destaca Oliveira.

Onde: Distrito de Bateias, Campo Largo

Quando: em construção, previsão de hospedagem para este inverno

Ao redor: morros e trilhas, Estância Ouro Fino, cafés e restaurantes, Vinícola Legado; ligação com Campo Magro

Contato: (41) 99115-2549

Hospedagem na carroça – Beteias, Campo Largo –

ARQUITETURAS DA LAPA

Se a opção for urbana e puder ir mais longe, a 70 km da Capital ficam as fachadas da cidade histórica da Lapa. Uma viagem no tempo que pode ficar mais memorável conhecendo de perto seus detalhes por meio do projeto “Arquiteturas da Lapa”.

O designer e historiador Leônidas Bueno propõe uma aula a pé a céu aberto diurno ou noturno. “O tour noturno ganha um ar mais bucólico com as luzes amareladas da cidade. A ideia não inclui os museus, é um passeio pelas ruas e pela arquitetura, onde vou contando sobre a formação e construção da cidade por meio da arte da arquitetura”, explica.

O público-alvo é formado por pequenos grupos familiares, de estudantes de Arquitetura e Urbanismo e cursos afins. O tour pode incluir pousada e uma pausa em restaurante ou confeitaria da cidade.

Onde: Lapa

Quando: ano todo, sob consulta

Ao redor: museus e demais atrativos do município histórico

Contato: (41) 99663-0952 – https://leondbueno.wixsite.com/website

Foto: Divulgação

ECOLOGIA URBANA

Se a opção for passear pela Capital, o roteiro pode ser ecológico e urbano ao mesmo tempo. Entre as “ekovivências” desenvolvidas pela turismóloga Amanda Selivon, o projeto “Cidade Sustentável” acontece em Curitiba e pode incluir visita a cooperativa de reciclagem, ao parque com práticas sustentáveis, almoço ecogastronômico, visita ao Museu de História Natural, a hortas urbanas e até pontos de compras com foco no consumo consciente.

“O roteiro é vivo. Ele pode ser desenhado conforme o desejo do grupo”, explica a empreendedora da Ekoways, que costuma atender escolas e turistas internacionais e deseja despertar o interesse de quem mora em Curitiba e região ou vem passar uns dias por aqui.

Onde: Curitiba

Quando: ano todo, sob consulta

Ao redor: roteiro personalizado com guia e locomoção

Contato: (41) 99996-9772 – @ekowaysturismo (Instagram)

ROTAS DO PINHÃO – As experiências foram inseridas no mapa ou aprimoradas durante a primeira edição da Jornada Experiências Rotas do Pinhão, promovida pelo Sebrae/PR para o Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba – Pró-Metrópole e ofertada gratuitamente aos empresários do setor. A região chamada Rotas do Pinhão é uma das quinze em que o Estado é organizado e compreende Curitiba e grande parte da Região Metropolitana (RMC) com vocação para o turismo cultural, rural e o ecoturismo numa convivência do ritmo da metrópole com o bucolismo ao redor.

O contato com a natureza pode acontecer pertinho de casa e foi o que, durante a pandemia, atraiu muita gente a passeios pelos municípios da RMC. De acordo com o secretário do Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, a pandemia mudou o formato da procura pelo turismo pelas pessoas. “A pandemia nos mostrou uma outra forma de promoção do turismo. O setor que mais vai crescer no país e no mundo é o de grandes negócios ligados à natureza e o Paraná tem muito potencial nessa área”, diz.

Somente em Unidades de Conservação, são 1,2 milhão de hectares cobertos por opções de lazer. “Ao redor dos principais atrativos, existem as comunidades que ofertam o turismo rural, com pousadas e café colonial, além do contato com tudo o que a natureza oferta, como os pássaros, por exemplo”, afirma.

O trabalho em favor do turismo regionalizado é tripartite: poder público, iniciativa privada e sociedade organizada. O presidente da Agência de Desenvolvimento Turístico (Adetur) da região Rotas do Pinhão, Eros Consentino Tozetto, frisa a importância do mapeamento do turismo por região. “Cada cidade tem um produto ou uma vocação turística a oferecer, mas o olhar deve ser integrado. A política do turismo é regionalizada, não trabalha em cidades de modo isolado”, afirma.

Você pode conferir mais opções de turismo de experiência no caderno da Jornada de Experiências, lançado em novembro de 2021.