Prefeitos da RMC não seguem Curitiba e decidem manter comércios abertos aos domingos

O entendimento foi de que fechar no primeiro dia da semana causaria aglomeração no sábado, especialmente por se estar no período do Natal

Os prefeitos da região metropolitana de Curitiba (RMC) decidiram, na tarde desta segunda-feira (7), manter os comércios abertos aos domingos, diferente da decisão tomada pela Prefeitura de Curitiba. Durante a reunião no Fórum Metropolitano de Saúde, organizado pela Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana), o entendimento foi de que fechar no primeiro dia da semana causaria aglomeração no sábado, especialmente por se estar no período do Natal e pelo morador metropolitano ter o costume de frequentar os comércios aos finais de semana.

Segundo o presidente da Assomec e prefeito de Fazenda Rio Grande, Márcio Wozniack, foram três horas de reunião com a presença dos prefeitos da RMC, a Prefeitura de Curitiba e o Governo do Paraná. “85% das decisões foram comuns, com exceção dos fechamentos aos domingos. Os prefeitos metropolitanos entenderam que o comércio fica aberto. A Prefeitura de Curitiba pediu que os municípios também fechassem, mas não houve esse entendimento”, descreveu à Banda B.

Apesar da decisão da Assomec, cada prefeito tem a liberdade de decidir se fecha o comércio aos domingos caso queira. “O prefeito é autônomo na sua cidade. Os prefeitos da RMC não percebem que fechar aos domingos seja um fator que evite aglomerações, porque acaba gerando aglomeração no sábado ou no dia seguinte”, ponderou Wozniack.

O representante dos prefeitos da RMC ainda lembrou que os municípios metropolitanos têm uma peculiaridade. “Nosso maior movimento de pessoas comprando é de noite ou no fim de semana. Então, quando você fecha no domingo, causa muita aglomeração no sábado. O mês de dezembro é atípico, então acreditamos ser melhor espaçar esta possibilidade”, concluiu.

Os prefeitos da RMC pretendem aumentar a fiscalização no comércio aos fins de semana para evitar aglomeração.

Informações Banda B.

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Curitiba tem menor número de casos ativos de covid-19 em 538 dias

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba registrou, nesta terça-feira (7/12), 996 casos ativos de covid-19, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus. A última vez que a cidade registrou índice menor foi em 18 de junho de 2020, há 538 dias atrás. 

A SMS também confirmou 44 novos casos da doença e o óbito de um homem de 65 anos, que aconteceu nas últimas 48 horas.

Até o momento foram contabilizadas 7.803 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Novos casos

Com os novos casos confirmados, 298.774 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 289.975 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

Leitos do SUS

Nesta terça-feira (7/12), a taxa de ocupação dos 120 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 está em 28%. Restam 87 leitos livres.

A taxa de ocupação dos 114 leitos de enfermarias SUS covid-19 está em 25%. Há 86 leitos vagos. 

A SMS esclarece que os dados da ocupação de leitos em Curitiba são dinâmicos, com alterações ao longo do dia.

Números da covid-19 em 7 de dezembro

44 novos casos confirmados
1 novo óbito nas últimas 48h

Números totais

Confirmados – 298.774
Casos ativos – 996
Recuperados – 289.975
Óbitos – 7.803

Após incêndio criminoso, Prefeitura de Campo Magro cancela festividades de Natal

A Prefeitura de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), decidiu cancelar as festividades de Natal na cidade. A decisão foi tomada após o incêndio criminoso que atingiu o pátio da Secretaria de Obras na madrugada da última quinta-feira (2) e que provocou, segundo o Executivo, um prejuízo de R$ 7 milhões.

O comunicado da Prefeitura lamentou o ocorrido:

“É com muita tristeza que comunicamos que o evento de Natal foi cancelado, devido ao incêndio criminoso ocorrido na madrugada do dia 02/12 na Secretaria de Obras da Prefeitura”, publicou o Executivo nas redes sociais.

No incêndio, 13 veículos foram atingidos, além de outras máquinas da Prefeitura. A Polícia Civil segue investigando o caso. Um vigia chegou a ser rendido e foi utilizado um coquetel molotov para causar a combustão. A ação dos criminosos seria uma retaliação a uma operação policial que aconteceu no município. Os autores do incêndio também picharam a parede da prefeitura com a frase: “a Rona executa e o estado finge que não vê”.