Prefeitos da RMC não seguem Curitiba e decidem manter comércios abertos aos domingos

O entendimento foi de que fechar no primeiro dia da semana causaria aglomeração no sábado, especialmente por se estar no período do Natal

Os prefeitos da região metropolitana de Curitiba (RMC) decidiram, na tarde desta segunda-feira (7), manter os comércios abertos aos domingos, diferente da decisão tomada pela Prefeitura de Curitiba. Durante a reunião no Fórum Metropolitano de Saúde, organizado pela Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana), o entendimento foi de que fechar no primeiro dia da semana causaria aglomeração no sábado, especialmente por se estar no período do Natal e pelo morador metropolitano ter o costume de frequentar os comércios aos finais de semana.

Segundo o presidente da Assomec e prefeito de Fazenda Rio Grande, Márcio Wozniack, foram três horas de reunião com a presença dos prefeitos da RMC, a Prefeitura de Curitiba e o Governo do Paraná. “85% das decisões foram comuns, com exceção dos fechamentos aos domingos. Os prefeitos metropolitanos entenderam que o comércio fica aberto. A Prefeitura de Curitiba pediu que os municípios também fechassem, mas não houve esse entendimento”, descreveu à Banda B.

Apesar da decisão da Assomec, cada prefeito tem a liberdade de decidir se fecha o comércio aos domingos caso queira. “O prefeito é autônomo na sua cidade. Os prefeitos da RMC não percebem que fechar aos domingos seja um fator que evite aglomerações, porque acaba gerando aglomeração no sábado ou no dia seguinte”, ponderou Wozniack.

O representante dos prefeitos da RMC ainda lembrou que os municípios metropolitanos têm uma peculiaridade. “Nosso maior movimento de pessoas comprando é de noite ou no fim de semana. Então, quando você fecha no domingo, causa muita aglomeração no sábado. O mês de dezembro é atípico, então acreditamos ser melhor espaçar esta possibilidade”, concluiu.

Os prefeitos da RMC pretendem aumentar a fiscalização no comércio aos fins de semana para evitar aglomeração.

Informações Banda B.

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Crianças de escola da RMC reproduzem competições de ‘Round 6’ e direção alerta pais

A popularidade da série sul-coreana “Round 6” entre crianças virou motivo de preocupação para pais e professores da escola O Pequeno Polegar, em São José do Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Na quinta-feira (7), a direção do colégio decidiu enviar uma carta aos responsáveis alertando que crianças de 8 a 10 anos estavam assistindo à produção da Netflix, cuja classificação indicativa é de 16 anos, por trazer cenas de sexo e violência.

No documento, a escola diz ser direito das famílias decidir o que é melhor para as crianças, mas salienta que o conteúdo de “Round 6” impõe riscos psicológicos aos jovens.

“A mensagem desta série em nada se comunica com nosso programa socioemocional, com nossa valorização da família e da vida, com nossa filosofa de escola. Em nada contribui para que seus filhos sejam pessoas melhores e resilientes”

diz o comunicado.

Diretor da escola, Haroldo Andriguetto, 37, diz que começou a ficar preocupado quando viu que a maior parte dos alunos estava reproduzindo as competições de “Round 6”.

Na série, 456 pessoas com problemas financeiros são convidadas a participar de uma competição na qual precisam vencer provas para ganhar um prêmio milionário. Pelas regras do jogo, os competidores participam de jogos infantis, e quem perde é morto, o que eleva o valor do prêmio.

Andriguetto diz que, quando as crianças reproduziam as dinâmicas da série, elas fingiam também que estavam matando umas às outras. “Qualquer pai e mãe ficaria horrorizado com o que eu vi. Ao andar nos corredores, eu estava acostumado a ver crianças felizes, saudáveis, pulando e brincando”, diz ele.

O diretor explica que os alunos estavam deixando, inclusive, cartas nas mesas dos colegas convidando-os para o jogo, a exemplo do que acontece na série. “Ela passa um conjunto de ideias totalmente não emocionais, o que pode mexer com a ansiedade, com o medo e com os níveis de tolerância das crianças.”

Após enviar o documento aos pais, a direção recebeu por volta de 15 emails agradecendo o alerta. Alguns dos responsáveis nem sabiam que os jovens estavam acompanhando “Round 6”.

“Ao conversar com os filhos, eles se surpreenderam porque as crianças sabiam tudo sobre a série.”

Andriguetto diz não ser contrário à narrativa. “Ela tem o seu público, tem a sua mensagem, mas o problema é que ela alcançou as crianças e a imaginação delas.”

Segundo o diretor, a idade que vai de 0 a 10 anos é crucial para o desenvolvimento cognitivo. “Começar a ter contato com esse tipo de mídia nesse momento pode gerar um efeito em cadeia.”

Prejuízos psicológicos

Psicóloga especializada em atendimento às crianças, Júlia Porciúncula, 41, diz que o conteúdo de “Round 6” de fato pode trazer prejuízos psicológicos aos jovens. “Como o ser humano é subjetivo, não dá para adivinhar o futuro. Mas, baseado nas pesquisas que já existem, expor crianças de um modo geral a conteúdo violento gera problemas.”

A especialista diz que cada jovem vai reagir de um jeito, podendo desenvolver quadros de ansiedade, insegurança ou agressividade. Para evitar isso, ela recomenda que os pais fiquem atentos ao conteúdo que os filhos consomem na internet. “É importante não deixar a criança com o eletrônico totalmente disponível. Tem que haver uma supervisão.”

Auxílio emergencial só será estendido se houver nova variante da Covid, diz Guedes

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou, nesta terça-feira (12), que o governo só considera estender o auxílio emergencial, que ajudou famílias de baixa renda a se estabilizarem na pandemia, se surgir uma nova variante da Covid-19.

A última parcela do benefício será paga em 31 de outubro.

“Se tivermos um aumento na doença, faremos o mesmo que antes: nós aumentaremos os gastos com proteção para os mais vulneráveis. Mas não é isso o que está acontecendo, com vacinação em massa e volta segura ao trabalho”, disse.

Guedes está nesta semana em Washington, na capital dos Estados Unidos, para participar da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI). Durante esta terça-feira (12/10), o ministro conversou com jornais locais. Em participação ao vivo na TV Bloomberg, ele defendeu que o crescimento da economia brasileira não será problema, e sim a inflação.

“As pessoas que perderam a eleição há três anos não respeitaram o resultado e continuam a bater tambores. A gente entende, é a primeira vez que a esquerda perdeu para liberais-conservadores”, alfinetou.

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